Para nós, velhinhos, há sempre um consolo: costuma-se dizer que Brahms só compôs sua primeira sinfonia beirando os 60 anos. Continue lendo “O Bolero de Dylan”
No coração da canção
Houve um dia em minha vida em que um anjo negro me apareceu no meu quintal. Que trazia belezas ficou claro desde o primeiro momento, pois luzes envolviam o seu corpo que não era de santo, era de gente. Continue lendo “No coração da canção”
Georges Moustaki, volume 2
Por Moustaki vesti pela primeira vez na vida um smoking, eu, que tenho ódio de terno, e me enfiei num avião para uma viagem a Paris, eu, que detesto viajar. Continue lendo “Georges Moustaki, volume 2”
Georges Moustaki
Georges Moustaki não era, nunca foi um grande astro, de imensa popularidade. Não tinha a gigantesca fama de Jacques Brel ou Gilbert Bécaud. Mas tinha – e creio que terá sempre – uma legião de admiradores apaixonados. Era um gigante, um monstro da canção francesa, da música do mundo. Continue lendo “Georges Moustaki”
Meus discos: Odetta Sings Dylan
Poucos compositores foram tão exaustivamente regravados quanto Bob Dylan, ou tiveram discos inteiros dedicados apenas a suas composições. Creio que nem os Gershwin, Cole Porter ou Irving Berlin, os maiores autores da Grande Música Americana, tiveram tantos discos só com suas obras. Continue lendo “Meus discos: Odetta Sings Dylan”
Adriana de babar
Adriana Calcanhotto é mulher de mil caras. Se fosse atriz, seria do tipo Meryl Streep, Bridget Fonda, Carey Mulligan, que em cada filme têm uma cara – nunca, por exemplo, do tipo Meg Ryan ou Keira Knightley, duas gracinhas, mas que têm a mesma cara em todos os filmes, sejam comedinhas ou dramas pesados. Continue lendo “Adriana de babar”
Um homem de moral
Dr. Vanzolini foi uma figura especial. Além de se um cientista de renome internacional, a quem o Brasil deve muito sobretudo por suas pesquisas que dão importância ao Instituto Butantã, de São Paulo, era um grande compositor, autor de letras imortais, boêmio por natureza e grande amante da cidade de São Paulo. Continue lendo “Um homem de moral”
Meus discos: Nashville Skyline
Estava caminhando quando tocou no iPod “Tell Me That It Isn’t True”. Fazia bom tempo que não ouvia. Repeti uma, duas, três vezes. Em casa, botei pra Mary ouvir, uma, duas, três vezes. Continue lendo “Meus discos: Nashville Skyline”
A viola rebelde de Fernando Sodré
Como Ney Matogrosso, que escolheu Juiz de Fora para fazer a pré-estréia do seu novo show (Atento aos sinais), o violeiro mineiro Fernando Sodré optou por Itamonte, também em Minas, para abrir sua temporada de shows de 2013. Continue lendo “A viola rebelde de Fernando Sodré”
Meus discos: The Stonewall Celebration Concert
Minha filha tentou de tudo quanto é jeito fazer com que eu entendesse a beleza das canções da Legião Urbana. Tentei entender, e até gostei realmente (e gosto ainda) de várias delas. Mas só fui capaz de compreender o tamanho do talento de Renato Russo quando ele lançou, em 1994, The Stonewall Celebration Concert. Continue lendo “Meus discos: The Stonewall Celebration Concert”
A mulher do carpinteiro
Após muito tempo longe, o homem reencontra seu antigo amor, e diz a ela que, nas terras por onde andou, poderia ter-se casado com a filha do rei. Mas não quis, recusou – porque quer mesmo é ela, seu velho amor. Continue lendo “A mulher do carpinteiro”
Quem é essa mulher?
Deu vontade, e ouvi hoje de novo, algumas vezes, “Angélica”, a maravilhosa canção de Miltinho do MPB-4 e Chico. A melodia triste, lenta, doída de Miltinho – Milton Lima dos Santos Filho – casa-se à perfeição com os versos lúgubres de Chico, e à sua voz que enfatiza a dor da perda. Continue lendo “Quem é essa mulher?”
Eis aí o que o Dylan queria dizer, estúpido!
Às vezes este sitezinho me dá imenso prazer. Digo sitezinho em meu nome – eu, que faço a maior parte dos textos dele. Continue lendo “Eis aí o que o Dylan queria dizer, estúpido!”
O que raios, diabo, Dylan quis dizer?
Mas o que raios, cacete, será que o Dylan quer dizer na letra de “Black Diamond Bay”?
Me fiz essa pergunta umas quatro ou cinco vezes, ao longo dos últimos meses, a cada vez que acontecia de tocar “Black Diamond Bay” no iPod. Continue lendo “O que raios, diabo, Dylan quis dizer?”
Os dias, como as flores, não voltam
“The days, like flowers, bloom and fade and they do not come again.
We’ve only got these times we’re living in.” Continue lendo “Os dias, como as flores, não voltam”





