Programa de índio, na Amazônia, é você viver como um deles, nem que seja por alguns minutos. A sensação gostosa de se integrar à Natureza de um jeito inteiramente natural, ou seja, nu. Continue lendo “Na Amazônia, ao natural”
A voz de Cary Grant
Entra pelos ouvidos. Mas quando não entra por um e sai pelo outro, para onde é que vai a voz de quem fala connosco?
A voz de Cary Grant, quero é falar da voz de Cary Grant. Continue lendo “A voz de Cary Grant”
Um novo sotaque no 50 Anos
O 50 Anos de Textos está ganhando um novo colaborador – e, com ele, um novo sotaque. Aqui já havia o sotaque mineiro de seis dos autores (embora só um dos seis viva hoje nas Minas Gerais, os outros cinco tendo saído, confirmando a velha tese de que Minas exporta mineiros e minérios), o paulista de cinco, o paraense de um e até um leve remanescente da Itália da origem de um. Continue lendo “Um novo sotaque no 50 Anos”
Manuel era um morto
Quando conheci Manuel S. Fonseca ele era um morto e nada me indicou o bem querer que chegaria. Idades, amigos, hábitos, afazeres, nacionalidades diferentes. Continue lendo “Manuel era um morto”
Os lírios do campo
Quem semeia ventos não colhe exatamente lírios do campo. Continue lendo “Os lírios do campo”
Más notícias do país de Dilma (26)
“É muito difícil para qualquer governo, por mais esforço que faça, ter uma equipe de ministros tão horrorosa quanto a que foi escolhida pela presidente Dilma Rousseff.” Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (26)”
Tiradentes. Ou: Minas há, sim, e maravilhosa
Tiradentes é, provavelmente, um dos únicos lugares do Brasil que não piorou, não degringolou, não se horrorificou ao longo do meu tempo de vida.
Ao contrário, muito ao contrário, Tiradentes melhorou ao longo das últimas décadas.
Continue lendo “Tiradentes. Ou: Minas há, sim, e maravilhosa”
O Brasil dos sem-Copa
Corrupção para todos os lados que se olhe. Regime de Contratação Diferenciado, que colide frontalmente com a lei 8.666, baliza para as licitações públicas, isenção total de impostos para gente da Fifa, fornecedores e cupinchas, e agora, dinheiro do FGTS, da conta do trabalhador, para bancar obras. Continue lendo “O Brasil dos sem-Copa”
Sonho brasileiro
Quase nove da noite, chuvinha chata – ir pra casa, nem pensar –, converso com o porteiro do prédio em que trabalho.
O sotaque nordestino me conta que seu dono acalenta um sonho antigo, nascido há tempos, antes de vir pro sul. Continue lendo “Sonho brasileiro”
A música em minha vida
A memória nos revela, como filme, pedaços esquecidos de nossa vida. Eu me vejo, calças curtas em Diamantina, saindo de um parque de diversões e o som da praça tocando uma canção de Luiz Vieira, “Menino de Braçanã”: “é tarde, eu já vou indo, preciso ir embora, té manhã; mamãe, quando eu saí, disse meu filho não demora em Braçanã”. Continue lendo “A música em minha vida”
Twitters de quem não tuíta
Amigos, eis algumas idéias que me ocorreram.
Bate-boca em Brasília sobre o horário de verão. Protestam os que agem na calada da noite. Aplaudem os que agem à luz do dia. Continue lendo “Twitters de quem não tuíta”
Más notícias do país de Dilma (25)
Em apenas dez meses, seis ministros demitidos, cinco deles por corrupção. Nunca antes do lulo-petismo houve no mundo país como este. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (25)”
O Quinto Homem
A prova, onde está a prova? Continue lendo “O Quinto Homem”
Ian McEwan, o Garrincha do texto
Não tem jeito: depois que se lê Solar, é impossível resistir à tentação de dizer que Ian McEwan é o melhor escritor da atualidade. Continue lendo “Ian McEwan, o Garrincha do texto”
Controle externo dos poderes
Bebendo nas águas do desembargador Rogério Medeiros, cito quem ele cita, o jurista italiano Mauro Capelletti: “os juízes exercitam o poder e onde há poder deve haver responsabilidade. Um poder não sujeito a prestar contas representa uma patologia.” Continue lendo “Controle externo dos poderes”

