Maioria barulhenta reformou a política

Partidos e políticos tradicionais tinham concebido o modelo perfeito para se perpetuarem no poder, com o engessamento da eleição por meio de regras que inviabilizavam qualquer renovação política. Campanha mais curta, recursos do financiamento público concentrados nas mãos dos caciques partidários e tempo televisivo assegurariam a reeleição dos atuais parlamentares, bem como a continuidade do presidencialismo de coalizão. Continue lendo “Maioria barulhenta reformou a política”

Ressaca brava

Dois personagens, Jair Bolsonaro e Lula, e um desastre anunciado; os candidatos do chamado centro democrático, incapazes de enxergar acima de seus umbigos e ambições individuais. Objetivamente, essa é a síntese do primeiro turno das eleições 2018, cuja campanha foi dominada por níveis intoleráveis de intolerância. Continue lendo “Ressaca brava”

A um mês do incêndio no Museu Nacional

Assisti anteontem, com muita atenção, ao debate dos candidatos a governador do Estado do Rio de Janeiro transmitido pela Rede Globo . Programas de governo, além do “vou fazer isso ou aquilo” sem detalhar como o fariam, não eram mais importantes do que os xingamentos face a face. Um verdadeiro espetáculo… Continue lendo “A um mês do incêndio no Museu Nacional”

O Assalto ao Palácio do Planalto

A tomada do poder é um conceito do marxismo clássico associado a um ato por meio do qual uma força política destrói o velho Estado burguês e constrói um novo.  Exemplos disso foram o assalto ao Palácio de Inverno da Revolução Russa, a tomada do poder por Mao Tsé-Tung na China e por Fidel Castro em Cuba. Continue lendo “O Assalto ao Palácio do Planalto”

A síndrome de Maluf

Presença constante nas disputas eleitorais de São Paulo, Paulo Maluf era imbatível no primeiro turno, mas sempre perdia no segundo. Numa de suas derrotas não se conteve: “nadei, nadei e morri na praia”. Maluf era vítima de um mal, a sua rejeição estratosférica. A derrota na segunda rodada eleitoral era líquida e certa, pois naturalmente o eleitorado dos outros candidatos caia nos braços do seu adversário. Continue lendo “A síndrome de Maluf”

O frio Novembro do Colorado

O mergulho baptismal nas águas do Jordão foi essencial para o êxito do cristianismo. A imersão nas águas desse rio, pelas seguras mãos de um nadador-salvador como era São João Baptista, só podia ser redentora, salvífica e lustral. Eram águas cálidas de um Médio Oriente sufocante. Mergulhava-se de túnica vestida e era tão bom como Deus achava que era boa a Sua Criação – que, não desfazendo, não é má de todo. Continue lendo “O frio Novembro do Colorado”

Carta branca para a insensatez

Donos exclusivos da virtude e da verdade, e movidos pela instransigência com os que deles discordam, os candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad escondem-se em aparentes incompatibilidades o muito que têm em comum. Mas o que poucos imaginariam é que ambos se encontrariam nos elogios à turma do impopularíssimo Michel Temer, presidente que começou a botar ordem na economia arrasada pelo PT de Lula e Dilma Rousseff. Continue lendo “Carta branca para a insensatez”

Prisioneiros de Lula

Desde o início o ex-presidente Lula, hoje preso em Curitiba, teve estratégia clara. Construiu uma narrativa para apagar da memória dos brasileiros o desastre econômico e social criado pelos governos petistas e para despertar nos eleitores a ilusão de que viveram anos dourados em seu governo. Paralelamente, se fez de perseguido pela Justiça, eludindo sua condição de presidiário por crime comum. Continue lendo “Prisioneiros de Lula”

Já tem candidato a deputado?

Na mais imprevisível eleição pós-democratização, na qual o vale tudo testou todos os limites – candidato condenado e preso desafiando a Justiça, topando ser substituído a contragosto no minuto final, e outro esfaqueado em plena campanha -, há algo que não surpreende: o pouco caso frente à escolha de deputados, associada agora à pregação de não se reeleger ninguém ou de anular o voto. Continue lendo “Já tem candidato a deputado?”