Chove lá fora

E pinga aqui dentro, como se costuma dizer em Minas. Mas chover lá fora me lembra a canção de Tito Madi e a interpretação de meu amigo Agostinho dos Santos. Ele que estava em um avião errado em dia errado. Ele que foi minha primeira perda de amizade e música. A água que cai no pátio, na casa e na rua, refresca o fim de tarde e nos prepara para uma noite amena. Continue lendo “Chove lá fora”

Muito além da lógica

Daqui a 10 meses, mais de 130 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger o 36º presidente da República e, até o dia 3 de outubro, será elaborado e consumido todo tipo de teses e prognósticos sobre as variáveis do quadro sucessório, como se eleição obedecesse a alguma lógica. Continue lendo “Muito além da lógica”

Os preconceitos de Boris e os outros preconceitos

Companheiros e companheiras, às armas: está decretada a luta de classes. Ou melhor: a volta da luta de classes. Nunca vi tantas almas boas em semelhante transe de apaixonado delírio pelos garis, essa notável e humilde classe trabalhadora, que um membro da elite desalmada e corrupta e da imprensa golpista ultrajou e ofendeu. Continue lendo “Os preconceitos de Boris e os outros preconceitos”

Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB

A Rede Globo está prestando um serviço inestimável à cultura brasileira. A minissérie Dalva e Herivelto, Uma Canção de Amor, pelo que mostrou nos dois primeiros episódios (exibidos nos dias 4 e 5 de janeiro), é um monumento. Continue lendo “Sobre “Dalva e Herivelto”, Globo, liberdade de imprensa, MPB”

E brilhavam as estrelas

Faz poucos dias fiz rápida viagem à ilha na foz do rio Amazonas onde mantenho um franciscano tugúrio. Fui apenas acariciar as paredes da casinha, beijar os seculares troncos da floresta, pilastras da catedral do verde, e juntar folhas secas no chão para esfregar em minha pobre cabeça na esperança de que restos de seiva me alcançassem a alma. Continue lendo “E brilhavam as estrelas”

Titia peladona

– Não – disse o diretor de redação. – Não aceito e está acabado. Na minha revista, o nu tem classe. E quem decide quem tem corpo, cara e estilo para merecer nossas páginas sou eu. Continue lendo “Titia peladona”

O champagne da impunidade

As festas de final de ano são uma bênção para toda sorte de políticos enredados em falcatruas.

Gente como o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, seus comparsas fora e dentro da Câmara Distrital, além de seu algoz, o ex-policial Durval Barbosa, têm a certeza de que poderão se aproveitar do calendário, e contam os minutos para abrir o champanhe da impunidade. Continue lendo “O champagne da impunidade”

Um lugar para as flores

Silvie, uma querida amiga francesa, possui bela casa em Saint-Pierre-Sur-Mer, na Riviera. À frente da vivenda que se debruça sobre águas de azul profundo, há um lindo muro de pedras no qual vivem viçosos tufos de primaveras (buganvílias) de muitas cores, além de outras plantinhas cobertas de botões brancos, vermelhos, alaranjados. Continue lendo “Um lugar para as flores”