O Brasil que vai às urnas neste domingo tem cara bem diferente daquele de 2018. Após dois anos de convívio cotidiano com a desgovernança, virulência e boçalidade do presidente Jair Bolsonaro, uma pandemia que já dura quase 10 meses, empobrecimento e desencanto, os indicadores são de que o eleitor, ressabiado, se cansou de aventuras. Parece preferir partidos tradicionais e políticos com alguma experiência, e move-se mais para o centro. Mas imaginar o agora como prévia de 2022 é fantasia pura. Continue lendo “Hoje não é 2022”
Saliva ou pólvora
O Rato que Ruge é uma comédia inglesa de 1959 que tem um roteiro sensacional e interpretações brilhantes. Peter Sellers, o grande ator inglês, interpreta quatro personagens e merece ser aplaudido de pé! Continue lendo “Saliva ou pólvora”
O Gado que Muge!
“Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora”.
Entre outras merdas expelidas na semana e ao longo do seu mandato, o presidente Jair Bolsonaro soltou agora essa pérola, para, digamos, tentar intimidar o Joe Biden (deixe sua risada aqui) caso ele faça alguma retaliação ao Brasil, porque não foi cumprimentado por ele. Continue lendo “O Gado que Muge!”
Bolsonaro no mundo da lua, Bolsonaro criminoso
“Não aguento mais ouvir a voz de Jair Bolsonaro. Não importa o que ele diga. Desenvolvi um tipo de fonofobia do presidente. Não suporto qualquer som emitido por ele. Tanto faz se está acuado, raivoso ou histérico. Se está feliz me irrita ainda mais, porque deve ser à custa da desgraça de alguém. Diante do desastre que são as mais de 162 mil mortes pela Covid, o sujeito tripudia e diz que ‘todos nós vamos morrer um dia’. Haja antiácido. Continue lendo “Bolsonaro no mundo da lua, Bolsonaro criminoso”
É preciso impedir Jair Bolsonaro
Em um único dia, o presidente Jair Bolsonaro comemorou como se estivesse na arquibancada de um estádio a morte de um voluntário, no que parecia ser um fracasso na pesquisa por uma vacina contra a covid-19. Demonstrou que para ele mais importante é ganhar pontos na luta contra um adversário eleitoral do que o país obter ganhos no enfrentamento da doença que já matou 162 mil brasileiros. Escancarou o tristíssimo fato de que transformou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária em sua propriedade privada, em uma arma para usar de acordo com sua conveniência. Continue lendo “É preciso impedir Jair Bolsonaro”
O centro se move
O centro ensaia sair da fase intimista. Depois de dois anos se recompondo da derrota nas eleições de 2018, finalmente se move, agora impulsionado pelo resultado eleitoral nos Estados Unidos. A face mais visível de sua movimentação foi o pacto Luciano Huck-Sérgio Moro para criar uma terceira via capaz de deslocar o bolsonarismo do poder em 2022, assim como Joe Biden derrotou Donald Trump. Continue lendo “O centro se move”
Uma casa bela, ampla. Porém…
Depois do que aconteceu, vão dizer que sou um saudosista irrecuperável. Não é assim. Quando a filha propôs deixarmos nossos apartamentos e viver em uma casa bonita, de um condomínio fechado, me animei. Lembrei dos anos, décadas, inesquecíveis passados em uma casa que eu e minha Haydeé havíamos construído à nossa feição e gosto. Continue lendo “Uma casa bela, ampla. Porém…”
O povo dança e canta nas ruas
No dia em que o povo cantou e dançou nas ruas, vi um homem chorar, e pequei o pecado da inveja. Uma danada de uma inveja daquela gente toda que cantava e dançava nas ruas, e do homem que chorou. Continue lendo “O povo dança e canta nas ruas”
Pane no extremo bolsonarismo
Aos primeiros sinais de que Joe Biden ultrapassara Donald Trump na disputa pela Casa Branca, o presidente Jair Bolsonaro corretamente substituiu as demonstrações de paixão desenfreada pelo republicano pelo necessário pragmatismo. E bagunçou a cabeça dos radicais da direita tropical. Continue lendo “Pane no extremo bolsonarismo”
Lombriguenta!
Na última quarta-feira à noite estava assistindo ao programa “Destino Certo”, e comecei a viajar com a Mel Fronckowiak por vários vinhedos espalhados pelo mundo. Continue lendo “Lombriguenta!”
Para a América voltar a ser grande
“Parece ter sido reservado ao povo deste país, por sua conduta e exemplo, o veredicto da importante questão: se as sociedades humanas são de fato capazes de estabelecer um bom governo a partir da razão e da escolha, ou se elas estão para sempre destinadas a depender do acaso e da força”. Continue lendo “Para a América voltar a ser grande”
Quando até os gestos tinham voz
No tempo em que o astro rei brilhava no firmamento era mais fácil escrever uma pequena crônica. As frases de efeito falavam por si – tempos em que até mesmo os gestos tinham voz. O leitor, inefável cúmplice de retóricas soberbas, não se assombraria diante da descoberta de algum amor abismal. Continue lendo “Quando até os gestos tinham voz”
Muito, mas muito além de James Bond
Interessante, ou talvez mais apropriadamente esquisito: para mim – ao contrário do que acontece com a imensa maioria das pessoas – Sean Connery não é antes de mais nada James Bond. Continue lendo “Muito, mas muito além de James Bond”
A praga bolsonarista
Suspenso antes de completar 24 horas de vigência, o decreto do presidente Jair Bolsonaro autorizando estudos sobre a inclusão das unidades básicas de saúde no Programa de Parcerias de Investimentos continua causando estranheza. Não só por mexer na estrutura do SUS no curso da pandemia que já infectou 5,5 milhões e matou quase 160 mil brasileiros, mas pelo ato em si. Até porque não é necessário decreto algum para proceder estudos – quanto mais em governo que nada planeja ou estuda. Nem por decreto. Continue lendo “A praga bolsonarista”
A carta da cura
Franz Kafka, segundo uma história que talvez seja uma lenda, encontrou num parque onde ele caminhava diariamente uma menininha que chorava copiosamente.



