Journal intime d’un marchand de canons, que poderia ser traduzido como Diário íntimo de um vendedor de canhões é uma ficção de Philippe Vasset. O autor é jornalista. E já no Prefácio, adverte: “…por trás dessas histórias, se agita uma realidade globalizada, sobre a qual nada se sabe, ou quase nada. Apesar de ser ficção, todos os episódios aconteceram, os nomes e as datas são verídicos.” Continue lendo “Comércio internacional de armas”
O Kindle, os livros de papel e a Catherine
Em artigo para esta página, Anélio Barreto demonstra o gosto pelo livro impresso, e o desencanto com o virtual. Ora, imaginemos que uma pessoa, um amigo da gente, vá passar duas semanas em uma ilha sem recursos. Vem a pergunta clássica: “O que você levaria para uma ilha?”. Continue lendo “O Kindle, os livros de papel e a Catherine”
O partido político como imprensa
Jorge Castañeda, o intelectual mexicano que foi ministro do Exterior do seu país, numa célebre reflexão, dividiu a esquerda latino-americana, hoje hegemônica nos governos do subcontinente, em duas categorias: os carnívoros e os vegetarianos. Continue lendo “O partido político como imprensa”
Velhos armazéns
Pergunto ao vendedor se seu estabelecimento tem farinha de trigo especial, sem fermento. Ele me conduz ao fundo da loja e me mostra alguns pacotes, de variadas marcas, e me diz: escolha. Aí eu me atrapalho. Qual é a melhor? Continue lendo “Velhos armazéns”
Mentir ou mentir
O não às privatizações, que tanto sucesso fez nas eleições de 2006, é hoje uma zona de risco perigosa para a pré-candidata Dilma Rousseff. Ao entoar essa mesma cantilena, a ex-ministra não só se apresenta com um discurso envelhecido, surrado e ultrapassado, como expõe de maneira cruel o seu patrocinador. Continue lendo “Mentir ou mentir”
Saudade na portaria
Sardas desenhando o rosto claro, cabelos brancos presos em um coque antigo, a primeira moradora do prédio recém construído chega ao décimo e último andar – três quartos, sala, cozinha, área de serviço -, ajeita frutas, verduras, jornais, ajeita-se. Continue lendo “Saudade na portaria”
Gil, depois do Domingo
Depois de “Domingo no Parque”, segunda colocada no Festival da Record (1967), Gilberto Gil já compôs várias músicas e está preparando um novo LP. InTerValo antecipa para seus leitores algumas dessas músicas, com interpretação do autor. Continue lendo “Gil, depois do Domingo”
O Kindle, o iPad e o Google
Existe um mundo em que, em uma floresta maravilhosa, por onde passeia um riacho que vai descansar em um lago onde cintilam estrelas, vivem os homens-livros. Lá estão Madame Bovary, Ulysses, Lolita, Dom Quixote, Peter Pan, Narizinho e todos – todos – os seus amigos. Eles passeiam, por toda a floresta, contando suas histórias. A floresta é uma enorme, interminável biblioteca que anda e fala. Continue lendo “O Kindle, o iPad e o Google”
Historinhas de redação (1): Bob Kennedy baleado
Histórias de redação, de jornalistas, são sempre saborosas. Dezenas de vezes, na cachaça pós fechamento, defendi a tese de que deveríamos escrever as histórias, para não perdê-las. Continue lendo “Historinhas de redação (1): Bob Kennedy baleado”
Artimanha de aposentado
Claudião, o robusto Claudião, é aposentado e mora aqui no meu bairro. Fenômeno típico da realidade brasileira, conseguiu parar de trabalhar aos 45 anos e agora, aos 50, leva um vidaço. Continue lendo “Artimanha de aposentado”
Gritar, perturbar
Os tropeços da candidata Dilma Rousseff em sua primeira semana solo parecem ter desnorteado as hostes governistas. A ex-ministra e o próprio presidente Lula espalharam minas explosivas por baixo de seus próprios pés em um campo onde, até pouco tempo, tudo parecia ser flores. E o trabalho para desarmá-las não será pequeno. Continue lendo “Gritar, perturbar”
Varsóvia, dia 14 de abril, 17 horas
Liuxa, quatro anos, trepado nos ombros do pai, observa o cortejo. Homens e mulheres vestidos com roupas coloridas, desfilam dançando e rindo. Liuxa não sabe o porquê da festa. Não entendeu o que disse o tio, ao falar de vinte anos de independência. Continue lendo “Varsóvia, dia 14 de abril, 17 horas”
Depois que o amor acaba
Há 200 milhões de filmes e livros e canções sobre como o amor começa. Este é o tema básico da imensa maioria das comédias românticas, dos dramas, de quase tudo: o encontro, o começo do amor. Há bem menos filmes e livros e canções sobre o que acontece depois que o amor acaba. Continue lendo “Depois que o amor acaba”
Tancredo
Gosto de ler dicionários, e em especial um, o etimológico de nomes, de Antenor Nascentes. Ele me ajuda muito. Não sou muito chegado a crendices horoscópicas e afins, mas isso nada tem a ver com minhas observações. Continue lendo “Tancredo”
Matrifusia
Segunda-feira, meio da tarde, chave na porta a caminho do trabalho, calor dos últimos tempos – insuportável -, o telefone chama. Continue lendo “Matrifusia”
