Pelo simples fato de ser uma imposição, tudo aquilo que é obrigatório tende a ser rejeitado ou feito com alguma má vontade. Continue lendo “Só os políticos lucram com o voto obrigatório”
Juízes de futebol, gatunos ou não
O gatunos do título devo a Nelson Rodrigues, que teceu as mais saborosas crônicas sobre o juiz ladrão. Como diria ele, vamos aos fatos, pelo menos a um deles: Continue lendo “Juízes de futebol, gatunos ou não”
Chove lá fora
E pinga aqui dentro, como se costuma dizer em Minas. Mas chover lá fora me lembra a canção de Tito Madi e a interpretação de meu amigo Agostinho dos Santos. Ele que estava em um avião errado em dia errado. Ele que foi minha primeira perda de amizade e música. A água que cai no pátio, na casa e na rua, refresca o fim de tarde e nos prepara para uma noite amena. Continue lendo “Chove lá fora”
Dalva, Herivelto, amarcord.
Dalva de Oliveira e Herivelto Martins? Claro que me lembro! Eu me lembro??
Existe um tipo de mentira que não transforma o mentiroso em pecador: é aquela, resultado de uma traição da memória. Continue lendo “Dalva, Herivelto, amarcord.”
Todo amor para a guerra
Não, meus amigos. Isto não é uma declaração belicista. É um problema de acento. Como ocorreu na segunda-feira, 21/12. Washington já estava coberta de neve, e o portal do Globo dava o título: “Neve para a capital dos Estados Unidos”. Mais neve, não chegava tanto? Continue lendo “Todo amor para a guerra”
Muito além da lógica
Daqui a 10 meses, mais de 130 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger o 36º presidente da República e, até o dia 3 de outubro, será elaborado e consumido todo tipo de teses e prognósticos sobre as variáveis do quadro sucessório, como se eleição obedecesse a alguma lógica. Continue lendo “Muito além da lógica”
Os preconceitos de Boris e os outros preconceitos
Companheiros e companheiras, às armas: está decretada a luta de classes. Ou melhor: a volta da luta de classes. Nunca vi tantas almas boas em semelhante transe de apaixonado delírio pelos garis, essa notável e humilde classe trabalhadora, que um membro da elite desalmada e corrupta e da imprensa golpista ultrajou e ofendeu. Continue lendo “Os preconceitos de Boris e os outros preconceitos”
Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB
A Rede Globo está prestando um serviço inestimável à cultura brasileira. A minissérie Dalva e Herivelto, Uma Canção de Amor, pelo que mostrou nos dois primeiros episódios (exibidos nos dias 4 e 5 de janeiro), é um monumento. Continue lendo “Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB”
E brilhavam as estrelas
Faz poucos dias fiz rápida viagem à ilha na foz do rio Amazonas onde mantenho um franciscano tugúrio. Fui apenas acariciar as paredes da casinha, beijar os seculares troncos da floresta, pilastras da catedral do verde, e juntar folhas secas no chão para esfregar em minha pobre cabeça na esperança de que restos de seiva me alcançassem a alma. Continue lendo “E brilhavam as estrelas”
Um ano que poderia ser novo
Fernando Collor de Melo tinha se sagrado o primeiro presidente da República eleito pelo voto popular depois de 20 anos de regime militar e do pacto nacional pró-Tancredo Neves que acabou coroando José Sarney por longos cinco anos. Continue lendo “Um ano que poderia ser novo”
O filho de Dona Diva
Não sabia da Dona Diva, mas acompanho com atenção, há muito tempo, o filho dela. Erasmo Carlos é uma unanimidade para quem o conhece, mesmo de longe. Continue lendo “O filho de Dona Diva”
A chave do lado de dentro
O homem fez sinal, o motorista parou o táxi, abriu a porta e pegou a mala que a mulher lhe estendeu.
O homem olhou a mulher, olhar demorado, beijo rápido, o motorista fechou a porta do táxi, ele foi, ela ficou. Continue lendo “A chave do lado de dentro”
Titia peladona
– Não – disse o diretor de redação. – Não aceito e está acabado. Na minha revista, o nu tem classe. E quem decide quem tem corpo, cara e estilo para merecer nossas páginas sou eu. Continue lendo “Titia peladona”
O champagne da impunidade
As festas de final de ano são uma bênção para toda sorte de políticos enredados em falcatruas.
Gente como o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, seus comparsas fora e dentro da Câmara Distrital, além de seu algoz, o ex-policial Durval Barbosa, têm a certeza de que poderão se aproveitar do calendário, e contam os minutos para abrir o champanhe da impunidade. Continue lendo “O champagne da impunidade”
Um lugar para as flores
Silvie, uma querida amiga francesa, possui bela casa em Saint-Pierre-Sur-Mer, na Riviera. À frente da vivenda que se debruça sobre águas de azul profundo, há um lindo muro de pedras no qual vivem viçosos tufos de primaveras (buganvílias) de muitas cores, além de outras plantinhas cobertas de botões brancos, vermelhos, alaranjados. Continue lendo “Um lugar para as flores”
