Eu acho exactamente o contrário. Não sei se importa alguma coisa saber-se do que é que estamos a falar. Seja, então, de Meryl Streep. Se disserem que Meryl Streep, de Kramer vs Kramer a The Bridges of Madison County, faz sempre de Meryl Streep, eu discordo. Continue lendo “Pensas que és tu e se calhar és a Meryl Streep”
22 de dezembro de 2014
Essa data ficará marcada como o dia da mensagem de Natal mais severa que um Papa fez aos cardeais que compõem a Cúria Romana, a mais alta cúpula do Vaticano. Francisco não poupou palavras para descrever tudo que há muitos anos corre à boca pequena pelos corredores da Basílica. Continue lendo “22 de dezembro de 2014”
Conto de Natal
A presidente da República anunciou ontem a demissão da diretoria da Petrobras e agradeceu a imprensa pela publicação das denúncias reveladoras sobre a corrupção na empresa. Ela afirmou que abandonará a prática de loteamento político das diretorias da empresa e introduzirá métodos profissionais de governança corporativa. Continue lendo “Conto de Natal”
Cobram caro, roubam muito e querem mais
Impostos de Primeiro Mundo, serviços de Terceiro e de quinta qualidade. Uma equação insana que piorou muito na última década. Dados divulgados pela Receita Federal apontam que os tributos cobrados dos brasileiros bateram em 35,95% do PIB. É a mais alta proporção desde 2004, quando o indicador foi criado, e a 13ª maior do mundo. Continue lendo “Cobram caro, roubam muito e querem mais”
Hemingway, o cinema e o copo de cerveja do pai
Para Hemingway, Hollywood estava longe de ser o Paraíso na Terra. Hollywood era a selva dos produtores de filmes, onde o escritor é a gazela a fugir da boca de leão do produtor: “Vamos ter com o produtor à fronteira da Califórnia. Atiramos-lhe com o livro para o lado de lá. Ele atira-nos com o dinheiro para o lado de cá. Saltamos para o carro e guiamos de volta como o diabo a fugir da cruz.” Continue lendo “Hemingway, o cinema e o copo de cerveja do pai”
Eu caminhava no meio da maré do Natal
Faz muitos dezembros que boto aqui reclamações contra dezembro, contra o clima de Natal, a correria, a necessidade premente, forte, urgente, violenta, de estarmos todos absolutamente felizes. Continue lendo “Eu caminhava no meio da maré do Natal”
Quem blinda quem?
Humpty Dumpty sat on a wall.
Humpty Dumpy had a great fall.
All the king’s horses and all the king’s men
Couldn’t put Humpty together again.
Humpty Dumpty, o ovo com rosto, braços e pernas, sentava muito pimpão no muro alto, apesar dos conselhos para que não o fizesse, dada sua fragilidade. Continue lendo “Quem blinda quem?”
O indestrutível vírus da liberdade
Os cubanos perceberam que havia alguma coisa fora do comum acontecendo quando grupos de pessoas começaram a juntar-se na rua em volta de aparelhos de TV. E não era jogo da Champions League. Continue lendo “O indestrutível vírus da liberdade”
A virada do século
Ao dar um passo inexorável para o fim do bloqueio a Cuba e para a normalização das relações entre os EUA e o país caribenho, o presidente Barack Obama contribuiu enormemente para a humanidade deixar o século XX. Finalmente o mundo vai ingressar no terceiro milênio. Continue lendo “A virada do século”
Acabou a Guerra Fria, começou a acabar a ditadura
Podem achar que sou um babaca, um idiota, mas vou dizer: o discurso de Barack Obama sobre Cuba me comoveu profundamente. Profundamente. Que coisa louca, fascinante, ver a História acontecendo diante de você. Continue lendo “Acabou a Guerra Fria, começou a acabar a ditadura”
A desgraça de ficar sem Graça
Diz a lenda que jabuticaba só existe no Brasil. Ainda que a tese seja controversa, já que há espécies nativas catalogadas no México, tudo aquilo, especialmente absurdos só vistos por aqui, é comparado com a frutinha negra. Seria mais exato se isso fosse feito em relação à Petrobras, possivelmente a única empresa estatal do mundo que carrega em si o orgulho de uma nação. E, agora, a vergonha. Continue lendo “A desgraça de ficar sem Graça”
Emídio Rangel em Nova Iorque
Se lá estivesse o Al Pacino de Serpico, não seria melhor. Na 5ª Avenida, à boca do metro, montara-se o inferno. Povo, polícia, o circo da televisão. Bandidos em fuga tinham reféns os passageiros do metro. Cortou-se o trânsito, fechou-se o metro. Esperava-se o som e a fúria das metralhadoras dos NYPD blues. Continue lendo “Emídio Rangel em Nova Iorque”
Palavras que o vento não leva
Em 2003, numa cena patética nos corredores do Congresso, Maria do Rosário e Jair Bolsonaro discutiram em termos bem pouco edificantes.
Indefensáveis os dois, em minha opinião. Continue lendo “Palavras que o vento não leva”
Um discurso ou o dinheiro de volta
Entre dezenas de debates inúteis que enchem de som e fúria as redes sociais, onde hoje se localizam as trincheiras da guerra ideológica, está aquele que pretende determinar, afinal de contas, se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha da corrupção. Continue lendo “Um discurso ou o dinheiro de volta”
Tudo, tudo, tudo. Todo mundo
Da agenda do vô:
Tudo, tudo, tudo. Todo mundo.
Marina tem dito isso, nos últimos dias. Marina é uma coletivista – quer tudo amplo, irrestrito, pleno, plural, geral. Continue lendo “Tudo, tudo, tudo. Todo mundo”






