Uns pelas tetas, outros pelo país

O Datafolha – insuspeitíssimo, por certo – contou mais gente pró-Dilma em São Paulo nesta quarta-feira, 16, do que gente contra Dilma, no domingo, 13. Foram, segundo o instituto, 55 mil com bandeiras e roupas vermelhas, contra apenas 40 mil com bandeiras e roupas verde-amarelas. Continue lendo “Uns pelas tetas, outros pelo país”

O fantasma de Collor

Perto de jogos decisivos da Seleção todo brasileiro é técnico de futebol. Diante de uma gripe ou um simples mal estar, dá dicas, receita remédios, vira médico. Agora, o que não falta é analista jurídico, cada um mais criativo do que o outro. Seja para fazer vingar ou para melar o pedido de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Mas o que importa mesmo está em outra esfera: impeachment é um processo político ao qual Dilma, por soberba e talvez ignorância, se autocondenou. Continue lendo “O fantasma de Collor”

Hora de aprender

Enquanto o interlúdio democrático por aqui se desenvolve aos socos e pontapés, além de alguns puxões de cabelos e taças de vinho atiradas em direção a insuspeitados galanteadores extemporâneos, a sábia lição que condensa nossa crise em poucas e curtas palavras vem do oráculo de sempre: o eterno presidente Lula, que resume a sapiência brasileira acumulada ao longo de cinco séculos. Continue lendo “Hora de aprender”

Alea jacta est

Em 49 A.C., após um longo tempo de indecisão, Júlio Cesar atravessou o Rubicão, entrando na cidade de Roma depois de pronunciar sua célebre frase “a sorte está lançada”. O vice-presidente Michel Temer não é um Júlio Cesar, está longe disto. Mas, com sua carta à presidente Dilma Rousseff, tomou um caminho sem volta. Atravessou seu rubicão. Continue lendo “Alea jacta est”

Dias tristes

Não consigo compreender a explosão de alegria no plenário da Câmara ao saber que Eduardo Cunha acolhera o pedido de impeachment contra a presidente da República.  Ela, incompetente e arrogante, ele, um parlamentar acusado de corrupção, vinham travando uma batalha há meses, cada um preocupado com seu destino, nenhum dos dois preocupado com o Brasil. Não vejo motivos para alegria. Continue lendo “Dias tristes”

Jogos vorazes

Vamos tentar colocar um pouco de ordem nessa bagunça.

Sim, Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, não é um homem digno de confiança. Corre contra ele um processo do Conselho de Ética que visa tirar-lhe o cargo ou até o mandato. Continue lendo “Jogos vorazes”

Ainda que por linhas tortas

A autorização para o início do trâmite de um dos 34 pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolados na Câmara dos Deputados já deveria ter sido dada há tempos. Até porque não há motivo algum para que o Legislativo fique oficialmente excluído de um debate que o país inteiro trava há mais de 10 meses. Seja para afastá-la ou mantê-la. Continue lendo “Ainda que por linhas tortas”

Não era assim que deveria ser. Mas que venha o processo

É claro, é óbvio que não era assim que eu gostaria que a Câmara dos Deputados iniciasse um processo de impeachment contra Dilma Rousseff – por decisão de Eduardo Cunha, um sujeito que não tem moral, todos sabemos, para ser síndico de seu prédio. Continue lendo “Não era assim que deveria ser. Mas que venha o processo”

Não, as instituições não vão bem

Motivo de loas ao vigor das instituições, a ordem de prisão do petista e líder do governo Delcídio do Amaral, expedida pelo Supremo, escancarou exatamente o inverso: o avanço da deterioração do Estado brasileiro. Rouba-se, saqueia-se, extorque-se em todo lugar. Nada funciona, exceto o poder de polícia – ações pontuais da Justiça, do Ministério Público e da PF. Continue lendo “Não, as instituições não vão bem”

A força da toga

Tenho um grande amigo, aposentado do Ministério Público do Rio de Janeiro que, na época do mensalão, ao ouvir um bate-papo entre sua mulher e eu, nos interrompeu ao ouvir as duas confessar que não confiávamos nos ministros nomeados pelo Lula e pela Dilma, tal nossa decepção com o PT:

“Isso é porque vocês não conhecem a força da toga”. Continue lendo “A força da toga”

A quem interessa?

Que o Brasil não é para principiantes já tínhamos sido avisados por Tom Jobim.

Mas nem o genial autor de “Garota de Ipanema” seria capaz de imaginar que chegaríamos a tanto, mesmo num país que, segundo ele, costuma estar “de cabeça para baixo”. Continue lendo “A quem interessa?”