Das artimanhas do diabo à tosse que não houve

Já sabíamos que o mundo gira e a Lusitana roda. Mas a esse ponto? Quem diria que dona Dilma e o pequeno caporal teriam algo em comum? Pois não é que ambos se coroaram? Napoleão tirou a coroa da mão do Papa Pio VII e a colocou na cabeça. Dona Dilma pegou a faixa e a vestiu com o mesmo garbo do Imperador.

Quem será o nosso David? Era preciso que surgisse alguém e deixasse para as futuras gerações um quadro retratando a cena. Nós merecemos…

Em seus dois discursos, o completo e o resumo, dona Dilma não se furtou ao autoelogio. Deu uma colher de chá ao companheiro Lula, mas frisou que dos 12 anos petistas, os quatro dela foram os mais eficientes.

Não fiquei surpresa com o que ela pensa de si mesma como economista, só esperava que ela diminuísse o tom dos autoelogios e frisasse que, de agora em diante, a Economia do Brasil estaria nas mãos de uma equipe econômica perita no assunto.

No Congresso, espantoso foi o aplauso enérgico quando dona Dilma disse que a Petrobrás tem predadores internos e inimigos externos. Invisíveis, naturalmente. Como será que esses seres passaram pelo Conselho Diretor da Petrobrás, pela ministra da Ciência e Tecnologia, pelo presidente Lula, pela presidente Dilma e até pelo Congresso que hoje, estupefato, aplaudiu tanto a presidente?

A corrupção, disse dona Dilma, ofende e humilha o povo. É verdade. Tornou a dizer que, se não fosse seu empenho, a corrupção não estaria sendo dizimada em nosso país.

Essa praga não foi criada no Brasil. Ela existe desde que o homem tem poder. O que não pode existir é um governo tão alienado e leniente a ponto de a corrupção crescer no país todo, de norte a sul, como cogumelos, sem que ninguém perceba… E acabar por dominar e corroer nossa maior empresa.

Deve ser por isso que Cristina Kirchner nos homenageou enviando como seu representante na posse Amado Boudou, seu vice que está sendo processado por corrupção.

Dona Dilma disse também que as conquistas sociais de seu governo surpreenderam o mundo. E lançou seu novo lema, Brasil, Pátria Educadora. Lema que emociona e entusiasma. Só queria que alguém me explicasse por que foi entregue a Cid Gomes!

E mais não digo por que estou no Blog do Noblat e sei perfeitamente meu lugar no espaço.

Só faço uns comentários mais de acordo com meu gênero: quem escolhe as rendas de dona Dilma? Quem é sua costureira? E a da ministra Kátia Abreu? Será que nunca ouviu falar em marcador de bainha?

Agradeço, como cidadã brasileira, a homenagem da presidente chilena, Michelle Bachelet, que cantou lindamente nosso hino. E também deixo aqui meus cumprimentos por sua toilette de cor e corte perfeitos.

Feliz 2015!

Este artigo foi originalmente publicado no Blog do Noblat, em 2/1/2015. 

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