Mas quem é que hoje ainda apanha um comboio? Eu sou do tempo em que até se apanhavam comboios para 1920. John Wayne apanhou um desses belíssimos cangalhos ronronantes e desembarcou em Inisfree. Foi a mando de John Ford e o comboio chegou com três descomprometidas horas de atraso. Continue lendo “O enfarte de miocárdio”
O conto do cabresto digital
Haddad defendeu incesto em livro. Facada foi armação para esconder câncer de Bolsonaro. Frase “Jesus é travesti” gravada na camiseta de Manuela D’Ávila, bolsonaristas distribuindo grama para nordestinos. Pesquisas mostrando Haddad na liderança, ameaças de que tanto o PT quanto o PSL vão congelar a poupança. Essas e outras tantas mentiras – glamourizadas com a grafia inglesa fake news – correram e continuam frequentando as redes, ambiente em que ninguém é inocente. Nem a equipe do ex-capitão nem o PT. Continue lendo “O conto do cabresto digital”
Navegar é preciso
Nas três últimas décadas os brasileiros conquistaram dois bens inestimáveis: a estabilização da economia, em 1994, com o fim da inflação que penalizava em especial os mais pobres, e o retorno da democracia, consagrada na Constituição de 1988. Continue lendo “Navegar é preciso”
Que longe que era a guerra
Pode alguém ter saudades e memórias ternas e queridas da guerra?
Aposta arriscada, mas vamos já à destrunfa: eu nunca conheci Hitler, mas Bill um miúdo inglês que bem podia ter crescido na velha Luanda dos anos 60,
se não fosse um puto londrino dos anos 40, quer dizer duas coisas ao alemão de curto bigode e vai explicar-nos tudo.
Apesar de vocês
O uso não raro inescrupuloso dos meios para se chegar ao fim, a apropriação do Estado, a ditadura do pensamento único e a consequente patrulha, práticas recorrentes entre os regimes fascistas, estão em voga. Os dois candidatos à Presidência da República que saíram do primeiro turno são, direta ou indiretamente, experts nesses hábitos. E tentam convencer o distinto público do contrário. Continue lendo “Apesar de vocês”
Maioria barulhenta reformou a política
Partidos e políticos tradicionais tinham concebido o modelo perfeito para se perpetuarem no poder, com o engessamento da eleição por meio de regras que inviabilizavam qualquer renovação política. Campanha mais curta, recursos do financiamento público concentrados nas mãos dos caciques partidários e tempo televisivo assegurariam a reeleição dos atuais parlamentares, bem como a continuidade do presidencialismo de coalizão. Continue lendo “Maioria barulhenta reformou a política”
Ai, Mizoguchi
Mas afinal, onde está a arte? Continue lendo “Ai, Mizoguchi”
Ressaca brava
Dois personagens, Jair Bolsonaro e Lula, e um desastre anunciado; os candidatos do chamado centro democrático, incapazes de enxergar acima de seus umbigos e ambições individuais. Objetivamente, essa é a síntese do primeiro turno das eleições 2018, cuja campanha foi dominada por níveis intoleráveis de intolerância. Continue lendo “Ressaca brava”
A um mês do incêndio no Museu Nacional
Assisti anteontem, com muita atenção, ao debate dos candidatos a governador do Estado do Rio de Janeiro transmitido pela Rede Globo . Programas de governo, além do “vou fazer isso ou aquilo” sem detalhar como o fariam, não eram mais importantes do que os xingamentos face a face. Um verdadeiro espetáculo… Continue lendo “A um mês do incêndio no Museu Nacional”
O Assalto ao Palácio do Planalto
A tomada do poder é um conceito do marxismo clássico associado a um ato por meio do qual uma força política destrói o velho Estado burguês e constrói um novo. Exemplos disso foram o assalto ao Palácio de Inverno da Revolução Russa, a tomada do poder por Mao Tsé-Tung na China e por Fidel Castro em Cuba. Continue lendo “O Assalto ao Palácio do Planalto”
Havemos de voltar
Antes que o Verão acabe, eis uma lista de coisas que gostava de voltar a ver ou a ouvir: Continue lendo “Havemos de voltar”
A vitória do não
Seja qual for o resultado das urnas no próximo domingo, 2018 se consolida cada vez mais como a eleição do não. Continue lendo “A vitória do não”
Quer saber? Eu acho que estamos fritos…
Vou votar, apesar de já estar isenta. Votar, ou seja, escolher quem vai administrar o país, é uma das prerrogativas da democracia e só falta, por fastio, abrir mão desse direito. Temos que votar. Continue lendo “Quer saber? Eu acho que estamos fritos…”
A síndrome de Maluf
Presença constante nas disputas eleitorais de São Paulo, Paulo Maluf era imbatível no primeiro turno, mas sempre perdia no segundo. Numa de suas derrotas não se conteve: “nadei, nadei e morri na praia”. Maluf era vítima de um mal, a sua rejeição estratosférica. A derrota na segunda rodada eleitoral era líquida e certa, pois naturalmente o eleitorado dos outros candidatos caia nos braços do seu adversário. Continue lendo “A síndrome de Maluf”
O frio Novembro do Colorado
O mergulho baptismal nas águas do Jordão foi essencial para o êxito do cristianismo. A imersão nas águas desse rio, pelas seguras mãos de um nadador-salvador como era São João Baptista, só podia ser redentora, salvífica e lustral. Eram águas cálidas de um Médio Oriente sufocante. Mergulhava-se de túnica vestida e era tão bom como Deus achava que era boa a Sua Criação – que, não desfazendo, não é má de todo. Continue lendo “O frio Novembro do Colorado”





