O primeiro show que Yusuf/Cat Stevens apresentou no Brasil – no sábado, 16 de novembro, no Credicard Hall, lugar para umas 7 mil pessoas – foi absolutamente impressionante por uma série de razões. Continue lendo “Obrigado, Yusuf”
Era de madrugada
A lembrança da infância me visita e numa das imagens rememoradas me vejo olhando, da janela da cozinha, para o quintal enorme da casa em que morávamos em Diamantina. Era uma casa que tinha sido, provisoriamente, escola. Tanto que ainda restavam, em cada quarto dela, a inscrição sala 1, 2, ou 3. Continue lendo “Era de madrugada”
Direito à privacidade e liberdade de expressão
Nas democracias, após o estabelecimento do contraditório, nada mais natural do que a revisão de posições. Isto faz crescer quem não fica apegado a dogmas e quem leva em consideração a legítima pressão dos meios de comunicação e da opinião pública. A mudança de posição não é demérito para ninguém. Continue lendo “Direito à privacidade e liberdade de expressão”
Suportes físicos: o cerco se fecha
Hoje eu vi, com estes olhos que a terra há de comer depois de virar cinza, a Compact Blue começar a fechar sua última porta. Continue lendo “Suportes físicos: o cerco se fecha”
Invento o cais
Quando a vida lá fora se faz quase insuportável, quando o mundo pesa nos ombros, a primeira coisa que faço é abrir a tela do computador e me envolver na imagem da Clara e do Lucas no colo do avô. É um oásis, uma vereda no grande sertão de minha vida. Faço como Ronaldo Bastos e Milton: invento o cais. Continue lendo “Invento o cais”
A bebida amarga
Como beber dessa bebida amarga? Tragar a dor, engolir a labuta?
Eram maus tempos aqueles em que as pessoas se dedicavam ao delicado quebra-cabeça de ressignificar as metáforas que vinham semeadas com inteligência, escondidas entre as dobraduras dos textos de jornal e das letras de música. Continue lendo “A bebida amarga”
Norma
Norma Bengell, para mim, faz lembrar um Brasil que parecia que ia dar certo.
Norma Bengell tem um gostinho de anos dourados – aquele período especialmente rico da cultura brasileira, em que tudo era novo: nova capital, bossa nova, início do cinema novo. Continue lendo “Norma”
Sobre suportes físicos, o amor a vida a morte
Jurássico, dinossauro, pré-antigo, cheguei hoje em casa com seis CDs. E feliz da vida.
Os CDs estão acabando. Na verdade – nos dizem todos os dias os arautos da modernidade – todos os suportes físicos estão acabando. Continue lendo “Sobre suportes físicos, o amor a vida a morte”
Obrigado, Bruce
Bruce Springsteen acredita em música. Na força da música. Na crença de que a música é poderosa, e pode fazer diferença. Continue lendo “Obrigado, Bruce”
Paixão pela MPB
Há os cínicos e os believers. Não gosto dos primeiros. Admiro os do segundo grupo.
Os believers lutam, batalham, empreendem. Continue lendo “Paixão pela MPB”
“Caminhando” e a cegueira ideológica
Quarenta e cinco depois, a cegueira ideológica continua perseguindo a canção “Caminhando”, que Geraldo Vandré compôs em 1968. Continue lendo ““Caminhando” e a cegueira ideológica”
Dylan dá porrada na Justiça
Bob Dylan parece acreditar que a Justiça, quando não tarda, falha.
A Justiça, quando não tarda, falha. Continue lendo “Dylan dá porrada na Justiça”
Os mais belos duetos de Joan Baez
Terá Joan Baez comido Jeffrey Shurtleff?
Era um garotão de fina estampa, esse Jeffrey Shurtleff. E Joan era uma danada de uma comedora. Continue lendo “Os mais belos duetos de Joan Baez”
Dúvidas metafísicas sobre os discos
Há semanas vinha pensando vagamente em escrever – mais uma vez – sobre isso que agora se chama suporte físico. Continue lendo “Dúvidas metafísicas sobre os discos”
De Madeleine Peyroux para a minha geração
Madeleine Peyroux dedica seu disco de 2012, The Blue Room, à sua mãe. Está na terceira página do rico encarte do CD; a capa do encarte é a reprodução exata da capa do disco; na página 2 há uma foto da cantora, um big close-up que mostra seu rosto entre as sobrancelhas e a boca; a página 3 é toda negra, com as palavras “for Mom” em caixa alta, em azul. Continue lendo “De Madeleine Peyroux para a minha geração”

