José Mário Branco

Foi paixão daquelas imediatas, à primeira vista (no caso, à primeira audição). Paixão forte, poderosa. Ouvia as canções de Zé Mário sem parar, de novo, de novo, e de novo de novo. A abertura do disco – ruídos de uma estação de trem, que se ligava à primeira música, “Cantiga para pedir dois tostões”. Continue lendo “José Mário Branco”

Zé Mário, qual é a tua, ó meu?

Para onde foi, para tão longe, o Zé Mário que hoje nos deixou? Estava eu sentado, em Luanda, nos meus 17 anos, e quem me mostrou o primeiro álbum dele foi o Carlos Brandão Lucas. O nosso grande patrão Carlos, o António Macedo, o Artur Neves e o Emílio Cosme tinham-me adoptado e metido no programa Equipa, da Emissora Católica de Angola. E puseram-me a ouvir, e a Luanda inteira, o “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Continue lendo “Zé Mário, qual é a tua, ó meu?”

Walter Franco, o zen irrequieto

A música popular brasileira é uma coisa tão absolutamente rica, ampla, multifacetada, poderosa e, ao mesmo tempo, o Brasil é tão doido, que um compositor brilhante, genial, respeitado desde o primeiro momento pelos grandes e pela crítica, consegue a proeza de ficar conhecido como o mais maldito dos malditos. Continue lendo “Walter Franco, o zen irrequieto”

Disco-voador na Benedito Calixto

Na Praça Benedito Calixto, onde ficava, no subsolo de uma loja, o pequenino teatro Lira Paulistana – o palco do que veio a ser conhecido como a Vanguarda Paulista, onde surgiram para o Brasil o grupo Rumo, o Premeditando o Breque que iria virar Premê, Itamar Assunção, Arrigo Barnabé, o Paranga, Passoca – deve ter pousado um disco-voador. Continue lendo “Disco-voador na Benedito Calixto”

Maravilhosa Doris

Há quem menospreze Doris Day. Em especial quem conhece pouco ou quase nada de sua longa, extraordinária carreira, tanto na música quanto no cinema. Em especial entre aquelas pessoas de narizinho empinado que dizem adorar “cinema de arte” e detestar “cinema americano”. Continue lendo “Maravilhosa Doris”

Ná tem na voz um show

Ná Ozzetti escolheu o Sesc Pompéia para apresentar, em duas noites, as de sábado, 9, e domingo, 10 de fevereiro, o show em que comemora 40 anos de carreira. Não poderia mesmo ser outro lugar: Ná Ozzetti e o teatro do Sesc Pompéia combinam perfeitamente, como feijão com arroz, goiabada e queijo. Continue lendo “Ná tem na voz um show”