Torcida

Não sei por que guardo badulaques, bugigangas, seja lá o que for, na parte alta dos armários. Aliás, sei. Só pra cair da escada. Continue lendo “Torcida”

Um presidente, não um santo

Rios de papel antes, para profetizar; rios de papel depois, para explicar. Os analistas queimaram as barbas que colocaram de molho, os institutos de pesquisa correram atrás do prejuízo e só faltou que um de seus donos escrevesse que, afinal, eleição é uma caixinha de surpresas, onde se pode ganhar, perder ou empatar. Continue lendo “Um presidente, não um santo”

Nós, os 4%. Mas podem chamar de 49%

O Brasil é um país dividido ao meio.

Dizem que somos 4%. Eu, pessoalmente, até gosto disso. É bom o gostinho de ser a ínfima minoria que não concorda com a banda dos contentes. É bom ser da turma de Bertold Brecht, de Marlene Dietrich – e não dos 90 e sei lá quantos por cento que aplaudiam Hitler. É bom ser da turma de Sakharov, de Soljenitsin, de Pasternak, e não dos 90 e sei quantos por cento que aplaudiam o stalinismo. Continue lendo “Nós, os 4%. Mas podem chamar de 49%”