Surjo na sala mal desperto, o cabelo desgrenhado, a barba enroscada, só não uma bituca de cigarro no canto da boca porque não fumo. Na mão levo um pé de meia furada, com o dedo indicador saindo pela avaria. “Credo!”, faz minha filha ao me ver. À pantomima, segue-se a condução coercitiva para o banheiro. Continue lendo “Revolução na moda”
Chora na Rampa, Negão!
Chora na rampa, negão
Chora na rampa
Chora que teus olhos se destampa Continue lendo “Chora na Rampa, Negão!”
O interfone toca. Aí vem problema
Tenho direito a ficar de mau humor por causa do confinamento, e das notícias que a tevê traz sobre as duas pragas que assolam o País. Mas não imaginava que diante de um fato corriqueiro poderia escorregar para uma… digamos, certa de falta de modos. Continue lendo “O interfone toca. Aí vem problema”
Sessenta e nove
Numero as crónicas que escrevo para esta página. (*) Esta é, categórica, a 69. O número tem a impudica alegria de tudo o que é dúbio. Lembro um jantar de amigos. Louvávamos ao Raul Solnado o talento humorístico, mas ele chutou para canto, jurando pelas alminhas que humor espontâneo e repentista tinha o actor Armando Cortez. E logo, rolando palavras como cerejas, contou uma história carregada de virtude. Continue lendo “Sessenta e nove”
Cala Boca!
Enquanto lavava com água sanitária as latinhas de ervilha, de milho, de tomates pelados, as garrafas de leite, de óleo e de vinho, claro, porque ninguém é de ferro, me lembrei de que hoje era dia de escrever para a coluna e que nem tinha pensado no assunto. Continue lendo “Cala Boca!”
¿Por qué no te callas?
¿Por qué no te callas? – Do Rei Juan Carlos de Espanha, para Hugo Chávez, presidente da Venezuela, que havia chamado o primeiro-ministro espanhol de fascista, em cúpula no Chile de 2007. Continue lendo “¿Por qué no te callas?”
Messias às Avessas!
Brasil, 28/04/2020.
“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, “Mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás. O que eu mais quero é entregar um Brasil muito melhor do que eu recebi para quem vier me suceder.” Continue lendo “Messias às Avessas!”
Frevo lusitano
O isolamento faz a mente viajar por baús de lembranças, muitas delas já a pedir uma boa espanada na poeira. Por algum motivo, voltou-me à cabeça um tombo. Um tombo antigo, tombo de estudante num Portugal pós-revolução. Foi mais ou menos assim… Continue lendo “Frevo lusitano”
Toma-ali-dá-aqui!
“No meu governo não vai ter o toma-lå-dá-cá”
Quiz da semana. Quem falou isso? Continue lendo “Toma-ali-dá-aqui!”
Um confinado na cozinha
Anotações de um confinado.
Entre uma garfada e outra, no almoço, preocupei-me com certo tipo de pessoa. O idoso que, além de carregar esse epíteto, perdeu a empregada na quarentena. A senhora que arrumava a casa e preparava as refeições. Continue lendo “Um confinado na cozinha”
Tempos estranhos
Tempos estranhos estes que estamos vivendo. Confinados. Isolados. Ameaçados por um ser de tamanho desprezível, mas de violência extrema. Um vírus. Impiedoso. Coroado como um rei despótico, tirano, nada esclarecido. Sorrateiro a ponto de nos fazer gelar a um simples espirro, uma dorzinha de cabeça. A paranóia mostra suas presas. Continue lendo “Tempos estranhos”
Mary ataca na crônica
Quando trato de me ajustar na cama, em busca do sono, o celular emite um plim! peculiar. “É o Servaz”, penso. Uma hora da madrugada. É possível uma coisa dessas? É! Lá vem bate-papo, a noite recomeça. Continue lendo “Mary ataca na crônica”
Terra Plana!
O assunto mais comentado da semana, claro, foi a saída do ministro Henrique Mandetta da Saúde. Continue lendo “Terra Plana!”
Uma ode, um hino a ela
Ela é imprescindível, útil, valente. Em tempos de Covid-19 ganhou importância, status. Quem não a conhecia direito passou a admirá-la, muitos correram para obtê-la. A maioria usa e abusa dela. Continue lendo “Uma ode, um hino a ela”
Anotações de um confinado, volume 4
Num gesto impulsivo, resolvi abrir o baú (no comum chamado boxe). Levantei a parte de cima da cama, com o colchão, e surgiram velhos jornais e revistas, com matérias que produzi, ou me dizem respeito. Folheando jornais, dei com uma manchete muito bem sacada. Madonna se apresentava no Rio, em 2008. Conheceu o modelo brasileiro Jesus Pinto da Luz e caiu de amores por ele. Continue lendo “Anotações de um confinado, volume 4”

