Sean Connery pai ou Harrison Ford filho guiam com estilo a moto e sidecar de Indiana Jones. Deviam ver-te, pai, a rasgares, na tua BSA, ao sol e à brisa dessa Angola que era e não era nossa. Levavas-me ao Liceu, ao Morro da Lua, à pesca ao Cacuaco. E agora? Não sei por onde andas, pai. Continue lendo “O ouvido fino do meu pai”
Sábias palavras
Em 30 de outubro de 2007, dia em que a Fifa anunciou oficialmente que o Brasil sediaria a Copa do Mundo de 2014, na presença do presidente da República do Brasil e 13 de nossos governadores, Lula, como sempre palavra fácil, disse o que hoje pesa como chumbo: Continue lendo “Sábias palavras”
Os vivos e os mortos
Aprendi a amar o futebol quando tinha 9 anos e minha família morava em La Paz, na Bolívia.
Morávamos num hotel onde se hospedavam toureiros, vedetes de teatro e delegações de times de futebol estrangeiros. Continue lendo “Os vivos e os mortos”
A Copa não é dela
Animação geral, bandeiras, emoção. Dentro de campo e nas ruas, tudo é festa só. Até a alegria coletiva a campanha de Dilma Rousseff tenta transformar em feito de seu governo. Continue lendo “A Copa não é dela”
Stravinsky e os pássaros-lira
Se eu já estivesse vivo e me tivessem convidado, daria logo, de caras, com Katharine Hepburn e Igor Stravinsky em amena cavaqueira na sala. Continue lendo “Stravinsky e os pássaros-lira”
Festa de trapos coloridos
Dois dias de folga sem bola rolando e eis que se manifestam as primeiras crises de abstinência na platéia mantida a tensão mil por uma Copa do Mundo cheia de reviravoltas, bolas na trave, pênaltis, surpresas, milagres no último minuto, sem falar em mordidas e cenas de choro provocadas pela vontade patológica de ganhar. Continue lendo “Festa de trapos coloridos”
Os exorcistas
Combate à corrupção sempre fez parte das campanhas eleitorais de todos os candidatos em todos os tempos. Mas a cúpula petista escolheu uma forma peculiar de tratar o tema. Impossibilitado de esconder crimes cometido pelos seus, o ex Lula lançou um sinistro campeonato, uma Copa da corrupção, em que aqueles que antecederam o PT teriam sido ainda mais corruptos. Uma versão reciclada do “sou, mas quem não é?”. Continue lendo “Os exorcistas”
O cavalheiro que saboreou Al Pacino
Matava uma fartura de brancos. Fazia-o com um gosto que não disfarçava. A culpa foi de Quentin Tarantino, que fez dele, em Django Unchained, o escravo que um barroco actor alemão liberta. Continue lendo “O cavalheiro que saboreou Al Pacino”
A Celeste sem seu “moleque”
“Hoje é um dia simbólico porque é o dia seguinte da retumbante classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo. A nossa seleção venceu desafios, derrotou o pessimismo e mais uma vez mostrou que o Brasil está entre os melhores do futebol mundial”, disse dona Dilma ontem. Continue lendo “A Celeste sem seu “moleque””
Para depois do show
Um toque de antropofagia do uruguaio Luisito Suarez animou o espetáculo, o futebol vai a todo vapor, entramos nas oitavas de final, as surpresas se multiplicam e as férias terminam com uma grande apoteose no Maracanã no dia 13 de julho. Continue lendo “Para depois do show”
A criatura
A ordem era para que a mudança – exigência de mais de 70% dos eleitores de acordo com pesquisas – desse o tom da convenção do PT que oficializou a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição. Continue lendo “A criatura”
Que venham as flechadas…
Em 1964, uma das canções que explorava nosso ufanismo e tentava cativar os cidadãos para a política dos milicos dizia “Este é um país que vai pra frente!… rô, rô, rô, rô, rô…”. Continue lendo “Que venham as flechadas…”
Legados da Copa e um W.O.
O primeiro legado da Copa: 64 anos depois repetiram-se as touradas de Madrid e a Espanha voltou para casa com seu revolucionário futebol de posse de bola enferrujado e humilhado. Continue lendo “Legados da Copa e um W.O.”
Por que xingam?
Grosseiros, violentos, desrespeitosos com a pessoa e com o cargo, os xingamentos à presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, provocaram perplexidade até naqueles que apostavam em vaias. Continue lendo “Por que xingam?”
O cinema, essa arte católica
É altura de ajoelharmos. Faça-se justiça ao catolicismo. Essa religião de genuflexões, de padres-nossos e ave-marias, de em nome do pai e do filho, de mea culpa, mea culpa e salve-rainhas, é a mais cinematográfica das religiões. Continue lendo “O cinema, essa arte católica”



