Arquivos da Categoria: Valdir Sanches

Complô familiar

Descobri há pouco uma trama familiar contra objeto de uso profissional que me era caro. A peça, é verdade, tinha algum tempinho de uso, hã… duas décadas. Tratava-se de uma bolsa de lona verde, com duas divisões, e, costurados fora, dois bolsos. Como as que se vendiam em lojas de artigos para pesca e caça, quando esta não era proibida. Ler Mais »

Viagem sem sair da sala

O que vejo todas as noites, a partir do sofá onde sento. Primeiro plano, a mesinha de centro com o copo de bebida e o pratinho com tira-gosto. Ao fundo, encostados na parede, a velha (antiga) cristaleira com seus copos, e o etager, peça menor, de quatro gavetas. Ler Mais »

Mamute planaltino

Um mamute foi reproduzido no País, diante dos olhos da nação, e ninguém se deu conta. Evoluiu da forma embrionária para a adulta em uma incubadora nada discreta, o Parlamento, em Brasília. Sua natureza nem um pouco sutil avultou aos olhos na nação, e ainda assim não assombrou ninguém. Ler Mais »

Trocar pneus ou consertar o ar condicionado?

A poucos dias do verão, um sobrinho meu, o Rô, estava com os pneus do carro gastos, e pouco dinheiro. O que fez? Deixou os pneus para mais tarde e mandou consertar o ar condicionado do carro. Nós, da família, concordamos inteiramente com ele. Ler Mais »

Bem na selfie

Os policiais do Rio e Rogério 157, o preso, saíram muito bem na selfie feita pelos primeiros para comemorar a prisão do segundo, que foi parar nas primeiras páginas dos jornais. 157 mostrou que tem estilo para posar. Eu se fosse ele reclamaria o empréstimo de pelo menos uma pistola ponto 40, para não sair de mãos abanando. Ler Mais »

A alma aceita. O corpo não

Apesar da idade, tenho a alma aberta para a modernidade e os benefícios que nos proporciona. Agora descobri que, se a alma aceita, o corpo não. Faz uma semana que não consigo entrar e sair do prédio, a pé ou de carro. Ler Mais »

Janela Indiscreta

Peço às centenas de leitores que me acompanham (alô, tem alguém aí?) desculpas por falar mais uma vez da vida em apartamento. Mas vejam só. Ler Mais »

Sandro decide a parada

Neste domingo, 2, fez um ano que o Sandro Vaia partiu. Piscamos o olho e já faz um ano. No meu desconsolo, lembrei de um caso dos bons tempos do Jornal da Tarde. Ler Mais »

Empoderamento é a pqp!

Emponderamento é a mãe!

Talvez por achar que palavra também é moda, o portal do Estadão da quinta 16 traz este título para matéria sobre o São Paulo Fashion Week: “Estado faz manifesto contra assédio na SPFW com frases de emponderamento.” Ler Mais »

Tapera x gaiola

Este alquebrado correspondente de guerra dispensa luxos e só quer um lugar para descansar o esqueleto. Continuaria muito bem onde está, no velho casarão gasto, com árvores grandes que sombreiam o telhado. Mas vem a mulher, e diz: “A casa ficou grande”. “Ora”, replico, me fazendo de desentendido. “Está do mesmo tamanho que nós construímos.” Ler Mais »

Mulatas

Gostaria de fazer uma estátua para ela, em Ipanema, bem em frente de onde foi o Oba Oba, a casa de shows do Sargentelli. Poderia ser uma escultura como a do Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana (sem óculos). Com todo respeito ao poeta, as qualidades dela iriam despertar muito mais a atenção, iluminariam o lugar. Ler Mais »

Mas por que é que os fracos têm que ter vez?

Pensando bem, Trump tem razão. Os mais fortes tudo podem e seus interesses têm que ser respeitados. Veja no dia-a-dia. Venho vindo com meu carro e um sujeito começa a atravessar a rua. O que é mais justo? Eu, motorizado, parar, ou ele se colocar no seu lugar e voltar para a calçada, de onde só pode sair quando não houver carros a vista? Ler Mais »

Cuidado. Texto com caturrices

Tínhamos, na casa onde eu morava, antes de me encarcerar em apartamento, uma chapeleira na entrada da sala. Peça antiga, bela, que servia à decoração, mas onde, afinal, penduravam-se casacos e guarda-chuvas. Ler Mais »

Civilização. Civilidade

O jeito de ser no nosso País pouco mudou desde que o bispo Sardinha foi comido pelos índios caetés, nos primórdios da nossa história. Os maus costumes à mesa certamente ficaram para trás, como tem mostrado JA Dias Lopes, o notável crítico e historiador de gastronomia. Mas em outros campos – da mentalidade burocrática, às maneiras, ao jeitinho, ao descumprimento de normas – continuamos mal. Ler Mais »

Do nariz de cera ao lead sumário

O jornalismo moderno reprimiu a veia literária de redatores e repórteres de meados do século passado. Acabou com o nariz de cera, então em uso. O nariz era um preâmbulo cheio de estilo, para criar o clima – e finalmente entrar na notícia. Ler Mais »