Um imenso Maranhão

Quase 13 milhões de jovens e adultos analfabetos, outros 30,5 milhões que já viram uma ou outra letra e nada compreendem; 43% dos domicílios sem o trio básico de saneamento – água encanada, esgoto e coleta de lixo; 50 mil homicídios ao ano, 25,8 por 100 mil habitantes, o que coloca o País no sétimo lugar entre os mais violentos do mundo. Continue lendo “Um imenso Maranhão”

Deitada na cama, um telefone ao lado

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Conhecia-a por­que o João Bénard a conhe­cia. O João, meu direc­tor, falava dela e, sem a ver­mos, já a vía­mos. Deliciava-nos com as excen­tri­ci­da­des dela, assustava-nos com as fúrias dela. Eram os anos 80, estava eu na Cine­ma­teca Por­tu­guesa, que era como se fosse irmã gémea da Cine­ma­teca Francesa. Continue lendo “Deitada na cama, um telefone ao lado”

Fortes emoções

Abaixa que aí vem lama.

Mal os reis magos terminaram a sua tarefa de entregar ouro, incenso e mirra ao menino recém-nascido, o que marca para o calendário gregoriano de nossas atribulações o início efetivo de um longo ano de trabalho, futebol e eleições, a pax natalina dá lugar às primeiras escaramuças de guerra. Continue lendo “Fortes emoções”

Bolsa enchente

Entra ano, sai ano, seja no final de um ou no início do outro, as chuvas de verão matam gente e impõem o desabrigo a milhares. Em 2010, o País contabilizou 473 mortos em enchentes. No ano seguinte, 918 só na região serrana do Rio de Janeiro. Continue lendo “Bolsa enchente”