A noite em que o Alemão fechou cedo

Pirou! É o que certamente diriam deste profissional se o vissem descendo a Sumaré diretamente para o Bar do Alemão mas entrando no restaurante ao lado! Imagino um colega de passagem parando o carro e me chamando, ô cara, você está louco, o Alemão é o do lado. No entanto… buscava exatamente o Não Lembro o Nome, de comida regional. Continue lendo “A noite em que o Alemão fechou cedo”

A PEC do reitor da UERJ estava em caixa alta

Nos velhos e bons tempos, quando se usava essa expressão, e não se supunha a existência da informática e do Google, os jornais eram escritos para entendimento “do engenheiro ao lixeiro (hoje coletor)”. Não usavam linguagem técnica como o economês ou o juridiquês, sem “traduzi-las” para o leitor. Tão pouco o deixavam sucumbir à hermética das siglas. Isto, se bem lembro, valia também para o noticiário da tevê. Continue lendo “A PEC do reitor da UERJ estava em caixa alta”

Um personagem liberto do autor

O autor não responde por gestos e palavras do personagem desta história. Esse tipo tem hábitos de trato social e costumes muito diferentes daqueles de seu criador – minha modesta pessoa. Tenho-me por cidadão equilibrado, razoável, sobretudo educado. Aquele… tire suas conclusões, pelo episódio que segue. Continue lendo “Um personagem liberto do autor”

Namoro na quarentena

O amor nos tempos do corona não tem nada a ver com aqueles do cólera, mas também não é fácil. Em uma família conservadora, como a de Evelyn, menos ainda. Ela também não facilitou nada. Deu um gole no café da manhã e disse: “O Robertinho é uma pessoa muito bacana”. “Quem?”, pergunta a mãe. “Meu namorado.” Continue lendo “Namoro na quarentena”

Enquanto o trânsito continuar fluindo

Anotações de um confinado

O quarto/ a parede dos fundos/ a janela moldurada por sua esquadria. Adiante, a cena da rua deserta. Começo da madrugada. Não se vê um único carro passar, ou mesmo apontar um farol distante. Isto é absolutamente inédito. Continue lendo “Enquanto o trânsito continuar fluindo”

Palavrão no Estadão!

Anotações de um confinado, volume 8.

Quem diria, o Estadão, aos 141 anos de idade, escrevendo palavrão. É verdade que só reproduziu os que foram ditos na assombrosa reunião de ministros da sexta-feira, 22 de abril, com Jair Bolsonaro, pelo próprio. Continue lendo “Palavrão no Estadão!”

Revolução na moda

Surjo na sala mal desperto, o cabelo desgrenhado, a barba enroscada, só não uma bituca de cigarro no canto da boca porque não fumo. Na mão levo um pé de meia furada, com o dedo indicador saindo pela avaria. “Credo!”, faz minha filha ao me ver. À pantomima, segue-se a condução coercitiva para o banheiro. Continue lendo “Revolução na moda”

Luiz Maklouf Carvalho

Luiz Maklouf Carvalho tinha, entre tantas qualidades, a ousadia. Este grande amigo que faleceu hoje, levado por um câncer aos 67 anos, deixa um legado de obras e prêmios importantes. Livros sobre Lula, Bolsonaro, para citar os mais recentes; prêmios Esso, Vladimir Herzog, Jabuti.  Continue lendo “Luiz Maklouf Carvalho”

Frevo lusitano

O isolamento faz a mente viajar por baús de lembranças, muitas delas já a pedir uma boa espanada na poeira. Por algum motivo, voltou-me à cabeça um tombo. Um tombo antigo, tombo de estudante num Portugal pós-revolução. Foi mais ou menos assim… Continue lendo “Frevo lusitano”

Há 102 anos, a terrível pandemia

Foram muitas, muitas casas de São Paulo com um pequeno pedaço de papel colado à porta. O sinistro papelucho era marcado pela tarja preta do luto. Antes que as mortes chegassem a centenas – a milhares -, ainda havia alguma esperança. A gripe espanhola matava milhões, na Europa e nos Estados Unidos, e em todo o mundo. Continue lendo “Há 102 anos, a terrível pandemia”

Um confinado na cozinha

Anotações de um confinado.

Entre uma garfada e outra, no almoço, preocupei-me com certo tipo de pessoa. O idoso que, além de carregar esse epíteto, perdeu a empregada na quarentena. A senhora que arrumava a casa e preparava as refeições. Continue lendo “Um confinado na cozinha”