Eu tinha 7 anos, não mais que isso, quando vivi uma das experiências mais excitantes da minha ainda curta vida. Minha família morava numa fazenda ao lado da pequena vila de Guatapará, a 42 km de Ribeirão Preto. Continue lendo “João Geada e Chico Gasparzinho”
A criatura
A ordem era para que a mudança – exigência de mais de 70% dos eleitores de acordo com pesquisas – desse o tom da convenção do PT que oficializou a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição. Continue lendo “A criatura”
A Chico o que é de Chico
Se Chico tivesse escrito na vida somente “Teresinha”, já seria um dos compositores mais geniais do mundo.
Fez algumas centenas de canções. Seguramente mais de uma centena delas são absolutamente geniais. A mais fraca de todas, se é que existe, é ótima. Continue lendo “A Chico o que é de Chico”
O elogio da vingança
Está muito bem, devemos amar o próximo como a nós mesmos, prodigalizar-lhe festinhas e amenidades, mas uma suculenta e farta vingança, senhores! Olho por olho, decepar um braço, serrar uma perna a um inimigo, a um desses filhos da mãe que nos lixou a vida, que nos atirou os sonhos para a mais escusa das catacumbas, oh meu Deus, isso rejuvenesce o mais acabado e põe um capitoso champanhe nas veias do mais diluído dos seres humanos. Continue lendo “O elogio da vingança”
Conta outra, vó – O nariz de sua mãe
Nota: Ô historinha danada de terrorista! Minha vó a contava e recontava com a maior tranquilidade. Fazia parte do acervo de contos moralistas, com os quais os antigos educavam as crianças. Educação baseada no medo da porrada. Parece que nunca funcionou, a não ser para continuar uma triste herança de sadomasoquismo. Por outro lado, essa mãe, que não sabia o que fazer com o filho, é um exemplo da educação da modernidade. Liberdade sem freio algum. Que situação difícil! Outra observação: nunca encontrei este conto triste em minhas tantas e tantas leituras.
Continue lendo “Conta outra, vó – O nariz de sua mãe”
Que venham as flechadas…
Em 1964, uma das canções que explorava nosso ufanismo e tentava cativar os cidadãos para a política dos milicos dizia “Este é um país que vai pra frente!… rô, rô, rô, rô, rô…”. Continue lendo “Que venham as flechadas…”
Legados da Copa e um W.O.
O primeiro legado da Copa: 64 anos depois repetiram-se as touradas de Madrid e a Espanha voltou para casa com seu revolucionário futebol de posse de bola enferrujado e humilhado. Continue lendo “Legados da Copa e um W.O.”
Más notícias do país de Dilma (145)
Às vésperas da Copa do Mundo, na tentativa de justificar os absurdos gastos com a construção dos estádios, em torno de R$ 8 bilhões, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo investe em saúde e educação R$ 1,7 trilhão.
É mentira pura. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (145)”
A excomunhão
Lá pelo final dos anos 50 do século passado, depois de um período internado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, voltei para a casa de meus pais. Nessa quadra da minha vida, aproveitando o tempo de internação, já fizera a primeira comunhão com o aprendizado do Catecismo católico, ensinado por padres e freiras, tempo em que ele era ainda ministrado quase todo em latim. Continue lendo “A excomunhão”
Por que xingam?
Grosseiros, violentos, desrespeitosos com a pessoa e com o cargo, os xingamentos à presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, provocaram perplexidade até naqueles que apostavam em vaias. Continue lendo “Por que xingam?”
O cinema, essa arte católica
É altura de ajoelharmos. Faça-se justiça ao catolicismo. Essa religião de genuflexões, de padres-nossos e ave-marias, de em nome do pai e do filho, de mea culpa, mea culpa e salve-rainhas, é a mais cinematográfica das religiões. Continue lendo “O cinema, essa arte católica”
Conta outra, vó – Maria Borralheira
Nota: Relação deste conto de minha avó com a tradicional Cinderela, a Gata Borralheira, só a madrasta com duas filhas e o casamento com o príncipe. Provavelmente, no interior de Minas, entre um contador e outro, na maioria analfabetos, a história foi perdendo alguns detalhes e ganhando outros, mais ligados à cultura e aos costumes do povo; isto de lavar o bucho do boi, por exemplo. Continue lendo “Conta outra, vó – Maria Borralheira”
Erros grotescos, assustadores, da grande imprensa
Torquato Neto criou uma imensidão de coisas antes de seu suicídio, aos 28 anos.
A frase está em matéria na primeira página do Segundo Caderno de O Globo desta semana. Continue lendo “Erros grotescos, assustadores, da grande imprensa”
No Itaquerão
Não se assustem, não vou analisar o jogo de ontem. Vibro com nossos gols, acho incrível a fibra do jogador que enfrenta a barra de bater um pênalti, mas daí não passo. Continue lendo “No Itaquerão”
O sujo e o belo
Por um mês os corações e mentes mudam de foco: o grande tema nacional passa a ser o grave problema representado pelo vazio que fica nas costas do lateral esquerdo Marcelo quando ele avança para apoiar o ataque. (E quando não avança, ele mesmo trata de fazer o gol para o adversário.) Continue lendo “O sujo e o belo”


