Nenhum centavo a mais

Sem eira nem beira, condenados à ignorância por um sistema educacional precário e, portanto, ao desemprego, subemprego ou emprego de baixa qualidade, os pobres são ouro em pó para políticos. Usados por todos. E abusados por populistas e inescrupulosos, como bem mostra o ex-presidente Lula. Continue lendo “Nenhum centavo a mais”

Fala sério, eles não são engraçados?

“O que dá pra rir, dá pra chorar, questão só de peso e medida, problema de hora e lugar, mas tudo são coisas da vida… O que dá pra rir, dá pra chorar…”

O presidente do Senado Federal foi enfático em sua declaração contra aumento de impostos. Seu tom era o mesmo que nós, simples mortais, usamos ao reclamar do governo: “onde já se viu aumentar impostos? De modo algum, o governo que não venha com mais essa barbaridade para cima de nós!”. Continue lendo “Fala sério, eles não são engraçados?”

“Unidos e coesos”

Na época do regime militar, tornaram-se famosas as notas oficiais das Forças Armadas alardeando que estavam “unidas e coesas” em torno dos ideais revolucionários. O pau cantava nos quartéis onde militares da linha dura e distensionistas se digladiavam para definir se endureciam mais ainda o regime ou se faziam um mínimo de abertura. Continue lendo ““Unidos e coesos””

Daqui do Reino das Águas Turvas

Nunca vi a Rainha falar tanto. Há quem pense que sem poder empregar seu tempo no hobby favorito, que é aumentar o tamanho do Estado e fazer deste Reino o sonho de todo petista, ela acabou descobrindo que falar ao povo é muito bom, é trocar um peteleco pelo outro e às rainhas dar petelecos nos súditos causa um prazer delicioso. Continue lendo “Daqui do Reino das Águas Turvas”

O estrangeiro

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Gosto do estran­gei­ro, do homem e da mulher sós, sem nin­guém que lhes fale a lín­gua. Gosto do fran­cês de Alje­zur, da impla­cá­vel alemã, patroa do recep­ci­o­nista que eu fui num hotel do Lobito, do zai­rense da Capa­rica, mais expa­tri­ado do que o Chew­bacca do Star Wars. Continue lendo “O estrangeiro”

Caiu na real?

Até ontem se vendiam ilusões. De forma exaustiva, a presidente Dilma Rousseff repetia: a crise é passageira e a retomada do crescimento se dará logo, logo. No máximo, admitia 2015 como o ano da “travessia”. Tudo, no entendimento do governo, era uma questão de vontade política, como se a economia fosse movida pela fé. Continue lendo “Caiu na real?”

Carta a Marlon Brando

O escri­tor Jack Kerouac tinha uma cara sufi­ci­en­te­mente boa para cinema. Bem podia ter sido o que Mont­go­mery Clift sofri­da­mente foi em From Here to Eter­nity. E, não tivesse já mor­rido, até podia ser a cara de um dos recru­tas de Stan­ley Kubrick em Full Metal Jac­ket. Tinha uma bela cara de homem, maçãs do rosto cora­das a audá­cia e dúvidas. Continue lendo “Carta a Marlon Brando”