Macaco!!!, macaco!!!, macaco!!!…

No embalo de mais uma ofensa racista entre as muitas que têm ocorrido nos campos de futebol do Brasil e mundo afora, esta última, a de torcedores do Grêmio contra o goleiro santista Aranha, me leva a viajar no tempo para resgatar um episódio que testemunhei há uns 20 e tantos anos. Ele me serve para mostrar como nem sempre as coisas são como nossos olhos vêem e nossos ouvidos escutam. Continue lendo “Macaco!!!, macaco!!!, macaco!!!…”

Uma gente diferenciada, que nunca precisou de cota

“No dia em que os filhos do pobre e do rico, do político e do cidadão, do empresário e do trabalhador, estudarem na mesma escola…nesse dia o Brasil será o país que queremos.” Eduardo Campos

Provavelmente Eduardo Campos teria ficado satisfeito se soubesse que meninos pobres, como, por exemplo, um certo Joaquim Barbosa, filho de um pedreiro, e meninos ricos, como um certo Fernando Collor de Mello, filho de um senador, estudaram, nos anos 70, nas então prestigiadas escolas públicas CASEB e Elefante Branco, situadas na Asa Sul de Brasília. Continue lendo “Uma gente diferenciada, que nunca precisou de cota”

Marina, Renan & Cia.

Em outubro do ano passado, quando o TSE impediu a criação da Rede de Sustentabilidade, partido que Marina Silva tentou criar e ainda quer fazer para si, o PT comemorou. Os petistas temiam. Era enorme o risco de ter a ambientalista acreana como adversária. Continue lendo “Marina, Renan & Cia.”

Os tiros fizeram do carro um passador

Faye Dunaway and Warren Beatty in Bonnie and Clyde, 1967. (Evere

Quando a conheci, já ela mor­rera há ses­senta anos. Conheci a Bon­nie que Clyde amou, em 1994, na man­são de um big shot do cinema, em Beverly Hills. Sábado e sol de Maio, duas ban­das de jazz, vas­tos rel­va­dos, as mesas sob tol­dos pro­tec­to­res. Podia ser a festa do crisma do filho de Michael Cor­le­one, no God­father part II. Continue lendo “Os tiros fizeram do carro um passador”

Aqui os sinos não dobram mais

(…) a morte de qualquer homem me diminui, porque faço parte da humanidade; assim, nunca perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti. John Donne (1572-1631)

Somos diariamente feridos pelas notícias que vêm do Oriente Médio. Morrem às centenas, fuzilados, apedrejados, enforcados, bombardeados, decapitados. São guerras intermináveis, brutais, e o mundo dito civilizado, pranteia esses mortos. Continue lendo “Aqui os sinos não dobram mais”

O que não está lá

“No engano por desinformação ativa, a ilusão é positiva. A discrepância entre realidade e aparência consiste em induzir um organismo a ver coisas, a formar imagens deturpadas ou a distrair-se momentaneamente. A perceber algo, em suma, que não está lá”. Continue lendo “O que não está lá”

A nova velha política

Política no Brasil sempre foi personalista e, não raro, os partidos políticos são satélites girando em torno de personas. O PTB de Getúlio Vargas, o PDT de Leonel Brizola, o PMDB de Ulysses Guimarães são alguns exemplos. Mas nesse quesito o Partido dos Trabalhadores é imbatível: sem Lula o PT não respira. O horário eleitoral dito gratuito no rádio e na TV é só mais uma prova disso. Continue lendo “A nova velha política”

Conta outra, vó – O ladrão ladino (4) Origens

Nota: Conforme eu tinha dito na nota inicial deste conto, sua parte final sempre foi intrigante porque nunca encontrei uma variante em outro livro. Finalmente, há dois anos, achei uma narrativa que certamente é a sua origem. É o capítulo 121 do segundo livro da História, de Heródoto (480-425aC). Continue lendo “Conta outra, vó – O ladrão ladino (4) Origens”

Tragédia em agosto, incerteza em outubro

A manchete da The Economist de 16 de agosto foi simples: “Tragic August, uncertain October “.

Não é a primeira vez que o mês de agosto nos machuca, assim como não é a primeira vez que outubro se aproxima com sua carga de incertezas, medo e campanhas irritantes, “sempre mais do mesmo”. Continue lendo “Tragédia em agosto, incerteza em outubro”