Só vai quem ainda não morreu

Morávamos quase na esquina de uma agradável avenida de Guarulhos, que corre ao lado do  bosque municipal. Trânsito moderado, uma grande paz. Caminhava-se pela calçada, ao lado do bosque, ouvindo o trinar dos pássaros. A idade nos tirou de lá (casa tem escada), e colocou em um apartamento. Ainda bem! Continue lendo “Só vai quem ainda não morreu”

O cara não passeia – viaja a trabalho!

Soube de fonte fidedigna (Mary Zaidan, a mulher dele) que Sérgio Vaz anda sem vontade de viajar.  Estranhei… quem não gosta de sair um pouco de casa e desfrutar as delícias de novos ares em plagas (perdão) distantes? Em dado momento percebi tudo. O que acontece com Sérgio Vaz é que ele não é um turista, um viajante, um itinerante – ele é um enviado especial. Vai a trabalho. Continue lendo “O cara não passeia – viaja a trabalho!”

O Brasil aos olhos do repórter

Meus filhos resolveram que o pai deles vai ter reportagens suas publicadas em um e-book. Equipe de edição: Mônica, editora; Danilo, diagramador (é designer gráfico); e Paulo, apoio na preparação dos textos. Há apenas um detalhe. Mônica quer a notícia por trás da notícia. Como fiz para levantar os dados, o trabalho de campo…  Muito interessante. Continue lendo “O Brasil aos olhos do repórter”

A escola de samba do capitão

Como quem pode, pode, ele tem todo direito de decidir criar uma escola de samba para desfilar na avenida.  O carro principal teria a forma de um palanque, com um microfone que ele empunharia durante o desfile, não para cantar (embora, na empolgação pudesse fazê-lo), mas para falar. Continue lendo “A escola de samba do capitão”

E se não houvesse jornalista para ouvir o capitão?

Bolsonaro passa os olhos pelo clipping  com notícias  de jornais e encontra uma que o desagrada especialmente. “Esses jornalistas são uns ***”, xinga, enquanto dá um soco na mesa. Aquilo fica entalado na garganta, tem que despejar o quanto antes nos jornalistas que o esperam à saída do Palácio.

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A deliciosa tradição do capeletti

Nos meus treze, catorze anos, comprei madeira e construí um cavalete, com séria intenção de fazer desenhos a carvão. O cavalete sustentava uma prancha de uns setenta por sessenta centímetros, que recebia a folha de papel. Desenhos, mesmo, fiz poucos. Mas minha mãe, Elza, gostou muito da prancha. Continue lendo “A deliciosa tradição do capeletti”

A Terra é plana

A pizza chegada pelo delivery, posta à minha frente, me trouxe uma lembrança de tirar o apetite. Um bando de camaradas que recebesse a mesma encomenda se alegraria por ter à mesa um alimento com o formato da Terra! Sim, os terraplanistas acham que redonda é bola de futebol. A Terra é plana como… uma pizza. Continue lendo “A Terra é plana”

Idéias brotam

Alucinação em uma noite abafada, a partir de um sofá. Happy hour tardia. Quantos e-books nos são oferecidos pelo celular, dia a dia, mês a mês? Se fosse água, inundaria a sala, o apartamento… o prédio. Continue lendo “Idéias brotam”

Com fones no metrô

Em uma viagem de metrô, em São Paulo, podem ocorrer-nos idéias divertidas. Na última que fiz, em uma manhã cálida, o trem com pouca lotação, oferecendo um cenário agradável nos trechos a céu aberto, notei um fato comum entre os passageiros que viajavam em pé, no espaço onde estão as portas.  O rosto da maioria deles constituía-se de uma boca, um nariz, dois olhos, dois ouvidos e dois fones de ouvido.  Continue lendo “Com fones no metrô”

O Caravelle sequestrado

A seção Há 50 Anos, publicada diariamente pela Folha, destoa do resto do jornal por suas fotos em preto-e-branco e fatos que passaram para a História, muitas vezes para o esquecimento. Imagine o susto de um veterano repórter ao correr os olhos pela seção e descobrir que cobriu os fatos ali relatados. Há meio século! Continue lendo “O Caravelle sequestrado”

Ermitão urbano

Do que precisa um ermitão para levar uma vida feliz? De um fone de ouvido, claro. O meu caso é um tanto estranho, seguramente desconhecido pela Ciência. Sou um ermitão urbano. Moro em apartamento, em bairro central. No tocante a abastecimento alimentar, rendo-me ao supermercado mais próximo. O problema está na oferta cultural. Continue lendo “Ermitão urbano”

Primavera. Mas…

A primavera chega, mas nada acontece! Os jardins, os parques não explodem em flores, a relva não nos oferece esplêndidos tapetes esmeraldinos, como, na primeira hipótese, poderia acontecer em um desenho animado; e, na segunda, no texto de algum livro antigo. Continue lendo “Primavera. Mas…”