Viagem ao inferno bolivariano

Quem conheceu a Venezuela há 30 anos não a reconhece hoje, tamanhas e tão profundas são as mudanças na vida do país. Quando atravessei a fronteira pela primeira vez, o petróleo, cotado a preços estratosféricos, carreava bilhões de dólares para os cofres do governo e garantia uma fartura de produtos que chegavam do mundo todo. As importações só não eram maiores que a exportação do óleo cru que jorrava – e ainda jorra – das maiores reservas mundiais que se espalham pelo subsolo. Continue lendo “Viagem ao inferno bolivariano”

Um bando de frustrados sexuais

Jorge de Sena dizia que, por vezes, os fran­ce­ses nos tiram o ar todo com um sublime soco no estô­mago. Falava de lite­ra­tura e pode­ria muito bem estar a falar da beleza cele­rada de um verso de Rim­baud. Pego-lhe nas pala­vras para come­çar a falar da beleza cele­rada de Paul Gégauff, poeta dos argu­men­tos dos fil­mes da Nou­velle Vague que cons­truí­ram o torpe ima­gi­ná­rio da minha geração. Continue lendo “Um bando de frustrados sexuais”

A quarta vitória de Lula

Numa campanha milionária e feia, indigna de um ex-presidente, dizendo tudo que lhe vinha à cabeça porque o importante era a vitória de dona Dilma, não por ela, nem pelo Brasil, mas por ele mesmo que, em 2018, quer de volta a faixa presidencial, Lula venceu mais uma vez. Continue lendo “A quarta vitória de Lula”

O menino, o benzedor e a galinha preta

Nasci em Nova Europa, região central do Estado de São Paulo, mas ainda recém-nascido fui levado por minha mãe para a Mombuca, uma seção da Fazenda Guatapará, um enorme latifúndio de 17 mil hectares espalhados pelo município de Ribeirão Preto, onde passei parte da minha infância convivendo com as sequelas da pólio. Continue lendo “O menino, o benzedor e a galinha preta”

Uma pausa – mas o murro em ponta de faca continua

Esta semana já não tem mais o “Más notícias do país de Dilma” naquele formato que virou até tradicional. Más notícias houve, é claro, e muitas, nos últimos sete dias, assim como ao longo dos quatro últimos anos. A pior de todas, é claro, foi aquela das 8 horas da noite do domingo, 26 de novembro. Continue lendo “Uma pausa – mas o murro em ponta de faca continua”