O direito de não votar

Brindado como festa da democracia, dia de eleição deveria mesmo ser a comemoração máxima da cidadania, quando o eleitor, com o seu voto, pode redesenhar o mapa político do país e, portanto, o seu futuro. Mas não o é para a maioria dos 142,8 milhões de brasileiros aptos a votar – 61% contrários ao voto obrigatório, segundo pesquisa Datafolha realizada em maio deste ano. Continue lendo “O direito de não votar”

O vício é que educa

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Os fil­mes só amam os livros quando os amam com segredo e reserva. Não me venham falar do Clube dos Poe­tas Mor­tos, exe­crá­vel exi­bi­ção cir­cense do acto e do pra­zer da lei­tura. Con­fesso que tenho uma aver­são pare­cida às ses­sões de lei­tura de poe­sia. Continue lendo “O vício é que educa”

Pacto com o diabo

Campanhas eleitorais costumam ser mais emoção do que razão. São sempre criticadas por não se aprofundar em temas urgentes, por abusar dos ataques e contra-ataques. Mas nunca antes na história deste país uma campanha foi tão infame e deseducadora. Continue lendo “Pacto com o diabo”

Esta mãe morta parece apenas que dorme

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Quando vemos, num filme, uma per­so­na­gem que dorme, sabe­mos que esta­mos a ver um actor a fin­gir que dorme. Em A Pala­vra, de Dreyer, há uma mãe morta, num cai­xão aberto. Está morta, dizem, mas para a filha, cri­ança ino­cente, e para o tio louco, esta mãe morta parece ape­nas que dorme. Continue lendo “Esta mãe morta parece apenas que dorme”

Que a ONU não perca a oportunidade!

A presidente da República Federativa do Brasil,  presidenta Dilma Rousseff, mulher de fibra, de coragem e que deplora o sentimentalismo exagerado dos que se chocaram com a violência e a crueza do ISIS, abriu a 69ª Assembleia Geral da ONU com um discurso excelente que não foi compreendido pela imprensa tupiniquim. Continue lendo “Que a ONU não perca a oportunidade!”

As jabuticabas eleitorais

Mais  três jabuticabas de nossa frondosa árvore amadureceram esta semana: a proposta de diálogo com os terroristas  decepadores de cabeças do Estado Islâmico, a onda da razão que não chegou até a praia, e a substituição definitiva das lideranças políticas pensantes por marqueteiros que plantam ilusões, vendem mentiras, e colhem milhões. Continue lendo “As jabuticabas eleitorais”

Um remédio para aproximar o eleitor do eleito

Surrado por seus integrantes, infestado por ratos, desrespeitado, açoitado pelo Executivo que dia sim outro também o põe de joelhos, o Parlamento agoniza. E, ao que parece, dificilmente sairá da UTI com as eleições que se aproximam. Segundo o Datafolha, nada menos de 72% dos brasileiros não têm candidatos para deputado federal e 69% para estadual.  Continue lendo “Um remédio para aproximar o eleitor do eleito”

O papel de Dilma

Petrobrás, Correios, IBGE. Maltratadas pela ingerência do governo, instituições que até pouco tempo eram sinônimos de orgulho, confiança e credibilidade, foram postas na berlinda. Roubadas, abusadas e desrespeitadas, elas sofrem as consequências do perverso modus operandi do PT que, em seu benefício, se apossa do patrimônio do país. Continue lendo “O papel de Dilma”

Marina de Wall Street

Campanhas eleitorais produzem milagres.

Transformam Neca Setúbal, por exemplo, a notável educadora de 2012 convidada a integrar o governo revolucionário do cicloviário Fernando Haddad, num pérfido logotipo do Itaú interessado em obter perdão de suas dívidas e defender a autonomia do Banco Central para agradar a neoliberal Marina Silva, seringueira de Wall Street. Continue lendo “Marina de Wall Street”