“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.
Ou o artigo 5º da Constituição Federal foi revogado ou o Estatuto da Igualdade Racial é inconstitucional. Não há outra hipótese. Continue lendo “Um estado racial”

Por Sérgio Vaz e Amigos
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.
Ou o artigo 5º da Constituição Federal foi revogado ou o Estatuto da Igualdade Racial é inconstitucional. Não há outra hipótese. Continue lendo “Um estado racial”
Sempre que chove à noite como hoje aqui em Campinas, uma chuva mítica e de lentos espantos, lembro de Lars Bjenikold. Imagine uma pequena cidade perdida no litoral do Pará, onde a estação das águas provoca dias de umidade tão intensa que as gotas de vapor chegam a escorrer em nossa própria alma. Pois ali eu tinha uma casinha, franciscana e simpática, há tempos. Continue lendo “Concerto para clarineta”
Falo por mim, mas sei que repórteres adoram quando acham (ou lhes cai no colo) um personagem sob medida para sua matéria. Agora, esse personagem é como diamante. A menor imperfeição compromete a qualidade. Continue lendo “O repórter vai atrás do diamante puro”
Toda campanha eleitoral desperta paixões, gera futricas, intrigas e comportamentos irracionais que não raro se assemelham ao fundamentalismo xiita. Até aí, tudo bem. Continue lendo “Pior, impossível”
Mesmo tendo sido criada em fazenda, custei a conviver com tratores.
Meu pai, mineiro, antigo, cauteloso, incapaz de um passo maior que as pernas, pelejava com arados e carros de bois. Continue lendo “Culpa de quem?”
Existe gente que, diante de qualquer problema, clama pela bênção do Estado ou do governo do momento. Muitas são as tarefas que o poder, representante dos eleitores e cidadãos, arrecadador voraz de impostos, deve assumir. Continue lendo “Os órfãos e os roedores do Estado”
Um dia gostaria de fazer um texto com coisas de que gosto e coisas de que não gosto – uma necessariamente pobre cópia do que fez Buñuel, de forma genial, em sua autobiografia escrita por Jean-Claude Carrière, Mi Ultimo Suspiro. (Sim, é autobiografia, porque é o espírito de Buñuel – embora tenha sido escrita por Carrière, seu comparsa em vários filmes.) Continue lendo “Um dia quero imitar Buñuel”
Não sabemos nos comportar e tampouco sabemos como cuidar dos nossos flhos. Para sorte nossa, o Estado pai, mãe, provedor, empresário, indutor, educador, fiscal, guia e farol dos nossos dias, se dispõe a cuidar de mais essa lacuna do nosso caráter. Continue lendo “Palmadas estatais”
Foi então que, meio na fossa, resolvi, naquele verão, ir para uma cidadezinha na região de Serra Negra para procurar, como se dizia antigamente, meu eixo. Instalei-me numa pousadinha barata e, em poucos dias, estava relativamente bem inserido num pequeno grupo que, todo fim de tarde, ia tomar seus drinques no Ponto Chic. Continue lendo “A moça da tarde”
Mandei mensagem à minha filha, que estava fora de casa: “Não conte para o César, mas estou usando a caneca do Batman”. Não vejo problema em um avô usar a caneca do neto, às escondidas. Continue lendo “O avô e o neto”
“De um orelhão em Vegas, Jessie liga às 5 da manhã
Pra me dizer como está cansada deles todos.
Ela diz: “Amor, ando pensando num trailer perto do mar.
Nós podíamos ir para o México, você, o gato e eu. Continue lendo ““Podíamos ir para o México, você, o gato e eu””
Desde que se comprovou a quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, única vítima de fato da armação espúria para proteger o então ministro da Fazenda Antônio Palocci no caso da mansão dos prazeres de Brasília, instituições como a Caixa e a Receita Federal, que se supunha estar acima de qualquer suspeita, tiveram sua aura trincada. Continue lendo “Um país de Francenildos”
É estranho, irônico, que a Espanha tenha se tornado campeã do mundo, com, creio, seis jogadores do Barcelona, um dia depois que uma multidão de 1 milhão e 100 mil pessoas marcharam pelas ruas da cidade catalã numa demonstração que, a rigor, é secessionista, separatista, anti-Espanha. Continue lendo “Sobre a Espanha, a secessão, a bestialidade”
Um dia, vendo um de meus filhos extasiados diante do aparelho preferido, não resisti:
— Até parece que você nasceu vendo televisão, filho. Continue lendo “Reticências, vírgulas, parágrafos”
Os dois tomaram o ônibus na rodoviária de Belo Horizonte. Seu destino era Três Pontas mas, naquele horário, só havia condução até Varginha. Continue lendo “Josino, nosso pai”