A voz das ruas às vezes é tão rouca que fica difícil entendê-la. Continue lendo “Um ruidoso silêncio”
Os donos do povo
Donos das ruas, dos movimentos sociais, da esquerda, do “progressismo” e do “politicamente correto”, o PT e seu governo se vêem cada vez mais enrascados por atos que chamam de espontâneos, que repudiam seus cabrestos. Continue lendo “Os donos do povo”
As gravuras rupestres de Hitchcock
Nunca fui a Altamira ou às grutas de Chauvet. Talvez Hitchcock tenha visitado esses museus rupestres de touros e felinos. Talvez a cruel inocência dos seus olhos de filho de merceeiro inglês se tenha espantado com as pinturas de leões e bisontes. Continue lendo “As gravuras rupestres de Hitchcock”
Fusa, semifusa e confusa
Noutro dia escrevi um artigo no qual falava em William Waack e seu programa na Globo News, Painel. Hoje, abro este texto comentando sobre sua firme mediação em um debate que houve nesta última Flip. Continue lendo “Fusa, semifusa e confusa”
Assessores? Tratar no Planalto
Dilma foi mal assessorada na questão da Constituinte exclusiva para a reforma política e por isso ela voltou atrás e resolveu trocar tudo por um plebiscito. Continue lendo “Assessores? Tratar no Planalto”
Fera ferida
Desde que a inflação começou a mostrar dentes cada vez mais afiados e o incômodo grito de descontentes tomou as ruas, tornou-se praticamente impossível manter os disfarces que encobriam o autoritarismo e a soberba da presidente Dilma Rousseff. Continue lendo “Fera ferida”
O improvável mecenas
Eu quero bem que as vestais se lixem: a arte deve muito ao crime, à Mafia, a bandidos sórdidos que, de repente, têm os seus momentos de nonchalance. Pelo menos o cinema deve. O cinema americano como o cinema europeu. Exceptue-se o actual cinema alemão… mas quem, em nome de Cristo, quer saber alguma coisa do actual cinema alemão? Continue lendo “O improvável mecenas”
Pelo nosso contentamento
Shakespeare inicia seu pungente Ricardo III com os versos “Now is the winter of our discontent / Made glorious summer by this Sun of York“. Nossos jovens, poetando pelas ruas do Brasil, cantam outros versos: “Este é o inverno de nosso contentamento/ tornado glorioso pelo sol de nossa dor”. Continue lendo “Pelo nosso contentamento”
Quem dá bola é o voto
Não, senhores, vocês entenderam tudo errado. Ou fingiram que entenderam tudo errado.
O povo não foi às ruas incendiar ônibus, queimar cabines de pedágio, depredar lojas e nem cantar o Hino Nacional porque queria o voto distrital misto ou porque não pode viver sem o voto em lista ou porque quer cláusulas de barreira para que partidos políticos tenham existência legal. Continue lendo “Quem dá bola é o voto”
E não é que Lula acertou?
Lula, ao comentar as manifestações, disse que elas são a consequência das mudanças sociais realizadas pelos governos do PT: “Isso é resultado do que foi feito nesses 10 anos”. Continue lendo “E não é que Lula acertou?”
Se essas ruas fossem minhas
É incrível, inacreditável, mas o PT, antes de ser golpeado pela pesquisa Datafolha deste fim de semana, parecia estar conseguindo verter a seu favor a repulsa das ruas aos seus métodos e modos. Continue lendo “Se essas ruas fossem minhas”
O dono dos sonhos
Construíram a maior máquina de sonhos que a humanidade conheceu. Tecida a luz e sombras, cerzida a estrelas. Tudo projectado em milhões de gigantescos ecrãs que disseminaram uma diáfana ilusão sobre brancos e negros, indianos ou japoneses. Papuas, mesmo esquimós, terão tido a sua convulsão a chiaroscuro ou technicolor. Continue lendo “O dono dos sonhos”
A voz rouca do poder
Conheço todos: Maria foi à manifestação por causa do preço dos ônibus; Pedro foi porque é petista; João foi porque não gosta do PT; Antonio foi porque é contra a corrupção; Alfredo foi porque é contra a “cura gay”, embora não saiba o que vem a ser isso; Lúcio foi porque é contra a PEC 36, que não sabe distinguir da 37, ou da 99, ou de qualquer outra; Ricardo foi porque quer uma passarela mais próxima para cruzar a estrada; Lúcio foi porque adora futebol mas é contra o dinheiro público enterrado nos estádios da Copa. Continue lendo “A voz rouca do poder”
A falência múltipla dos órgãos
Gosto muito do programa Painel, da Globo News, apresentado pelo jornalista William Waak. Sério, com bons convidados, temas sempre atuais e importantes, é um programa que ensina. Só dois reparos: o tempo é curto e o jornalista às vezes se entusiasma e fala mais que seus entrevistados… Continue lendo “A falência múltipla dos órgãos”
O PT afônico
O PT nunca amargou desilusão tão profunda: as ruas se abarrotaram de gente sem que o partido as mobilizasse. Gente que, em sua maioria, prefere que a “onda vermelha” convocada, oportunista e extemporaneamente, pelo presidente da sigla Rui Falcão, fique longe. Continue lendo “O PT afônico”


