Jorge de Sena dizia que, por vezes, os franceses nos tiram o ar todo com um sublime soco no estômago. Falava de literatura e poderia muito bem estar a falar da beleza celerada de um verso de Rimbaud. Pego-lhe nas palavras para começar a falar da beleza celerada de Paul Gégauff, poeta dos argumentos dos filmes da Nouvelle Vague que construíram o torpe imaginário da minha geração. Continue lendo “Um bando de frustrados sexuais”
A quarta vitória de Lula
Numa campanha milionária e feia, indigna de um ex-presidente, dizendo tudo que lhe vinha à cabeça porque o importante era a vitória de dona Dilma, não por ela, nem pelo Brasil, mas por ele mesmo que, em 2018, quer de volta a faixa presidencial, Lula venceu mais uma vez. Continue lendo “A quarta vitória de Lula”
A vida curta da mentira eleitoral
Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia.
Bom esse Shakespeare. Sabia das coisas. Não votava nem no PT nem no PSDB mas era antenado na tal da alma humana. Continue lendo “A vida curta da mentira eleitoral”
Recém-eleita – e já pato manco
É uma regra universal: não há ninguém mais poderoso, numa democracia, do que um presidente recém-eleito. Continue lendo “Recém-eleita – e já pato manco”
Brigitte Bardot casou virgem
Brigitte Bardot é a antítese – antítese marxista, mesmo – de Marilyn Monroe. O léxico de BB nem sequer incluía a palavra “sexo”; já o léxico de Marilyn não precisava de mais nenhuma. Continue lendo “Brigitte Bardot casou virgem”
Os eleitores voltaram às ruas
Uma eleição marcada pelo imponderável. Da fatalidade que tirou a vida de Eduardo Campos à ascensão e queda de Marina Silva, golpeada com sordidez pela campanha petista. Da reviravolta no primeiro turno; do sobe-e-desce das pesquisas de opinião ao empate que impede qualquer grito de vitória antecipada. Continue lendo “Os eleitores voltaram às ruas”
Não vamos desistir do Brasil
Oh! Minas Gerais… Oh! Minas Gerais,
Quem te conhece não esquece jamais…
Oh! Minas Gerais… Continue lendo “Não vamos desistir do Brasil”
Dois países e uma escolha
Ganhe ou perca as eleições o PT já cumpriu a sua missão: dividiu o Brasil em dois e institucionalizou o maniqueísmo como política de Estado. Continue lendo “Dois países e uma escolha”
Por que votar em Aécio, por que não votar em Dilma
A candidatura Aécio tem a consistência do compromisso com a estabilidade e o desenvolvimento econômico, corroídos na gestão Dilma
Por Celso Lafer
“A democracia tem como um dos seus componentes essenciais eleições livres e disputadas, cujo resultado define quem vai governar ‘contando cabeças e não cortando cabeças’, na sintética formulação de Norberto Bobbio. Continue lendo “Por que votar em Aécio, por que não votar em Dilma”
A camisa limpinha de Robert Redford
Isso do nada se cria, nada se perde, tudo se transforma também tem os seus limites. Lavoisier, está visto, não conhecia Robert Redford, que é, digamos, um William Holden dos últimos 50 anos do cinema americano. Continue lendo “A camisa limpinha de Robert Redford”
Cara feia é fome
Peço desculpas ao eleitor de Dilma Rousseff por ser indelicada, mas, sinceramente, foi o que mais chamou minha atenção no debate no SBT: a cara feia de dona Dilma, assustadora. Fiquei sem saber se a cara feia era da gana que ela tem quando é contrariada ou, coitada, se estava com náuseas. Continue lendo “Cara feia é fome”
A primeira arma da guerra é a mentira
A propaganda é a alma do negócio. Mais do que isso, como mostrou o Dan Draper de Mad Man, a propaganda pode ser um negócio sem alma. Continue lendo “A primeira arma da guerra é a mentira”
Dilma e Lula insistem na mentira
Não há dinheiro desviado, partido algum recebeu um centavo sequer dos contratos da Petrobrás, muito menos o PT. Tudo não passa de ação eleitoreira, da qual o ex Lula está de “saco cheio” e Dilma classifica como “golpe”. Continue lendo “Dilma e Lula insistem na mentira”
Insultos
Tiros de canhão ou finos punhais, os insultos, na velha e clássica Hollywood, deram histórias saborosas. Conto.
metade de Garbo é muito melhor do que um Mayer inteiro Continue lendo “Insultos”
Vamos mudar o disco?
Meu candidato era Eduardo Campos. Não havia, em meu amor ao Brasil, a menor dúvida que ele saberia nos tirar do enguiço em que estamos. Quando ele se uniu a Marina Silva, tive um princípio de dúvida. Que consegui ultrapassar diante da tragédia: se Eduardo Campos confiou nela para sua vice, esta eleitora também confiaria. Continue lendo “Vamos mudar o disco?”



