Mudos

A presidente Dilma Rousseff está muda. O ex Lula, idem. Há mais de um mês nenhum deles dá um pio. Receio de cobranças sobre a adoção de medidas econômicas ortodoxas, que contrariam o que foi dito em campanha? Difícil crer. Continue lendo “Mudos”

O Brasil, um viveiro de aloprados

Ontem, aqui neste Blog do Noblat onde faço minha pós-graduação, li dois artigos que se entrechocavam. O Papa Francisco, que anda tão preocupado em aumentar a audiência da Igreja Católica que às vezes exagera em bonomia e simpatia, disse “Se meu bom amigo, o doutor Gasparri, xingar minha mãe, pode esperar que levará um soco. É normal”. Continue lendo “O Brasil, um viveiro de aloprados”

Saem os bilhões, voltam os centavos

Começou de novo. E, um ano e meio depois das manifestações que sacudiram o país em junho de 2013, governo algum tem noção do que fazer com isso. Muito menos como coibir o vandalismo, o desrespeito com a coletividade, o quebra-quebra. Tudo do mesmo jeitinho: uns poucos provocam, incendeiam lixo, estraçalham vitrines, forçam a reação da polícia, que, como patinho, cai na provocação, arreganha o cassetete, lança gás e atira balas de borracha na turba. Prende e depois solta. Continue lendo “Saem os bilhões, voltam os centavos”

Eu sou Charlie

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Extremistas odeiam a liberdade de expressão. Odeiam jornalistas e é por isso que tantos foram assassinados recentemente. Odeiam pessoas que fazem perguntas, desafiam a autoridade e usam o humor em vez de metralhadoras e facas. (Joan Smith, The Guardian, 7/1/2015.) Continue lendo “Eu sou Charlie”

Novo mandato de Dilma nasce velho

Nas crises alguns governantes se agigantam e entram para a história, como foi o caso de Churchill na Segunda Guerra Mundial. Diante do risco de o Império Britânico desaparecer do mapa, o então Primeiro Ministro disse a verdade a seu povo: “Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, suor e lágrimas. Temos perante nós uma dura provação (…) muitos e longos meses de luta e sofrimento”. Continue lendo “Novo mandato de Dilma nasce velho”

Das artimanhas do diabo à tosse que não houve

Já sabíamos que o mundo gira e a Lusitana roda. Mas a esse ponto? Quem diria que dona Dilma e o pequeno caporal teriam algo em comum? Pois não é que ambos se coroaram? Napoleão tirou a coroa da mão do Papa Pio VII e a colocou na cabeça. Dona Dilma pegou a faixa e a vestiu com o mesmo garbo do Imperador. Continue lendo “Das artimanhas do diabo à tosse que não houve”

#VemPraRua e muito mais

Com vícios que corroem quase todas as suas virtudes, a política encerra mais um ano sob o domínio de práticas menores, repugnantes, de dar vergonha. O vale tudo – até fazer o diabo – para se eternizar no poder, disseminado pelo PT, gangrenou a política na última dúzia de anos. E o que Dilma Rousseff antecipou para 2015 não é nada animador. Continue lendo “#VemPraRua e muito mais”

22 de dezembro de 2014

Essa data ficará marcada como o dia da mensagem de Natal mais severa que um Papa fez aos cardeais que compõem a Cúria Romana, a mais alta cúpula do Vaticano. Francisco não poupou palavras para descrever tudo que há muitos anos corre à boca pequena pelos corredores da Basílica. Continue lendo “22 de dezembro de 2014”