Cuba vive a sua maior crise econômica desde o “período especial” dos anos 1990. À época, o país entrou em colapso com o fim da União Soviética, de quem recebia – entre outros benefícios – petróleo bem abaixo dos preços internacionais. Sobreviveu graças ao petróleo venezuelano, fornecido por Hugo Chávez também com generosos subsídios. Essa torneira fechou com a interminável crise na Venezuela e com a queda brutal do turismo, principal fonte de divisas do país caribenho. Continue lendo “Calote contratado”
Outros atentados à democracia
Pode-se até discordar da dosimetria das penas, mas a condenação dos primeiros réus do 8 de janeiro foi precisa e didática. Prevaleceu o entendimento de que a democracia é valor supremo do país, não havendo, portanto, espaço para atentar contra ela. Ainda assim, nós na garganta impedem que se comemore. Firme na reação ao golpismo, o tripé institucional – Justiça, Executivo e Legislativo – tem falhado feio, minando a democracia que diz defender. Continue lendo “Outros atentados à democracia”
Raciocinol!
Desde o último domingo está repercutindo, e muito mal, a mais nova fake news lançada pelo pseudojornalista (jornalista sério não se sujeita a esse tipo de coisa) Alexandre Garcia. Continue lendo “Raciocinol!”
O destino bate à porta
Agora que o destino do ex-imbroxável clareou, no sentido de que as portas da Papuda já se abrem para recebê-lo em suas soturnas instalações, cabem algumas observações.
A vassalagem de Toffoli (2)
A regra é de uma clareza cristalina, e vale em qualquer sociedade civilizada: juiz não julga causa de interesse de alguém de sua família, de seu círculo íntimo. Quanto mais, é claro, causa em que ele próprio esteja envolvido.
Se houver esse tipo de envolvimento, o juiz tem que se declarar impedido. Continue lendo “A vassalagem de Toffoli (2)”
As lições do 11 de setembro chileno
Cinquenta anos depois do golpe de Pinochet, o Chile volta a ser um país dividido verticalmente. Como se a roda da História tivesse girado para trás, a extrema-direita faz uma releitura do trágico 11 de setembro de 1973, enaltecendo a figura d e Augusto Pinochet. Segundo sua versão, o ditador salvou o Chile de “uma ditadura marxista”. Na outra ponta a esquerda se nega a atender ao apelo do presidente Gabriel Boric de uma revisão crítica do governo da Unidade Popular liderado por Salvador Allende. Continue lendo “As lições do 11 de setembro chileno”
A vil moeda de Lula
Alguns chamam de pragmatismo ou realpolitik. Outros pegam até mais leve, tratando a prática como se o toma lá dá cá fosse um balé necessário à governabilidade. Balela. Ceder ministérios e até criá-los para satisfazer a sanha de políticos inescrupulosos na vã esperança de obter maioria parlamentar é compra de votos. Simples assim. Tão deletéria quanto os escandalosos mensalão, utilizado à larga no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou orçamento secreto, sacramentado pelo ex Jair Bolsonaro. Continue lendo “A vil moeda de Lula”
A vassalagem de Toffoli
Do alto do seu vastíssimo saber jurídico, o mesmo que não foi suficiente para que ele passasse no concurso para a magistratura do Estado de São Paulo, e de sua sabida, proverbial imparcialidade, o ex-assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados e advogado de Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas presidenciais de 1998, 2002 e 2006 José Antônio Dias Toffoli decidiu invalidar todas as provas originadas no acordo de leniência da Odebrecht, no qual a empresa admitiu crimes e cedeu informações que impulsionaram a Lava-Jato. Continue lendo “A vassalagem de Toffoli”
Preguiça das Brabas!
Dá uma preguiça das brabas escrever num feriadão modorrento como este do 7 de setembro, dia em que D. Pedro II assinou a Lei Áurea, que aboliu a escravatura no Brasil. Seria muito melhor estar na praia da Avenida Paulista, curtindo um sol, pegando uma onda, do que estar escrevendo pra coluna.
Epa! Tava pesquisando as informações no material didático do governo de São Paulo encomendado pelo governador Tarcísio de Freitas. Vou procurar outra fonte. Achei! Sete de Setembro é o nosso Independence Day, só que sem aquele espetáculo pirotécnico dos gringos. Continue lendo “Preguiça das Brabas!”
O Número 2
O que um carioca e um paranaense desinformados podem fazer por São Paulo? Nada, se forem pessoas comuns e não desempenharem atividade que possa comprometer o bom nome do Estado mais culto, rico e populoso da Federação. Mas e se forem, respectivamente, governador do Estado e secretário da Educação? Continue lendo “O Número 2”
Soberano absolutista
Daria para dizer, é claro, que é caso de problema nas faculdades mentais. Muita gente deve estar dizendo isso, ou no mínimo pensando. Ah, ele está velhinho, está ficando gagá, fala besteira… Um prezado amigo meu, que já votou mais de uma vez em Lula, comentou: “O caso afinal tem solução simples: interna o cara”. Continue lendo “Soberano absolutista”
Independência sem morte
Não há convocação para uma nova “festa da Selma”, senha utilizada nos grupos bolsonaristas para o 8 de janeiro, nem se tem notícia de caravanas seguindo para Brasília. Mas a movimentação entre os apoiadores do ex se intensifica com a proximidade do 7 de setembro. Ainda que divididos entre a ativação popular, com a assinatura “será gigantesco”, e o “fique em casa”, tentativa de esvaziar as comemorações da Independência, todo cuidado é pouco. Até porque essa turma já demonstrou a capacidade que tem de incendiar o país. Continue lendo “Independência sem morte”
Que Mentira, Que Lorota Boa!
Quando alguém chegava contando uma mentira na rodinha, a criançada se unia em coro e repetia bem alto o refrão “que mentira, que lorota boa…”. Nem sei se fazia parte de alguma música ou se era só isso mesmo, mas o fato é que o mentiroso ficava com aquela cara de cuzão, metia o rabinho entre as pernas e caia fora. Continue lendo “Que Mentira, Que Lorota Boa!”
Compadrio
Ainda é cedo para cravar que foi trágica. Mas não é cedo para dizer que foi um erro imperdoável, de tão inaceitável e inacreditável. A nomeação do advogado pessoal do presidente da República para a Suprema Corte já seria grave mesmo que fosse um progressista. O viés de compadrio é a última coisa que pode acontecer antes de se jogar uma instituição na Iata do lixo. Continue lendo “Compadrio”
A Terra é redonda e não foi golpe
É duro, é triste demais, mas é preciso repetir algumas verdades básicas, fundamentais, óbvias – mas que negacionistas de todos os matizes se recusam a aceitar. Tipo: a Terra é redonda. A água corre para baixo. Jabuti não sobe em árvore. Cloroquina não cura Covid 19. Vacina salva vidas e não faz ninguém virar jacaré. O sistema eleitoral brasileiro é absolutamente confiável. Não houve golpe: Dilma sofreu um impeachment absolutamente legal, seguindo todos os ritos da Constituição e das leis. Continue lendo “A Terra é redonda e não foi golpe”


