A moça da tarde

Foi então que, meio na fossa, resolvi, naquele verão, ir para uma cidadezinha na região de Serra Negra para procurar, como se dizia antigamente, meu eixo. Instalei-me numa pousadinha barata e, em poucos dias, estava relativamente bem inserido num pequeno grupo que, todo fim de tarde, ia tomar seus drinques no Ponto Chic. Continue lendo “A moça da tarde”

O avô e o neto

Mandei mensagem à minha filha, que estava fora de casa: “Não conte para o César, mas estou usando a caneca do Batman”. Não vejo problema em um avô usar a caneca do neto, às escondidas. Continue lendo “O avô e o neto”

A estátua

 A rigor, a cidadezinha de Corumbebatêua, no litoral maranhense quase divisa com o Pará, ainda é um lugar paradisíaco. Praias lindas, poupadas e limpas, rodeadas por mangues absolutamente íntegros, vive dias de ventos constantes e noites de estrelas indesmentíveis. Continue lendo “A estátua”

Com medo de ser infeliz

Tenho medo, nojo e ódio de qualquer ditadura. Era um menino, nos idos de 1964, e passei mais de 20 anos sofrendo com a convivência diária com a ignorância e a violência do regime militar. Eu o combati com as armas que tinha e me pareciam justas: idéias e canções. Continue lendo “Com medo de ser infeliz”

Dois no temporal

Na noite anterior à minha volta da simpática cidadezinha de Mocajuba para a ilha na foz do Rio Amazonas, onde ainda permaneço em retiro, desabou imenso temporal sobre o lugar, localizado numa poupada curva do Tocantins. Continue lendo “Dois no temporal”

Dois em um

A atual disputa eleitoral, que não me interessa nem um pouco, me traz à lembrança fatos remotos e personagens temporariamente esquecidos. Aqueles dois caipiras, por exemplo. Continue lendo “Dois em um”