Arquivos do Rótulo: Ficção

A Espécie Humana. Capítulo 46

me escondo na toca mais escura,

cavo meus túneis protetores,

abro janelas camufladas Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 45

eis-me aqui, no apartamento. o menino ficou em São Paulo e eu voltei. após uma limpeza, coloquei o mínimo necessário: um colchão no chão, um chuveiro e uma tábua sobre três tijolos. sobre a tábua coloquei vasos com plantas. no chão da sala ainda uma peneira grande cheia de frutas. na cozinha foi deixado um fogãozinho de duas bocas, que funciona. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 44

mexemo-nos na cama. o menino já deve ter dormido. num momento, meu pai rompe com o silêncio. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 43

à noite, deitados, pergunto a meu pai:

que música pra hoje?, pai. mas o menino é mais rápido:

pai, ponha uma música… que não seja clássica.

posso escolher? Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 42

no café, o menino:

pedi uma história de vida e você contou uma história de morte.

nada disso, mocinho. minha história é de vida. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 41

pai, leia uma história antes de nós dormirmos. uma história de vida.

uma história? vou então ler uma que eu traduzi do Esperanto.

como se chama?

O pássaro todo maravilha. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 40

na manhã seguinte, durante o café:

vovô, o diabo existe?

existe. diabo é o nome da burrice humana. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 39

percebi aos poucos que nenhum de nós conseguira dormir. de vez em quando alguém se mexia. meu pai era o mais discreto. finalmente, o menino:

pai! Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 38

estamos deitados, cada um no seu colchão. temo que o menino não durma logo porque hoje, ao contrário da tarde de ontem, quando ele ficou perambulando com os cães, hoje ele dormiu praticamente o dia inteiro. comeu em horas erradas e não falou absolutamente nada. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 37

pai, qual é a música mais triste que você conhece?, perguntou-me meu filho. já estamos deitados nos nossos colchões. o dia foi pesado. meu pai não conseguiu esconder aqueles olhares em que eu comecei a perceber um tipo de censura muda. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 36

meu filhinho como que está só em presença da morte. Isaías falou e Pedro repetiu, séculos depois:

toda a carne é erva

e todo o seu encanto é uma florzinha campestre; Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 35

não gostaria de viver novamente aquela manhã. não podemos escolher: atendemos ao telefone e alguém nos dá a notícia; abrimos a porta e nos deparamos com a notícia; recebemos o telegrama ou a carta e ei-la, a notícia. a coroa do silêncio. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 34

Capitalismo e Socialismo.

Primeiro movimento: nem alegre nem triste. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 33

Kamala estragou alguns canteiros. meu pai nunca se impacientou.

os grandes fazem o mesmo. irracionais são o que são. vamos ensinando, talvez eu cerque este trecho do jardim pra você. Ler Mais »

A Espécie Humana. Capítulo 32

há um apavorante silêncio em torno de mim. sei bem que há sons me envolvendo mas não sou capaz de decifrá-los. Ler Mais »