- :: O cronista presencia uma cena de amor canino. Por Antonio Contente
Na charmosa Ilha do Mosqueiro, perto de Belém do Pará, não abundam os gatos, mas, desde que me entendo, abundam os cachorros. Ler Mais »
- :: O segredo do fino e chique enólogo. Por Antonio Contente
Ele era um gentil-homem e gostava de vinhos. Não sei se estas duas realidades são siamesas, até porque conheço muitas pessoas que, mesmo sem apreciar um generoso Bordeaux ou alguns brancos de Sauternes-Barsac, são irrepreensíveis cavalheiros. Ler Mais »
- :: Antonio Contente deixa escapar, em seu texto, uma certa inveja de Jorginho, o playboy
Para ser franco, acho absolutamente fascinante uma pessoa viver longos 88 anos sem nunca ter trabalhado. Principalmente se, nessa quase centenária vagabundagem, usufruiu sempre daquilo que os trabalhadores classificam como “do bom e do melhor”. Ler Mais »
- :: A história do menino que assobiava. Por Antonio Contente
Confesso que jamais havia escutado um assobio igual. Fino, sibilante, penetrante, nem sei direito como defini-lo. A verdade é que passei a escuta-lo em muitas manhãs perto da minha casa, vindo dos lados do Portinho, mais forte ou mais fraco, dependendo do vento. Ler Mais »
- :: O personagem era peão de obra em Brasília; virou bilionário. Por Antonio Contente
No começo dos anos 60, numa Brasília vermelha de tanto barro, eu e ele batíamos bons papos num botequinho de vigésima categoria. O camarada, mineiro, tinha chegado à cidade como peão, pegara em enxadas e carregara pedras, porém, na época, já funcionava como mestre-de-obras. Ler Mais »
- :: A secretaria que ansiava por Paris, a mulher do melhor amigo. Por Antonio Contente
I
Quando a conheci, em 1991, no século passado, ela estava com 21 anos e não poderia haver coisa mais linda na face da terra. Como ostentava na mão direita vistosa aliança, nem foi preciso perguntar se era noiva. Ler Mais »
- :: Entre baratas e lagartixas e o programa do PMDB, preferiu as primeiras. Por Antonio Contente
Ele anda em torno dos 80 anos e mora numa bela e decadente mansão aqui mesmo no meu bairro campineiro. Não apenas o imóvel, como o próprio camarada, é o que resta de uma das antigas famílias da terra. Ler Mais »
- :: O capitão Ahab aporta no litoral do Pará. Por Antonio Contente
No ancoradouro da Enseada dos Pescadores há uma criançada que, geralmente à tarde, atira as linhas para pegar seus peixes. Desde que retornei à Praia do Camaburu, faz alguns dias, tenho observado a turma. Ler Mais »
- :: Sobre a valsa, o amor entre coroas e jovenzinhas e Billy Wilder. Por Antonio Contente
Não sei quantos filmes Billy Wilder, o diretor austríaco que morreu em 2002, fez com Audrey Hepburn, porém dois tenho certeza: Sabrina e Amor na Tarde, ambos deliciosos, como quase tudo que o falecido criou. Ler Mais »
- :: No apartamento ao lado, um casal que ouvia a Sonata para Piano nº 11. Por Antonio Contente
Faz tempo, faz muito tempo, fui morar numa velho prédio no bairro Campos Elísios, em São Paulo. Falo velho mas não era, necessariamente, um moquifo, uma cabeça-de-porco. Tinha dignidade e até, digamos, certa aura, certo charme. Ler Mais »
- :: Uma crônica sobre os últimos dias de mandato – mas de um outro presidente. Por Antonio Contente
Quando Madre Paulina, a santa brasileira, foi canonizada, beatificada ou algo parecido, em cerimônia no Vaticano, o presidente Fernando Henrique esteve lá. Assistiu à missa solene com a presença do Papa e, algumas pessoas garantem, até comungou. Ler Mais »
- :: Era um marinheiro inglês, naufragou perto do Pará, e voava com as moças. Por Antonio Contente
Malcolm Davenport, marinheiro inglês a caminho do Caribe, naufragou no Atlântico próximo da foz do Rio Amazonas no comecinho do século passado. Bom nadador, foi o único a se salvar, ajudado por precário salva-vidas a que se agarrou com unhas e dentes. Ler Mais »
- :: Como Eliza Doolittle, ele achou o caminho do mundo da fantasia. Por Antonio Contente
A grande verdade é que nós, os seres humanos, fomos feitos para a fábula. Poucos conseguem se inserir nela, alcançá-la, porém todos buscam, e a prova mais evidente disso é o imenso sucesso das dezenas de loterias que a Caixa Econômica Federal explora. Ler Mais »
- :: Um ornitólogo dinamarquês levou Mozart ao litoral do Pará. Por Antonio Contente
Sempre que chove à noite como hoje aqui em Campinas, uma chuva mítica e de lentos espantos, lembro de Lars Bjenikold. Imagine uma pequena cidade perdida no litoral do Pará, onde a estação das águas provoca dias de umidade tão intensa que as gotas de vapor chegam a escorrer em nossa própria alma. Pois ali eu tinha uma casinha, franciscana e simpática, há tempos. Ler Mais »
- :: Quando ela passava, vestido fresco sobre o corpo exato, todos se calavam. Por Antonio Contente
Foi então que, meio na fossa, resolvi, naquele verão, ir para uma cidadezinha na região de Serra Negra para procurar, como se dizia antigamente, meu eixo. Instalei-me numa pousadinha barata e, em poucos dias, estava relativamente bem inserido num pequeno grupo que, todo fim de tarde, ia tomar seus drinques no Ponto Chic. Ler Mais »