Para ouvir a valsa “Carrossel”, com André Kostelanetz e sua orquestra de concerto, girei várias vezes a manivela, movi o braço com a peça onde se encaixa a agulha e baixei-os sobre o disco que girava. Gesto comum nas primeiras décadas de 1900. Se não citei uma corneta, é porque meu gramofone não tem o dispositivo. É um modelo portátil. Continue lendo “Do Tocantins aos sons dos tempos do onça”
Minha Casa Minha Vida!
Quanta gente já realizou o sonho da casa própria com o Minha Casa Minha Vida desde quando o programa foi implantando. Continue lendo “Minha Casa Minha Vida!”
Os médicos do jornal
Na época em que redigir notícia produzia barulho – o dos teclados das Olivettis, as máquinas de escrever – o consultório médico do Estadão/JT ficava no térreo da nova sede, na Marginal do Tietê. O médico que nos atendia era um senhor de maneiras conservadoras, com a fala de um avô dando conselhos. Continue lendo “Os médicos do jornal”
Acabou a Entrevista!
Acabou a entrevista, você é um otário, vontade de encher tua boca de porrada, não tenho que conversar com vocês, você tem uma cara de homossexual terrível, Queiroz cuida da vida dele eu cuido da minha.
Armai-vos Uns Aos Outros!
Agindo exatamente ao contrário do seu xará bíblico, o ungido que viria para nos salvar de todos os males, amém, o Messias tupiniquim, ao que parece, prefere ver o circo pegar fogo, e no lugar do amai-vos uns aos outros, adaptou o ensinamento aos seus moldes. Continue lendo “Armai-vos Uns Aos Outros!”
Pra que vacina, se o importante é ter arma?
Estimulado pelo presidente da República, comprou uma arma para proteger-se. Saiu à rua para o que desse e viesse. Morreu sem disparar um tiro. Foi pego pelo vírus. Se Bolsonaro tivesse dito “eu quero todo mundo vacinado”, não estaríamos com os mais de 239 mil mortos da pandemia de hoje. Mas o que disse, recentemente, foi: “Eu quero todo mundo armado”. Continue lendo “Pra que vacina, se o importante é ter arma?”
Haja!
Quase nove horas da noite de uma quinta-feira, e o texto que vai ser publicado no dia seguinte e que já deveria estar revisado pela minha equipe de copy-desks (😂 acreditaram?) ainda não tinha ainda sido sequer esboçado na minha mente. Continue lendo “Haja!”
Homenagem ao Malandro!
Talvez devido aos acontecimentos desta semana, ou por algum outro motivo que desconheço, acordo com a música “Homenagem ao Malandro”, de Chico Buarque, martelando na minha cabeça todos os dias. Continue lendo “Homenagem ao Malandro!”
O grilo falante
Ora, o que é isso? Olhei bem e notei que era um grilo. O invasor estava agarrado no lado de dentro da cortina do meu quarto. Explico que estou morando em aprazível condomínio de casas, onde há muito verde, em cidade do Alto Tietê. Uma placa de trânsito, perto de onde moro, mostra o desenho de um jabuti e alerta: “Atenção com nossos animais silvestres”. Continue lendo “O grilo falante”
Carrinho e saco cheios
Vocês estão pensando que eu vou falar dos estonteantes quase R$ dois bilhões que o governo gastou com seu carrinho de supermercado? Nããã! Não vou falar, não! Continue lendo “Carrinho e saco cheios”
Quincas Borba à luz de velas
Confesso estar tão atrasado diante da evolução da informática que para mim ferramenta é martelo e serrote. Foi essa realidade que, dias atrás, transformou um apagão ao anoitecer em quase pesadelo. Havia chovido a tarde inteira, água pesada, com raios assustadores e trovões de fim do mundo. Muito natural no lugar para onde me mudei, singela cidade do Alto Tietê. Continue lendo “Quincas Borba à luz de velas”
O bloco da cloroquina
Depois da bancada da bala e da bancada do boi, está nascendo na Câmara dos Deputados o bloco da cloroquina. Não cura doença, mas pode salvar o presidente. Continue lendo “O bloco da cloroquina”
Zen o Caraleo
Decidi ficar zen na quarta-feira porque era 20 de janeiro, dia de São Sebastião, o santo padroeiro da belíssima cidade do Rio de Janeiro. que foi fundada por Estácio de Sá em 1565 e batizada de São Sebastião do Rio de Janeiro. O nome do santo foi em homenagem ao patrono do jovem rei de Portugal, Dom Sebastião. Continue lendo “Zen o Caraleo”
Dia D!
A cerimônia da vacina
Enfim chega o dia D. O primeiro cidadão brasileiro a receber a vacina, um tiozinho simpático, dessas pessoas que por nada aparentam intensa felicidade, está a postos. A cena se dá em um palanque erguido em frente ao Palácio do Planalto. Ao lado do homem, vê-se a enfermeira, conferindo o medicamento e a seringa, que repousam em uma pequena mesa. Ali está, também, um pequeno estojo, fechado. Continue lendo “A cerimônia da vacina”




