- :: Um ornitólogo dinamarquês levou Mozart ao litoral do Pará. Por Antonio Contente
Sempre que chove à noite como hoje aqui em Campinas, uma chuva mítica e de lentos espantos, lembro de Lars Bjenikold. Imagine uma pequena cidade perdida no litoral do Pará, onde a estação das águas provoca dias de umidade tão intensa que as gotas de vapor chegam a escorrer em nossa própria alma. Pois ali eu tinha uma casinha, franciscana e simpática, há tempos. Ler Mais »
- :: Quando ela passava, vestido fresco sobre o corpo exato, todos se calavam. Por Antonio Contente
Foi então que, meio na fossa, resolvi, naquele verão, ir para uma cidadezinha na região de Serra Negra para procurar, como se dizia antigamente, meu eixo. Instalei-me numa pousadinha barata e, em poucos dias, estava relativamente bem inserido num pequeno grupo que, todo fim de tarde, ia tomar seus drinques no Ponto Chic. Ler Mais »
- :: Seu Geraldo foi bom prefeito. Para seu azar (ou sorte?), ele se parecia com outro político. Por Antonio Contente
A rigor, a cidadezinha de Corumbebatêua, no litoral maranhense quase divisa com o Pará, ainda é um lugar paradisíaco. Praias lindas, poupadas e limpas, rodeadas por mangues absolutamente íntegros, vive dias de ventos constantes e noites de estrelas indesmentíveis. Ler Mais »
- :: Tempestade na Amazônia tem fúria de filme de Cecil B. de Mille. Por Antonio Contente
Na noite anterior à minha volta da simpática cidadezinha de Mocajuba para a ilha na foz do Rio Amazonas, onde ainda permaneço em retiro, desabou imenso temporal sobre o lugar, localizado numa poupada curva do Tocantins. Ler Mais »
- :: Lembranças de pérolas do Centro de São Paulo que não existem mais. Por Antonio Contente
Certamente, para mim, a cortina já havia se fechado há muito tempo, mas confesso que senti funda nostalgia, há dias, ao ler nos jornais que o lendário Cine Ipiranga, na avenida do mesmo nome, quase esquina da São João, na Capital, fechou. Ler Mais »
- :: A amiga preveniu Vivizinha: o namorado dela parecia um lobisomem. Por Antonio Contente
Quando ocorrem órbitas coincidentes, garantem os astrônomos, a lua cheia fica mais bonita, mais clara, mais, naturalmente, plena. Isso aconteceu recentemente e, segundo meus arquivos da chamada cultura inútil, é resultado do periélio, que é quando o Sol se aproxima da Terra. Ler Mais »
- :: O dia em que, em sua ilha no Pará, o veterano jornalista se viu como Tarzan. Por Antonio Contente
Nos velhos filmes de Tarzan com Johnny Weissmüller, o ruído de um hidroavião monomotor a passar sobre os domínios do Homem Macaco era, em geral, prólogo de boa aventura. Foi isso que senti anteontem quando, atento a ajeitar a linha de pesca, em busca do almoço, escutei o ronco. Ler Mais »
- :: “Queria enterrar o corpo do meu marido no seu cemitério”, disse a senhora. Por Antonio Contente
Ora, amigos, quem imagina que numa pequena ilha na foz do Rio Amazonas que abriga apenas dois moradores não acontece quase nada, cai em ledo engano. Ler Mais »
- :: Problema no Planalto: carta questiona o presidente sobre a flor inculta e bela. Por Antonio Contente
A um gabinete presidencial, como se sabe, chegam muitas cartas. Nestes tempos petistas a coisa não é diferente. E como ocorre em qualquer administração, as mensagens dificilmente sequer roçam as mãos do chefe do governo – há uma equipe de assessores que faz a triagem e responde o que é para responder. Ler Mais »
- :: Claudião se encanta com uma bela mulher. Por Antonio Contente
Claudião, o robusto Claudião, é aposentado e mora aqui no meu bairro. Fenômeno típico da realidade brasileira, conseguiu parar de trabalhar aos 45 anos e agora, aos 50, leva um vidaço. Ler Mais »
- :: O clima da Ilha do Marajó não devastou sua beleza. Tem olhos luminosos. Por Antonio Contente
Ágata me contou que veio para esta cidadezinha da Ilha do Marajó faz algumas semanas, e que ainda vai ficar alguns meses. Ela trabalha numa repartição do governo que tem escritório aqui, e está cobrindo o período de licença de uma colega. Ler Mais »
- :: Procura-se um chinês daqueles que sempre têm boas frases sobre a vida. Por Antonio Contente
Igual a muitas outras pessoas, não estou imune à mítica que se criou em torno da sabedoria chinesa. Muito disso se deve a livros e revistas, mas foi no cinema que o mito se cristalizou. Ler Mais »
- :: No auge da fama e da grana, o astro visitou uma profissional em Belém do Pará. Por Antonio Contente
Recebo aqui em Campinas e-mail do jornalista José Leal Paes, hoje morando em Belém do Pará após trabalhar durante bons anos no Estadão. Sua mensagem não poderia ser mais sucinta, apesar do enorme significado. Dizia, apenas: “Morreu ontem, no bairro do Guamá, a mulher do Errol Flynn”. Ler Mais »
- :: A trajetória de uma centenária peça onde Roosevelt se sentou em Belém do Pará. Por Antonio Contente
Só bem olhando é que se percebia que aquela não era uma cadeira comum. Tinha o encosto alto, e, tanto quanto o assento, era revestido com veludo verde-musgo. Os braços e detalhes do espaldar do móvel revelavam artísticos trabalhos. Flores, pequenas flores em relevo. Ler Mais »
- :: Aconteceu em 1943, no calor da Segunda Guerra e do verão amazônico. Por Antonio Contente
Durante a Segunda Guerra, os grandes astros de Hollywood dos anos 30 e 40 costumavam visitar as bases americanas espalhadas pelo mundo. Chegavam discretamente em vôos especiais das Forças Armadas americanas, faziam o que tinham que fazer e, discretamente, iam embora. Segundo a crença geral, o moral dos soldados crescia com a simples aparição dos artistas. Ler Mais »