Mais uma vez o PSDB vive o drama shakespeariano. O dilema é participar ou não do governo Michel Temer. Diante do histórico dos tucanos, a nova dúvida existencial seria cômica não fosse a extrema gravidade do momento. Nele, não há o menor espaço para ambiguidades. Não cabe a postura de semi-governo ou semi-oposição. Continue lendo “Sem ambiguidades”
Saudade verde musgo, úmida e pegajosa
Tem dia que parece que não vou aguentar esse turbilhão de sentimentos confusos e doloridos, aí escrevo. Colocando pra fora alivia algumas respirações. Continue lendo “Saudade verde musgo, úmida e pegajosa”
Como é que choro?
Voltamos sempre às mesmas discussões. Há sempre a remota hipótese de o PCP estar enganado e a Coreia do Norte não ser uma democracia. E mesmo que uma inesperada maioria da Assembleia da República fuja com o rabo à seringa, uma injecção de “Estado de Direito” no regime de Luanda era coisa que os nossos irmãos angolanos agradeceriam. Outra velha e amena discussão é a da qualidade artística de Hollywood. Continue lendo “Como é que choro?”
Tempos de dedos lépidos sobre telas sensíveis
Como um deputado, estive no interior e fui acompanhado em todos os passos pela assessoria. Não fui inaugurar obra, nem receber comenda na Câmara Municipal, mas a cobertura foi grande. O problema é que eu nem suspeitava da minha situação de noticiável. Continue lendo “Tempos de dedos lépidos sobre telas sensíveis”
A democracia exige respeito
Alívio. Nas Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff poupou o Brasil do vexame da denúncia de um golpe que não é golpe que ela insiste em dizer que é golpe. Foi prudente, comedida e elogiada. Não pelo que falou, mas pelo que não disse. Poucas horas depois, pôs tudo abaixo. Continue lendo “A democracia exige respeito”
“Mas a senhora veio pedir asilo? Não pode voltar ao Brasil? É isso?”
Escrevo este artigo na quinta-feira, 21 de abril, dia em que dona Dilma embarcou para Nova York determinada a fazer um pronunciamento bomba no plenário da ONU e, também, se puder, repeti-lo em entrevistas a jornalistas que estão cobrindo a Conferência. Continue lendo ““Mas a senhora veio pedir asilo? Não pode voltar ao Brasil? É isso?””
Do ABC aos grotões
O mapa da votação na Câmara Federal aponta uma dessas ironias da História. No seu nascedouro, no ABC paulista, o lulo-petismo pintou como produto da modernidade do desenvolvimento capitalista – a exemplo de outros partidos operários que se erigiram em poder em países capitalistas e, de fato, criaram um ordenamento social mais justo. Continue lendo “Do ABC aos grotões”
As 70 mil pragas do lulo-petismo
São muitas, muitas, muitas as pragas que o lulo-petismo disseminou pelo país ao longo destes 13 anos, 3 meses e tanto, e com as quais o Brasil terá que conviver ainda por um longo tempo, antes de conseguir exterminá-las. Continue lendo “As 70 mil pragas do lulo-petismo”
Louvor do tráfico
Ao escrever no Expresso, não faço mais do que dar aos jornais o que os jornais me deram a mim. Quando era adolescente, com aspirações a James Dean, vi em Luanda filmes que não devia ver. Não por serem proibidos. Sucede que os lugares em que me sentava eram os de alguém que não tinha ido. Continue lendo “Louvor do tráfico”
Na Avenida Paulista, sem alegria
Desta vez, não me deu alegria andar pela Avenida Paulista no meio de manifestação de Fora, Dilma, Fora, PT. Justamente o dia da votação do pedido de impeachment no plenário da Câmara – e não saí da Paulista me sentindo bem, alegre, animado. Continue lendo “Na Avenida Paulista, sem alegria”
É o fim
Entre 130 e 135 votos declarados em um colégio de 513 deputados. Isso é o máximo que a presidente Dilma Rousseff, o ex Lula, o PT e companhia conseguiram arregimentar em meses de despudoradas barganhas para evitar o impeachment. Um fiasco que, independentemente do resultado da votação deste domingo, sepulta o governo. Continue lendo “É o fim”
Os amigos de Marina
Foi uma absoluta delícia a festa que Marina fez hoje com um grande monte de amiguinhos. Ela curtiu demais, demais, demais, daquele jeito de quando ela está especialmente alegre, com pulinhos, corridinhas, gritinhos, exclamações de puro prazer. Continue lendo “Os amigos de Marina”
Ética?
Coitadinho do Brasil! Foi tomado por algum mosquito que além de dengue, chicungunha, zika, febre amarela, mexe com a sanidade mental de quem deveria ser firme e claro em suas decisões e posturas. Continue lendo “Ética?”
O velhinho vai vacinar
Nada como um dia depois do outro, dizia minha mãe, uma eterna recitadora de frases da sabedoria popular.
Beijou a lona
A presidente Dilma Rousseff pode não admitir. Pode fazer leitura cor-de-rosa da votação na Comissão Especial da Câmara, mas não conseguirá empanar a nua e crua realidade. O governo beijou a lona no primeiro round do impeachment. Continue lendo “Beijou a lona”




