Adeus, Lula

Estava tudo combinado. O encontro comemorativo do 36º aniversário do PT marcaria a ofensiva contra o “cerco e aniquilamento” de Lula, uma fábula existente apenas nas mentes petistas. O resgate da imagem do caudilho tinha um objetivo claro: fazer do seu retorno ao trono presidencial a bandeira de coesão de um projeto de poder que pretendia ser eterno, mas que se encontra em acelerado desmanche. Continue lendo “Adeus, Lula”

Tempos sinistros

Como trailer de filme de terror, a primeira semana do ano que começou após o carnaval foi de arrepiar. O país aprofundou-se nas trevas do crescimento negativo, com o registro da queda de 4% do PIB em 2015 e previsões tenebrosas para 2016, se viu rebaixado pela segunda vez consecutiva pela mesma agência internacional de avaliação de risco, assistiu ao desemprego crescer 41,5% e à inflação não ceder um único milímetro. Continue lendo “Tempos sinistros”

O espectro do “Mein Kampf”

Setenta anos após a sua morte, o fantasma de Adolf Hitler volta à baila. Seu livro – Minha Luta (Mein Kampf) – caiu em domínio público e é estopim de debates acalorados em vários países. Por aqui, foi pego na rede da censura judicial, no Estado do Rio. Continue lendo “O espectro do “Mein Kampf””

Black ass

Em vez de apertar a mão a El Chapo, Sean Penn devia era dar beijos a Robert Trivers. El Chapo é barão da droga no México. Deixou-se seduzir por um filme sobre a sua vida e a polícia apanhou-o de mão na mão com Sean Penn. A vaidade tramou El Chapo. Continue lendo “Black ass”

Lula, quem diria, foi parar…

A combinação carnaval e política tem o dom de disfarçar a gravidade das crises. Diverte milhões com fantasias e máscaras, letras originais ou paródias bem-humoradas – algumas engraçadíssimas. Que valem tanto ou mais do que enquetes ou pesquisas de opinião. Um termômetro adicional e preciso para medir quem goza ou não de prestígio popular. E que deve deixar a presidente Dilma Rousseff, o ex Lula, Cunhas, Renans, governadores e prefeitos às dúzias ansiando pela Quarta-feira de Cinzas. Continue lendo “Lula, quem diria, foi parar…”