Sem eira nem beira, condenados à ignorância por um sistema educacional precário e, portanto, ao desemprego, subemprego ou emprego de baixa qualidade, os pobres são ouro em pó para políticos. Usados por todos. E abusados por populistas e inescrupulosos, como bem mostra o ex-presidente Lula. Continue lendo “Nenhum centavo a mais”
Fala sério, eles não são engraçados?
“O que dá pra rir, dá pra chorar, questão só de peso e medida, problema de hora e lugar, mas tudo são coisas da vida… O que dá pra rir, dá pra chorar…”
O presidente do Senado Federal foi enfático em sua declaração contra aumento de impostos. Seu tom era o mesmo que nós, simples mortais, usamos ao reclamar do governo: “onde já se viu aumentar impostos? De modo algum, o governo que não venha com mais essa barbaridade para cima de nós!”. Continue lendo “Fala sério, eles não são engraçados?”
Nota baixa
Algaravia é uma tremenda duma palavra feia. Mas existe. E se existe podemos, então, usá-la. Continue lendo “Nota baixa”
“Unidos e coesos”
Na época do regime militar, tornaram-se famosas as notas oficiais das Forças Armadas alardeando que estavam “unidas e coesas” em torno dos ideais revolucionários. O pau cantava nos quartéis onde militares da linha dura e distensionistas se digladiavam para definir se endureciam mais ainda o regime ou se faziam um mínimo de abertura. Continue lendo ““Unidos e coesos””
Nas asas do anjo
Queria ter asas e voar, mas não é Ícaro nem o Jardel da canção do Rui Veloso quem quer. E ainda assim tive uns aviões na vida. Misturam-se com filmes. Continue lendo “Nas asas do anjo”
Um desfile de mentiras
Sem ter o que dizer, a presidente Dilma Rousseff não deverá se pronunciar em cadeia de rádio e TV nas comemorações da Independência. Se confirmada, a atitude inédita será bem-vinda. Poupará paciência e panelas. Continue lendo “Um desfile de mentiras”
Daqui do Reino das Águas Turvas
Nunca vi a Rainha falar tanto. Há quem pense que sem poder empregar seu tempo no hobby favorito, que é aumentar o tamanho do Estado e fazer deste Reino o sonho de todo petista, ela acabou descobrindo que falar ao povo é muito bom, é trocar um peteleco pelo outro e às rainhas dar petelecos nos súditos causa um prazer delicioso. Continue lendo “Daqui do Reino das Águas Turvas”
Réquiem
Quem for contra “um mundo melhor” levanta a mão. Continue lendo “Réquiem”
Toma que o filho é seu
Dilma Rousseff jogou a batata quente nas mãos do Congresso Nacional. Continue lendo “Toma que o filho é seu”
O estrangeiro
Gosto do estrangeiro, do homem e da mulher sós, sem ninguém que lhes fale a língua. Gosto do francês de Aljezur, da implacável alemã, patroa do recepcionista que eu fui num hotel do Lobito, do zairense da Caparica, mais expatriado do que o Chewbacca do Star Wars. Continue lendo “O estrangeiro”
Lula, o esvaziado
Luiz Inácio Lula da Silva escolheu a cidade de Montes Claros, sexto município mais populoso de Minas Gerais, para, mais uma vez, atrair holofotes sobre a possibilidade de ser candidato à sucessão de sua pupila Dilma Rousseff. Continue lendo “Lula, o esvaziado”
“Não é da sua conta”
A mim me dá a maior tristeza lembrar que Collor já foi presidente da República do Brasil. Acho uma humilhação termos tido essa figura no posto mais alto da Nação. Saber que depois de tudo ele ainda voltou para o Senado Federal é de amargar. Continue lendo ““Não é da sua conta””
A culpa é da bola
Num acesso de modéstia e autocrítica, a presidente Dilma confessou a três jornais que seu grande erro foi ter “demorado muito para entender a gravidade da crise”. Continue lendo “A culpa é da bola”
Caiu na real?
Até ontem se vendiam ilusões. De forma exaustiva, a presidente Dilma Rousseff repetia: a crise é passageira e a retomada do crescimento se dará logo, logo. No máximo, admitia 2015 como o ano da “travessia”. Tudo, no entendimento do governo, era uma questão de vontade política, como se a economia fosse movida pela fé. Continue lendo “Caiu na real?”
Carta a Marlon Brando
O escritor Jack Kerouac tinha uma cara suficientemente boa para cinema. Bem podia ter sido o que Montgomery Clift sofridamente foi em From Here to Eternity. E, não tivesse já morrido, até podia ser a cara de um dos recrutas de Stanley Kubrick em Full Metal Jacket. Tinha uma bela cara de homem, maçãs do rosto coradas a audácia e dúvidas. Continue lendo “Carta a Marlon Brando”


