Fechei o jornal, e estremeci. E se…? Continue lendo “Botam um milhão e meio na conta, e nem avisam…”
Mania de brigar com objetos
Pode ser idade, fadiga, irritação com o que estão fazendo com o País. Seja o que for, acho que não justifica minha mania: brigar com objetos. De tal forma me acomete o mal que chego a achar que há uma conspiração dos inanimados contra mim. Continue lendo “Mania de brigar com objetos”
Waze pessoal e intransferível
Usar o waze no carro, sem levar o celular, é possível? No meu caso sim. Levo a co-piloto. Continue lendo “Waze pessoal e intransferível”
Tomando todas
Nada como chegar à velhice para experimentar novas emoções. Não vou mais a bar, são raros os encontros com os amigos, mas estou tomando todas. Continue lendo “Tomando todas”
Jornalista dos tempos jurássicos cria novo aplicativo
Confesso que sou da época da máquina de escrever, do telex e da telefoto (leitor jovem, vá ao Google). Não considero aqueles tempos jurássicos, como o brilhante editor Carlinhos, num vacilo, titulou matéria que fiz no Diário do Comércio; eram tempos heróicos. Continue lendo “Jornalista dos tempos jurássicos cria novo aplicativo”
Tá difícil fazer um texto lírico
Fim de tarde, uma professorinha na flor de seus vinte anos caminha por uma alameda florida para encontrar-se com seu amor… FUÓÓM, buzina do Chacrinha no ouvido. Continue lendo “Tá difícil fazer um texto lírico”
O capitalismo não respeita nem a mãe
Neste Mês das Mães, dê para a sua uma tampa de privada. A Folha de sexta-feira, 22, trazia sobrecapa com propaganda de uma loja de materiais para construção. Destaque: “Mês das Mães. Ofertas incríveis para surpreender sua mãe”. E vinham os materiais à venda, com fotos. Continue lendo “O capitalismo não respeita nem a mãe”
Matar ou Morrer, Sem Lei e Sem Alma
(Som de banjo.) Kid Cunha, o perigoso, o tiro mais rápido do Centro Oeste, não faz perguntas. Atira. Abateu o homem que ousou cruzar seu caminho, um imprudente china chamado Glia, com tiros que ricochetearam por todos os lados. Uma bala nada perdida feriu de morte a dona do saloon, e provocou baixas nos frequentadores mais próximos, os que mamavam no balcão. Continue lendo “Matar ou Morrer, Sem Lei e Sem Alma”
Fatos reais no país surreal
Cena de trânsito. Entrei na travessa, vi a van escolar chegando. A motorista poderia ter dado um tempo para eu passar. Mas, não. Veio pra cima. Continue lendo “Fatos reais no país surreal”
O dia em que Joãozinho conheceu o doutor Ulysses
Quando cheguei a Roraima, em fevereiro de 1984, o então território federal tinha como governador o general Arídio Martins de Magalhães, indicado pelo Ministério do Interior e nomeado pelo presidente da Republica. A polarização política se dividia entre o PDS e o PMDB. Continue lendo “O dia em que Joãozinho conheceu o doutor Ulysses”
Assim na padaria como no céu
O peito de peru na chapa ganhou os ares! Ainda deve haver padarias de bairro em que o freguês, com dinheiro curto, achega-se ao balcão e pede o sanduíche. O balconista repete a ordem ao chapeiro, vibrante: “Sai um peito de peru na chapa”. Continue lendo “Assim na padaria como no céu”
O menino, o benzedor e a galinha preta
Nasci em Nova Europa, região central do Estado de São Paulo, mas ainda recém-nascido fui levado por minha mãe para a Mombuca, uma seção da Fazenda Guatapará, um enorme latifúndio de 17 mil hectares espalhados pelo município de Ribeirão Preto, onde passei parte da minha infância convivendo com as sequelas da pólio. Continue lendo “O menino, o benzedor e a galinha preta”
Volume morto
Em benefício do fígado e do bolso, a lei seca baixou aqui em casa nas segundas e terças. No resto da semana, tomamos os drinques regimentais, em um happy hour tardio. Continue lendo “Volume morto”
Ser pé-de-cana é direito de todo cidadão
Roraimense é pé-de-cana como qualquer brasileiro que goste de uma abrideira, aca, aço, a do ó, água-benta, água-bruta, água de briga, água de cana, água que gato não bebe, água que passarinho não bebe, aguardente, aguarrás, águas de setembro, alpista, aninha, arrebenta-peito, assovio de cobra, azougue, azuladinha, azulzinha, bagaceira, baronesa, bicha, bico, birita, boa, borbulhante, boresca, branca, branquinha, brasa, brasileira… Continue lendo “Ser pé-de-cana é direito de todo cidadão”
Eu, Pierre Trudeau e o tuxaua Lourival
Assim que desembarcou em Boa Vista, em setembro de 1988, o ex-primeiro-ministro do Canadá, Pierre Trudeau, me ligou pedindo para que eu o assessorasse por aqui. Levei um susto, pois nem sabia que ele viria ao território. Fui informado de que consultara alguém do Estadão – não disse exatamente quem – para saber quem era o correspondente em Roraima, pois queria que o acompanhasse na visita a uma aldeia indígena. Continue lendo “Eu, Pierre Trudeau e o tuxaua Lourival”
