Marina em modo ginasta romena

Às 17h21, poucos minutos depois de sair do Grão, seguramente ainda na rua (ela caminha cerca de 1 km todos os dias entre a escola e a casa), e apenas dois dias depois de nos ter visto durante muitas horas, Marina mandou pelo telefone da Cau uma mensagem de voz:

– “Vovô, vovó, vocês podem vir aqui brincar comigo?” Continue lendo “Marina em modo ginasta romena”

Tempo perdido

Não há o que comemorar nos resultados do Pisa. Eles mostram que a Educação brasileira está estacionada e não apresenta avanços significativos no sistema internacional de avaliação do ensino da OCDE, realizado a cada três anos em estudantes de 15 anos de idade. A última edição foi aplicada em 2018 e divulgada nesta semana. Se por um lado a pontuação dos alunos aumentou levemente na comparação a 2015, por outro o Brasil desceu mais alguns degraus no ranking mundial em matemática e ciências, mantendo-se estável em leitura. Continue lendo “Tempo perdido”

São Paulo não parou

São Paulo, 1986. 18h30.

Há 2,5 milhões de carros nas ruas. Disputam 770 quilômetros de avenidas principais. Brigam com 4 mil semáforos. Desviam dos remanescentes das 3 mil obras que esburacam as ruas todo ano. E dos mil veículos que quebram todo dia. Nos 8 mil ônibus da cidade, há 6,67 passageiros por metro quadrado (média comemorada pela Prefeitura; até ano passado eram 10,86). E 200 mil pessoas se emburacam  nas estações do metrô. Na Avenida Paulista… Continue lendo “São Paulo não parou”

José Mário Branco

Foi paixão daquelas imediatas, à primeira vista (no caso, à primeira audição). Paixão forte, poderosa. Ouvia as canções de Zé Mário sem parar, de novo, de novo, e de novo de novo. A abertura do disco – ruídos de uma estação de trem, que se ligava à primeira música, “Cantiga para pedir dois tostões”. Continue lendo “José Mário Branco”

Para que não aconteça nunca mais

Por absoluta cegueira ideológica, por se achar um bravo Dom Quixote a lutar contra os moinhos de vento do “imperialismo ianque”, o PT boicotou durante duas décadas o projeto – apresentado durante o governo Fernando Henrique Cardoso – de um acordo com os Estados Unidos para o uso do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. Continue lendo “Para que não aconteça nunca mais”

Walter Franco, o zen irrequieto

A música popular brasileira é uma coisa tão absolutamente rica, ampla, multifacetada, poderosa e, ao mesmo tempo, o Brasil é tão doido, que um compositor brilhante, genial, respeitado desde o primeiro momento pelos grandes e pela crítica, consegue a proeza de ficar conhecido como o mais maldito dos malditos. Continue lendo “Walter Franco, o zen irrequieto”

Que os anjos nos livrem do desânimo

Desânimo. Desalento. Desesperança.

Não nos livramos ainda da crise econômica em que os governos lulo-petistas enfiaram o país; apesar de todo o bom trabalho da equipe econômica do governo Temer, todos os números ainda são horrorosos, apavorantes – a começar do mais importante deles, o que mostra que há  mais de 12 milhões de desempregados. Continue lendo “Que os anjos nos livrem do desânimo”

Patético, despreparado, destilando ódio

Na abertura da Assembléia Geral da ONU, diante dos holofotes do planeta inteiro, Jair Bolsonaro foi Jair Bolsonaro. Uma figura patética, exibindo total e absoluto despreparo, apertando os olhos para ler o teleprompter, comendo pedaços de palavras, errando pronúncias, como notou Vera Magalhães, do Estadão. Continue lendo “Patético, despreparado, destilando ódio”

Sucralose pode?

O sujeito pára diante da prateleira do supermercado e olha para os adoçantes à sua frente. A mulher tinha alertado, umas semanas atrás, que um tipo de adoçante não podia. Mas qual, diacho? Continue lendo “Sucralose pode?”

A Temer o que é de Temer

Eu gostaria de ter escrito o artigo do professor de Filosofia da UFRGS Denis Lerrer Rosenfield publicado no Estadão desta segunda-feira, 16/9. O texto faz críticas ao governo Bolsonaro, e embaixo de críticas ao governo Bolsonaro – quaisquer que sejam elas –, eu assino com convicção. Continue lendo “A Temer o que é de Temer”