Agora vejam o herói. Tem um nórdico metro e cinquenta e dois e ia ganhando a guerra. Mas antes de falar deste finlandês de olhos agudos e mãos camponesas nas quais quase podemos apalpar a ternura com que o indicador direito acaricia o gatilho, deixem-me chamar aqui os canalhas. Continue lendo “O herói e os canalhas”
O Brasil tem que parar Bolsonaro
Por insanidade, egocentrismo, cálculo político, má-fé ou tudo isso junto, na semana passada o presidente Jair Bolsonaro iniciou mais uma guerra. Disparou tiros para todo lado, alguns fatais, como o afrouxamento do isolamento social, outros nos seus próprios pés. Na tentativa de destruir desafetos, acertou a culatra ao dar palanque nacional aos governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, pré-candidatos à Presidência em 2022. Continue lendo “O Brasil tem que parar Bolsonaro”
Anotações de um confinado, volume 2
Se minha situação fosse de preso na penitenciária, teria uma pequena vantagem. A leitura de livros abate tempo de pena. Livros, tenho. Mas o tempo de reclusão está nas mãos de nossas autoridades da área de saúde. Bem, espicho o olho para os mirrados salvados da mudança de minha casa para um apartamento. Continue lendo “Anotações de um confinado, volume 2”
Manicômio!
Procurando ainda as palavras para definir a situação em que se encontra o mundo e, especialmente, a situação em que o presidente Jair Bolsonaro colocou o Brasil depois do seu pronunciamento da última terça-feira, mas não encontro. Continue lendo “Manicômio!”
O país precisa achar uma forma de se livrar desse doente
Jair Bolsonaro quer que as escolas sejam reabertas, que o comércio seja reaberto. Assinou medida provisória para que igrejas e lotéricas fiquem abertas. As escolas continuam fechadas. O cardeal-arcebispo Dom Odilo Scherer determinou que as missas em São Paulo continuem suspensas. As ruas das maiores cidades do Brasil estiveram tão vazias nesta quinta-feira quanto estavam na terça, antes do pronunciamento hara-kiri do presidente da República. Bolsonaro fala, o Brasil responsável toca em frente. Continue lendo “O país precisa achar uma forma de se livrar desse doente”
#AcabouBolsonaro
Em cadeia nacional de rádio e televisão, Jair Bolsonaro encaminhou à Câmara dos Deputados o pedido de seu próprio impeachment. Levou 4 minutos para ler o texto. Continue lendo “#AcabouBolsonaro”
A calamidade pública número um
“A calamidade pública número um não é o coronavírus”, diz o título do artigo de Rolf Kuntz publicado em O Estado de S. Paulo no domingo, 22/3. “A número um, a maior e mais perigosa, assola o País há mais de um ano, pondo em risco a economia, a cultura, a gramática, as instituições, a natureza, o decoro e a saúde pública.” Continue lendo “A calamidade pública número um”
O papa apóstata

De que cor são os olhos do Papa Francisco? Apesar de já se ter derramados sobre eles a indecifrável cor da velhice, são claros como os do meu avô Brigas, que ofereceu o corpo a cargas contrabandistas, antes de ser emigrante na Argentina. Terá o avô Brigas cruzado em Buenos Aires o menino Bergoglio? Que interessa. O que eu queria dizer é que os olhos de Francisco se iluminam sempre que sorri. Ou seja, iluminam-se muitas vezes. Continue lendo “O papa apóstata”
Brincar com Marina nos tempos do cólera
Hoje brincamos com Marina por quase duas horas, pela primeira vez depois de um tempo imenso sem vê-la. Ela parecia alegrinha, felicinha feito pinto no lixo, como sempre que a gente se vê e brinca. Continue lendo “Brincar com Marina nos tempos do cólera”
Lila Covas
Sobre a mesa de Dona Lila Covas havia algumas barrinhas de chocolate, quando ela me recebeu, no Palácio dos Bandeirantes. “São para minhas netas”, disse. Começamos a conversar sobre netas, porque contei que tinha duas. Logo ela pegou duas barrinhas e mandou para elas. A conversa, digo, entrevista, seguiu descontraída. Continue lendo “Lila Covas”
#ForaPopulismo
Populismo é uma praga. Devasta países, asfixia a democracia, escraviza povos. Uma peste indomável, disseminada igualmente pela direita e pela esquerda. Nas crises, a capacidade destrutiva dos populistas fica ainda mais escancarada. Indisfarçável, explode diante da mais grave pandemia global dos tempos modernos. Continue lendo “#ForaPopulismo”
Colaborando com Eduardo Bananinha
O vice Hamilton Mourão, querendo defender Eduardo Bolsonaro, foi engraçado, mas não foi verdadeiro. Como assim o Zero-Zero não representa o governo? Ele, além de ser filho do presidente da República, não é um parlamentar brasileiro, não é, segundo consta, o deputado mais votado do Brasil nas últimas eleições? Continue lendo “Colaborando com Eduardo Bananinha”
Virulência!
Eita semaninha infectada essa!
O Coronavírus, que não passava de uma fantasia até a terça-feira passada na cabeça do nosso presidente, está se transformando numa poderosa arma destruidora de vidas e, ao que tudo indica, de neurônios também, pelo tanto de besteira que se tem ouvido e visto por aí. Continue lendo “Virulência!”
“Bolsonaro não é um presidente, mas um estorvo”
Na hora, e naquele local, pareceu totalmente absurdo, inadequado, extemporâneo. No portão do Palácio da Alvorada, no meio da claque reunida para aplaudir e macaquear o presidente em sua chegada ao fim do expediente, no início da noite de segunda-feira, 16/3, o haitiano disse: – “Bolsonaro, acabou. Você não é presidente mais.” Continue lendo ““Bolsonaro não é um presidente, mas um estorvo””
Feitiços contra feiticeiros
Gosto de apreciar o curso dos acontecimentos, é um suspense dos deuses. Uma magnífica história cifrada para desenvolver nossa argúcia e nossa sensibilidade. Vivemos tempos de feitiço contra feiticeiro em todo o mundo. No Brasil, então, a novela está imperdível. Continue lendo “Feitiços contra feiticeiros”



