Dilma, 4.435 dias depois

Depois de dois meses se escondendo de jornalistas, a presidente Dilma Rousseff falou. E até sobre a roubalheira na Petrobras. Suas palavras foram muito além das sandices de que a corrupção na estatal só existe agora porque FHC não apurou e não puniu um funcionário da empresa há 20 anos, ou da velha lengalenga do engavetador-geral da República. Continue lendo “Dilma, 4.435 dias depois”

A marcha da verdade

Hesitei em deixar a bela frase de Émile Zola no original. Mas se o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, pode usar a elegante língua francesa, por que eu não poderia?  Às favas com os escrúpulos e copio o que Zola disse quando tomou a si a defesa de Alfred Dreyfuss: “La vérité est en marche et rien ne l’arrêtera”. Continue lendo “A marcha da verdade”

Reforma política alça vôo

Cobrar da presidente Dilma Rousseff um projeto amplo para o Brasil, fiscalizar com rigor os desmandos do executivo e ajudar a reformar o que precisa ser ajustado no país. Esta é a agenda, necessária e urgente, para a qual o Parlamento tem de dar resposta e que impõe ao Congresso Nacional a necessidade de mudança. Continue lendo “Reforma política alça vôo”

O banho nem sempre é uma limpeza

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O assas­sí­nio no banho é uma inven­ção de Hit­ch­cock. No século XVIII, o pin­tor David imor­ta­li­zara o revo­lu­ci­o­ná­rio Marat, mostrando-o a san­grar na banheira onde sos­se­gava a comi­chão de um eczema contra-revolucionário. Marat está no banho, bem morto e esfa­que­ado.

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Que forrobodó!

Talvez forrobodó seja palavra antiga para quem nasceu neste século, mas para os mais velhos é gíria comum, que descreve à perfeição a situação em que nos encontramos. Nos bons dicionários o leitor encontra o significado do brasileiríssimo forrobodó: farra; troça; confusão; desordem… Continue lendo “Que forrobodó!”

“Na dúvida, fique com o companheiro”

A prática não começou na Presidência da República. Desde sempre, ainda quando o voo de alcance máximo eram as prefeituras, o PT tratou o Estado como uma ação entre amigos. No Planalto, a coisa descambou: ampliou-se a rede de companheiros, multiplicaram-se os esquemas de financiamento, pulou-se de milhares para milhões. Continue lendo ““Na dúvida, fique com o companheiro””

Uma cadeira no meio das pernas

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Claro que a car­reira de Mar­lene Die­trich tinha per­nas para andar. Foi com uma cadeira no meio des­sas per­nas que Josef von Stern­berg lhe cons­truiu a ima­gem. Quem viu, dizia: “Ah, aque­las per­nas.” Eram sus­pi­ros de 1930. Começava-se a sus­pi­rar na Ale­ma­nha e con­ti­nu­ava a suspirar-se pelos Esta­dos Uni­dos da Amé­rica dentro. Continue lendo “Uma cadeira no meio das pernas”