Apesar da fragilidade da saúde do papa, a notícia de sua morte na última segunda-feira foi uma surpresa para o mundo, que poucas horas antes tinha assistido à sua mensagem de Páscoa.

Por Sérgio Vaz e Amigos
Apesar da fragilidade da saúde do papa, a notícia de sua morte na última segunda-feira foi uma surpresa para o mundo, que poucas horas antes tinha assistido à sua mensagem de Páscoa.
O PSDB vive a sina de Policarpo Quaresma, personagem de Lima Barreto: caminha para um triste fim. Partido que por seis disputas presidenciais foi um dos polos da política nacional, hoje é apenas uma sombra do que foi nos tempos em que, no governo, modernizou o Estado, avançou na área social, promoveu reformas estruturantes e estabilizou a economia com o Plano Real. Agora, precisa de uma fusão – possivelmente com o Podemos – para cumprir a cláusula de barreira na eleição de 2026. Só assim para continuar existindo no Parlamento. Continue lendo “O fim melancólico do PSDB”
Só deu ele. A imprensa do mundo inteiro esqueceu Trump e suas insanidades, largou pra lá Putin e suas atrocidades na Ucrânia, deixou de lado o massacre israelense contra acampamentos de deslocados no sul da Faixa de Gaza. Continue lendo “Francisco”
No canal Causos Musicais, no Youtube, procuramos identificar manifestações misóginas, racistas, homofóbicas e outras formas de discriminação que estão presentes no nosso cancioneiro popular. Afinal de contas, a música é uma forma de socialização, de se fazer a cabeça de jovens, assim como a família, a escola, a igreja. Continue lendo “Preconceitos que inundam a MPB”
A casa da família de Cristina costumava receber sempre visitantes ilustres – intelectuais, professores, compositores, entre eles o carioca Vinicius de Moraes, o que escreveu que São Paulo é o túmulo do samba, e o paulistano Paulo Vanzolini, colega do pai dela na USP, zoólogo e um dos maiores compositores de samba que já houve. Foi do amigo do pai a primeira música que ela gravou, em um disco de 1967, quando ainda não tinha feito 17 anos – nasceu em dezembro de 1950, em São Paulo. Continue lendo “Cristina”
Criado há 30 anos em total desobediência à lógica, o pequeno município piauiense de João Campos retrata as mazelas de um Brasil disfuncional, ocupado por políticos que condenam o país ao subdesenvolvimento. Para atender a seus 2.970 habitantes, a cidade instalou 12 secretarias municipais em torno da Prefeitura e um Legislativo com 11 vereadores. Vive de transferências da União e é, proporcionalmente, a campeã na destinação de emendas parlamentares na modalidade Pix ou secreta. Nada menos de R$ 11.6 milhões foram enviados para lá pelo generoso Congresso, o que significa R$ 3,9 mil por habitante, mais do que o dobro do salário médio dos 417 trabalhadores locais. Continue lendo “Insano e calhorda”
Houve uma época em que um encontro entre o presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro de Israel só trazia orgulho aos judeus israelenses e americanos, que viam dois líderes democráticos trabalhando juntos. Bem, sei que não estou sozinho quando digo que orgulho não é a emoção que me invadiu ao ver a foto de Donald Trump e Binyamin Netanyahu, bem próximos, se reunindo no Salão Oval na segunda feira. As emoções foram de repulsa e depressão. Continue lendo “Trump e Netanyahu trabalham juntos contra a democracia, pelas trevas”
Em 6 de agosto de 1983, o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, fez um pronunciamento radiofônico à nação sobre comércio internacional que permanece atual e revelador. Suas palavras servem como um alerta sobre os riscos do protecionismo comercial que voltou à cena com força sob a liderança de Donald Trump, cuja agenda tarifária ameaça desestabilizar a economia global e corroer a hegemonia americana. Continue lendo “Trumpismo, a negação do reaganismo”
Para quem mandou invadir o Capitólio e, com isso, melar a posse de seu adversário na presidência do país, melar o comércio internacional é o de menos. Só que se, por mais incrível que pareça, o primeiro ato não teve nenhuma consequência judicial para ele, o segundo levantou contra si um enxame de abelhas furiosas que estavam perdendo, de imediato, fortunas bilionárias nas Bolsas de Valores e no mercado de títulos da dívida dos EUA. Continue lendo “Míssil chinês”
De repente, sem que tivesse planejado, acabei ouvindo, agora há pouco, várias versões de “Send in the Clowns”. A da Judy Collins, fabulosa, que ela gravou no Fifth Album, de 1965. Uma que eu jamais tinha ouvido na vida, um dueto de Judy Collins e Don McLean – nunca soube que os dois haviam gravado juntos. Pulei a da Barbra Streisand, que seguramente também é linda, e ouvi a do Frank Sinatra, que, diacho, tem a qualidade Frank Sinatra. Continue lendo “Renato Russo, Vandré, as canções, os veredictos”
A queda abrupta dos treasuries americanos na semana passada — última linha de defesa dos Estados Unidos contra crises econômicas e financeiras — fez o que o Judiciário, o FBI e a oposição democrata não tinham conseguido até então para demover o Agente Laranja do seu intento de acabar com a América first, o capitalismo second e o bom senso em terceiro, nas relações comerciais com o mundo. Continue lendo “Marcha a ré”
O dono do PSD, Gilberto Kassab, secretário de Governo de São Paulo, deve ter comemorado os números do Datafolha sobre o seu chefe Tarcísio de Freitas (Republicanos). A pesquisa reforça o que o espertíssimo auxiliar diz há mais de ano: o melhor para o Tarcísio é não trocar o certo pelo duvidoso. Apontado como o melhor nome para preencher o espaço do inelegível Jair Bolsonaro na disputa presidencial, Tarcísio seria derrotado por Lula na corrida pelo Planalto, mas reeleito ao governo paulista com folga se a eleição fosse hoje. Continue lendo “Eles só pensam naquilo”
Ainda repercutindo a fala do técnico de futebol Joel Santana proferida num caminhão de som no último domingo, em um inglês de fazer inveja até a William Shakespeare. Continue lendo “Popicorni and Beautiful Hair!”
Estava relendo alguns estudos antigos e encontrei um que pode contribuir para melhorar a zorra feita no mundo pelo agente laranja e seu tarifaço. Continue lendo “Sonhos”
A ideia de fazer um canal de Youtube voltado para a música popular surgiu durante a pandemia de Covid.
Um grupo de amigos que gostam de música nos reuníamos toda sexta-feira na Escola de Choro de Brasília para tocar. Com a pandemia, isso se tornou impossível. Então, passamos a fazer reuniões on-line. Continue lendo “Causos musicais”