A presidente Dilma disse que é hora de desmontar os palanques e de “saber ganhar ou perder”. Continue lendo “O poder e a sedução do monólogo”
Viagem ao inferno bolivariano
Quem conheceu a Venezuela há 30 anos não a reconhece hoje, tamanhas e tão profundas são as mudanças na vida do país. Quando atravessei a fronteira pela primeira vez, o petróleo, cotado a preços estratosféricos, carreava bilhões de dólares para os cofres do governo e garantia uma fartura de produtos que chegavam do mundo todo. As importações só não eram maiores que a exportação do óleo cru que jorrava – e ainda jorra – das maiores reservas mundiais que se espalham pelo subsolo. Continue lendo “Viagem ao inferno bolivariano”
Assim na padaria como no céu
O peito de peru na chapa ganhou os ares! Ainda deve haver padarias de bairro em que o freguês, com dinheiro curto, achega-se ao balcão e pede o sanduíche. O balconista repete a ordem ao chapeiro, vibrante: “Sai um peito de peru na chapa”. Continue lendo “Assim na padaria como no céu”
Marina fala
Impressionante: ela está no momento exato de querer falar tudo! Continue lendo “Marina fala”
Combate à corrupção? Dilma adia
Quatro dias depois de ser reeleita, a presidente Dilma Rousseff adiou por seis meses a entrada em vigor da lei das ONGs, que estabelece regras mais rígidas para a contratação de entidades sem fins lucrativos. Continue lendo “Combate à corrupção? Dilma adia”
Um bando de frustrados sexuais
Jorge de Sena dizia que, por vezes, os franceses nos tiram o ar todo com um sublime soco no estômago. Falava de literatura e poderia muito bem estar a falar da beleza celerada de um verso de Rimbaud. Pego-lhe nas palavras para começar a falar da beleza celerada de Paul Gégauff, poeta dos argumentos dos filmes da Nouvelle Vague que construíram o torpe imaginário da minha geração. Continue lendo “Um bando de frustrados sexuais”
A quarta vitória de Lula
Numa campanha milionária e feia, indigna de um ex-presidente, dizendo tudo que lhe vinha à cabeça porque o importante era a vitória de dona Dilma, não por ela, nem pelo Brasil, mas por ele mesmo que, em 2018, quer de volta a faixa presidencial, Lula venceu mais uma vez. Continue lendo “A quarta vitória de Lula”
A vida curta da mentira eleitoral
Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia.
Bom esse Shakespeare. Sabia das coisas. Não votava nem no PT nem no PSDB mas era antenado na tal da alma humana. Continue lendo “A vida curta da mentira eleitoral”
O menino, o benzedor e a galinha preta
Nasci em Nova Europa, região central do Estado de São Paulo, mas ainda recém-nascido fui levado por minha mãe para a Mombuca, uma seção da Fazenda Guatapará, um enorme latifúndio de 17 mil hectares espalhados pelo município de Ribeirão Preto, onde passei parte da minha infância convivendo com as sequelas da pólio. Continue lendo “O menino, o benzedor e a galinha preta”
Uma pausa – mas o murro em ponta de faca continua
Esta semana já não tem mais o “Más notícias do país de Dilma” naquele formato que virou até tradicional. Más notícias houve, é claro, e muitas, nos últimos sete dias, assim como ao longo dos quatro últimos anos. A pior de todas, é claro, foi aquela das 8 horas da noite do domingo, 26 de novembro. Continue lendo “Uma pausa – mas o murro em ponta de faca continua”
Recém-eleita – e já pato manco
É uma regra universal: não há ninguém mais poderoso, numa democracia, do que um presidente recém-eleito. Continue lendo “Recém-eleita – e já pato manco”
Volume morto
Em benefício do fígado e do bolso, a lei seca baixou aqui em casa nas segundas e terças. No resto da semana, tomamos os drinques regimentais, em um happy hour tardio. Continue lendo “Volume morto”
Não vamos nos dispersar
Dilma venceu. Pode-se – e devemos fazê-lo – discutir os métodos para se chegar à vitória: mentiras, agressões pessoais, desconstrução, a palavra-chave desta campanha. Muito ódio. Continue lendo “Não vamos nos dispersar”
Tivemos 51 milhões de votos
É assim: não dá para venezuelar, argentinizar, bolivarizar. Continue lendo “Tivemos 51 milhões de votos”
Brigitte Bardot casou virgem
Brigitte Bardot é a antítese – antítese marxista, mesmo – de Marilyn Monroe. O léxico de BB nem sequer incluía a palavra “sexo”; já o léxico de Marilyn não precisava de mais nenhuma. Continue lendo “Brigitte Bardot casou virgem”


