Velhos lobos do mar

Até hoje não sei bem como vim parar no Refúgio dos Velhos Camaradas. Buscava apenas um lugar para descansar minha velhice longe das tormentas da cidade. O lugar pareceu simpático; acho que o nome me atraiu. Apenas dois prédios, um voltado para o outro. Continue lendo “Velhos lobos do mar”

O abelhudo

Era tão abelhudo que aparecia como papagaio de pirata em selfies. Pessoa sem tato. Recentemente, começou a falar, entre um grupo de amigos, sobre a seca no reservatório da Cantareira. A eles se junta, em dado momento, um senhor muito idoso. E o sujeito ficou falando em volume morto na frente do velhinho. Continue lendo “O abelhudo”

Gabo

O caixão com o corpo do Gabriel García Márquez teve que ser levado na mão, por trezentos metros. Vencida mais ou menos a metade, um homem que segurava uma das seis alças (parece que era o Vargas Llosa) sentiu-se mal e teve que desistir. Continue lendo “Gabo”