Enquanto o Papa humilde falava das coisas do espírito no seu discurso de chegada, com a simplicidade do poverello di Assisi que inspirou a escolha de seu nome, a presidente Dilma discorria longamente sobre os rios de leite e mel que começaram a escorrer pelo Brasil durante os dez anos de governo de seu partido. Continue lendo “Ao Papa, sem carinho”
Lula de volta
Longe do ringue desde o quase nocaute desferido pelo escândalo Rosemary Noronha, e mais sumido ainda depois das manifestações juninas, o ex-presidente Lula reapareceu. E, ainda que zonzo, sentindo o golpe de não ser mais a voz máxima das ruas, reencontrou-se com o seu melhor estilo: o de reinventar a história. Continue lendo “Lula de volta”
Dinheiro e arte
O produtor Samuel Goldwyn nunca imaginou que do ameno céu de Los Angeles desabasse uma tempestade daquelas. Fizera o melhor, como a tanto o obrigava dinheiro e arte. Vira uma peça da escritora comunista Lillian Hellman e gostou. Continue lendo “Dinheiro e arte”
Fia-te na Virgem e não corras…
Começo por um erro grave, ensinar o Pai Nosso ao Vigário, e que Vigário! Logo o Vigário de Cristo.
Mas como eu o tenho como Papa, ou seja, o representante de Deus Pai aqui na Terra, ele há de me ter como sua filha e os filhos devem honrar e zelar por seus pais. É o que faço neste momento. Continue lendo “Fia-te na Virgem e não corras…”
Um ruidoso silêncio
A voz das ruas às vezes é tão rouca que fica difícil entendê-la. Continue lendo “Um ruidoso silêncio”
Os donos do povo
Donos das ruas, dos movimentos sociais, da esquerda, do “progressismo” e do “politicamente correto”, o PT e seu governo se vêem cada vez mais enrascados por atos que chamam de espontâneos, que repudiam seus cabrestos. Continue lendo “Os donos do povo”
As gravuras rupestres de Hitchcock
Nunca fui a Altamira ou às grutas de Chauvet. Talvez Hitchcock tenha visitado esses museus rupestres de touros e felinos. Talvez a cruel inocência dos seus olhos de filho de merceeiro inglês se tenha espantado com as pinturas de leões e bisontes. Continue lendo “As gravuras rupestres de Hitchcock”
Fusa, semifusa e confusa
Noutro dia escrevi um artigo no qual falava em William Waack e seu programa na Globo News, Painel. Hoje, abro este texto comentando sobre sua firme mediação em um debate que houve nesta última Flip. Continue lendo “Fusa, semifusa e confusa”
Assessores? Tratar no Planalto
Dilma foi mal assessorada na questão da Constituinte exclusiva para a reforma política e por isso ela voltou atrás e resolveu trocar tudo por um plebiscito. Continue lendo “Assessores? Tratar no Planalto”
Fera ferida
Desde que a inflação começou a mostrar dentes cada vez mais afiados e o incômodo grito de descontentes tomou as ruas, tornou-se praticamente impossível manter os disfarces que encobriam o autoritarismo e a soberba da presidente Dilma Rousseff. Continue lendo “Fera ferida”
O improvável mecenas
Eu quero bem que as vestais se lixem: a arte deve muito ao crime, à Mafia, a bandidos sórdidos que, de repente, têm os seus momentos de nonchalance. Pelo menos o cinema deve. O cinema americano como o cinema europeu. Exceptue-se o actual cinema alemão… mas quem, em nome de Cristo, quer saber alguma coisa do actual cinema alemão? Continue lendo “O improvável mecenas”
Pelo nosso contentamento
Shakespeare inicia seu pungente Ricardo III com os versos “Now is the winter of our discontent / Made glorious summer by this Sun of York“. Nossos jovens, poetando pelas ruas do Brasil, cantam outros versos: “Este é o inverno de nosso contentamento/ tornado glorioso pelo sol de nossa dor”. Continue lendo “Pelo nosso contentamento”
Quem dá bola é o voto
Não, senhores, vocês entenderam tudo errado. Ou fingiram que entenderam tudo errado.
O povo não foi às ruas incendiar ônibus, queimar cabines de pedágio, depredar lojas e nem cantar o Hino Nacional porque queria o voto distrital misto ou porque não pode viver sem o voto em lista ou porque quer cláusulas de barreira para que partidos políticos tenham existência legal. Continue lendo “Quem dá bola é o voto”
E não é que Lula acertou?
Lula, ao comentar as manifestações, disse que elas são a consequência das mudanças sociais realizadas pelos governos do PT: “Isso é resultado do que foi feito nesses 10 anos”. Continue lendo “E não é que Lula acertou?”
Se essas ruas fossem minhas
É incrível, inacreditável, mas o PT, antes de ser golpeado pela pesquisa Datafolha deste fim de semana, parecia estar conseguindo verter a seu favor a repulsa das ruas aos seus métodos e modos. Continue lendo “Se essas ruas fossem minhas”


