Não se vislumbra nos Estados Unidos surpresa eleitoral semelhante ao Brexit britânico, que, contrariando as pesquisas, consagrou o divórcio com a União Européia. Ao contrário, todos os indicativos vão na direção de uma vitória de Hillary Clinton, a ser confirmada no próximo dia 8. Continue lendo “No Trump”
O amor alemão
Não foi com passos de traição à pátria que Francis Coppola e George Lucas entraram no átrio do Hotel Lancaster, em Paris. Mas punham os pés no mesmo chão que Arletty pisara a caminho da prisão. Coppola aceitara uma entrevista comigo, e Lucas apareceu como bónus, cada bolso dele a valer um milhão de dólares, frisou Francis. Continue lendo “O amor alemão”
Viva o Mensageiro!
Ao ler ou ouvir o farto noticiário sobre a corrupção no Brasil, onde milhão, bilhão, trilhão é lugar comum, ouço claramente a voz do professor Raimundo, criação do genial e saudoso Chico Anísio, a invectivar o espectador com seu delicioso bordão “E o salário mínimo… ó?”. Continue lendo “Viva o Mensageiro!”
Do PT ao PTdoB
O ex-presidente Lula não visou ao grande público em seu artigo “por que querem me condenar”, publicado em jornal de circulação nacional. A essa altura do campeonato, o caudilho tem plena consciência de que suas palavras são inúteis para mudar a convicção dos brasileiros quanto às suas responsabilidades nos delitos praticados em seu governo e por seu partido. Continue lendo “Do PT ao PTdoB”
É só fumaça
Bardamerda pró fascista. Se fosse vivo, e o saudoso almirante lhe cedesse os direitos da inocente frase, o patrão Harry Warner, um dos irmãos fundadores da Warner Bros, teria como se defender do jovem crítico politizado. Continue lendo “É só fumaça”
Beleza não põe mesa
Não pense o leitor que ao dizer isso declaro que a extraordinária beleza do Rio de Janeiro acabe por cansar seu morador. Longe disso, o único alívio que temos em nosso conturbado dia a dia é a suntuosa visão do estojo no qual Deus pousou o Rio. Continue lendo “Beleza não põe mesa”
O futuro é um vício
Conheço muito bem o futuro. E desta vez desminto o título desta coluna: não foi o cinema, foi a vida que me ensinou o futuro. Continue lendo “O futuro é um vício”
A arte de enganar os pobres
Sem ter conseguido seduzir com o discurso do “golpe”, o PT – maior derrotado nas urnas municipais — tateia em busca de motes para reaglutinar a sua turma. Atira para todos os cantos e, com insistência e determinação, atinge o próprio pé, gangrenando o pouco que restava da biografia do partido e de seus líderes. Continue lendo “A arte de enganar os pobres”
Na GloboNews, ontem
Foi difícil largar a GloboNews, ontem. Além dos jornais diários, muito informativos, o canal apresentou duas entrevistas que julgo imperdíveis para quem quer compreender um pouco mais este país tão complicadinho. Continue lendo “Na GloboNews, ontem”
A derrota é órfã
Com a reunião extraordinária de sua Executiva, nesta quarta-feira, o Partido dos Trabalhadores está dando a largada para o dolorido processo de acerto interno de contas. Não se sabe quando e como terminará, tal a proliferação de teses no seu interior e no entorno. Continue lendo “A derrota é órfã”
Um copo e duas gotas
Estou disposto a cantar os mil e um beijos na boca que foram dados por causa de uma flûte de champanhe. Mais do que vir aqui pagar essa dívida libidinosa da humanidade, deixem que me ajoelhe e reze a outra flûte, a flûte ideológica. Continue lendo “Um copo e duas gotas”
Vote no vice
Com nomes escondidos em letras pequenas, em alguns casos ilegíveis, os candidatos a vice são quase sempre figuras apagadas nas campanhas. Raros são os eleitores que os conhecem ou se interessam por eles. Em um país onde tantos vices já assumiram a titularidade do cargo o erro é gravíssimo. Maior ainda quando se trata de eleições municipais, já que não são poucos os casos em que as negociações pressupõem o vice ocupar o cargo em definitivo daí a dois anos com a saída do titular para concorrer ao Congresso ou aos governos de Estado. Continue lendo “Vote no vice”
Incontinência verbal
Foi o romancista, dramaturgo e político inglês Edward Bulwer-Lytton (1803-1873) quem cunhou a frase que, para mim, mais reconhece o valor da palavra: “a pena é mais poderosa do que a espada”. Continue lendo “Incontinência verbal”
A paz ou a paz
Por 52 anos a Colômbia escreveu sua história à bala e encharcada de sangue. Após 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e quase 7 milhões de “desplazados” – colombianos deslocados de suas regiões por causa da guerra -, a paz finalmente pousou no país de Gabriel Garcia Márquez. Continue lendo “A paz ou a paz”
Os loucos anos 20 tinham filmes nos olhos
Meteu-se pelos olhos ocidentais dentro e o olho do mundo nunca mais foi o mesmo. Há uma imagem de Un Chien Andalou, que resume exemplarmente tudo: dois dedos abrem bem as pálpebras do olho de uma mulher, uma mão segura uma navalha de barbear. Continue lendo “Os loucos anos 20 tinham filmes nos olhos”





