Mariana

Foi numa madrugada fria de junho de 1978 que conheci o verdadeiro Hector Gulberti. Argentino, cara de cantor de tango, um dia viera pedir-me emprego na redação do Jornal da Cidade, de Jundiaí, do qual eu era o redator-chefe. Apresentou-me como única credencial a declaração verbal de que trabalhara na diagramação do El Clarín, diário de Buenos Aires. Continue lendo “Mariana”

Pega na mentira

Hábito ou vício, há tempos a mentira é classificada como doença – mitomania ou pseudolalia, o transtorno da mentira. Não são raros os políticos que sofrem desse mal ou que são treinados sob a regência desses distúrbios. Continue lendo “Pega na mentira”

Mickey, o rato que já não anda por aí

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Anda por aí um Rato com o nome dele. Mic­key Roo­ney nas­ceu atrás de um palco, nos bas­ti­do­res de um tea­tro. A mãe era bai­la­rina, ou melhor, e se não for­mos dos que têm a mania de andar sem­pre em pon­tas, era corista. O pai, um Homem Banana, cómico que, se que­ria que o público se risse, tinha de dar o corpo ao mani­festo. Continue lendo “Mickey, o rato que já não anda por aí”

Myltainho

Myltainho não era propriamente um ser humano: era mais uma espécie de lenda.

Embora fosse mais novo que eles, era uma lenda assim como Ewaldo Dantas Ferreira, como Paulo Francis, como Alberto Dines, como Samuel Weiner. Isso, é claro, para mim – mas acredito que também para muita gente da minha geração, que começou no jornalismo em 1970, por aí. Continue lendo “Myltainho”

Más notícias do país de Dilma (139)

A semana que passou teve uma boa notícia: na segunda, dia 5, o IBGE anunciou que vai manter a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua tal como anteriormente planejado. No dia 3 de junho, será divulgada normalmente a taxa de desemprego nacional no primeiro trimestre. Continue lendo “Más notícias do país de Dilma (139)”

A mulher nua

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Em con­vul­são meta­fí­sica ou embalo esté­tico, o cinema gosta da mulher nua. Fruto de minu­ci­osa inves­ti­ga­ção, deixo-vos uma lista de temas, situ­a­ções e luga­res que os fil­mes usa­ram como des­culpa para a despir. Continue lendo “A mulher nua”

O homem que queria ser presidente

O tempo é o senhor da razão. A verdade é filha do tempo. A primeira máxima é de autoria desconhecida; a segunda é atribuída a Marco Tulio Cicero (106 aC, 43 aC). Mas quanto tempo é preciso que escoe para que a razão e a verdade se revelem mais precisas e despidas de equívocos grosseiros sobre acontecimentos relevantes e também sobre pessoas que deles participaram? Continue lendo “O homem que queria ser presidente”