Ná tem na voz um show

Ná Ozzetti escolheu o Sesc Pompéia para apresentar, em duas noites, as de sábado, 9, e domingo, 10 de fevereiro, o show em que comemora 40 anos de carreira. Não poderia mesmo ser outro lugar: Ná Ozzetti e o teatro do Sesc Pompéia combinam perfeitamente, como feijão com arroz, goiabada e queijo. Continue lendo “Ná tem na voz um show”

Ângela

No começo dos anos 90, Ângela Maria estava em um período longe dos holofotes. Lucy Dias quis entrevistá-la para a Marie Claire, que, esta sim, estava no auge do brilho, nova, inovadora, com uma redação de mulheres tão talentosas quanto aguerridas, sob o comando de Regina Lemos. Continue lendo “Ângela”

Back in the USSR

As coisas da cabeça da gente. Outro dia me ocorreu, e ficou pipocando na minha cabeça, como é inteligente, gostosa, irônica, bem humorada, bem feita, bem sacada, a letra de “Back in the USSR”. Continue lendo “Back in the USSR”

O som de Renato e Almir é pura alegria

Não dá para saber, é claro, se ele se lembra, mas houve uma vez em que Renato Teixeira deu um show para menos de 20 pessoas. Eu me lembro: estava lá. Eu, Regina, Fernanda, Inês. Fiquei chocado, apavorado, em pânico, morrendo de vergonha por ele. Renato Teixeira era um dos meus grandes ídolos havia já alguns tempo, e eu não conseguia admitir que aquele pesadelo estava acontecendo de fato. Continue lendo “O som de Renato e Almir é pura alegria”

Marina e a música

Marina começou a ver o show dos Barbatuques absolutamente mesmerizada. É assim mesmo que ela fica diante de um desenho animado ou de show de música de que gosta, seja ao vivo, seja diante da TV: absolutamente mesmerizada. Marina tem uma capacidade de concentração que me impressiona desde sempre, e, quando ela está diante de algo que conhece, é de fato fantástico: ela abre aqueles olhões, fixa o que está vendo e nem sequer pisca. Continue lendo “Marina e a música”

Quem toca a bateria?

No mesmo dia em que a Cora Rónai, aquela arauta das modernidades, escreveu em O Globo mais um dos tantos obituários definitivos dos suportes físicos – livros, discos, LPs, CDs, DVDs, Blu-rays –, recebi uma mensagem do meu amigo e mestre Carmo Chagas perguntando quem toca a bateria em “Noite dos Mascarados” com Chico e Elis e quem toca a viola em “Felicidade (Felicidade foi embora)” com Caetano. Continue lendo “Quem toca a bateria?”

Belíssima Carly

Em 2005, o ano em que fez 60 anos, linda, forte, poderosa, após vencer um câncer, Carly Simon resolveu dar um tempo como compositora e fazer um disco só de covers, de canções dos outros. Gravou então Moonlight Serenade – como o nome indica, uma coletânea de clássicos, de standards da Grande Música Americana. Continue lendo “Belíssima Carly”

Mestre Antonio Candido

Em 1975, o ano em que nasceu minha filha, Antonio Candido escreveu:

“Adoniran Barbosa é um grande compositor e poeta popular, expressivo como poucos, mas não é Adoniran nem Barbosa, e sim João Rubinato, que adotou o nome de um amigo funcionário do Correio e o sobrenome de um compositor admirado. A idéia foi excelente, porque um artista inventa antes de mais nada a sua própria personalidade; e porque, ao fazer isto, ele exprimiu a realidade tão paulista do italiano recoberto pela terra e do brasileiro das raízes européias. Adoniran Barbosa é um paulista de cerne que exprime a sua terra com a força da imaginação alimentada pelas heranças necessárias de fora.”

Continue lendo “Mestre Antonio Candido”