O rega-bofe do aplauso necrófilo

O que pode levar alguém a aplaudir um genocida golpista? Um estrupício, um ergofóbico, como qualificou com perfeição (e uma pequena dose de sofisticação) O Estado de S. Paulo, em editorial do dia 4/4? Um sujeito com quem – segundo descreveu há pouco um empresário – não dá para falar a sério, porque só quer contar piada e falar palavrão? Continue lendo “O rega-bofe do aplauso necrófilo”

Há muito mais mortes pela pandemia onde Bolsonaro venceu

Ao tomar a votação no segundo turno de 2018 como um indicador da propensão dos habitantes de um município a seguir os péssimos exemplos e orientações do presidente Bolsonaro, vemos o que se espera: a taxa média de mortalidade por covid nos municípios onde Bolsonaro ganhou é 50% maior do que a média nos municípios onde perdeu. Continue lendo “Há muito mais mortes pela pandemia onde Bolsonaro venceu”

O cachimbo do sectarismo

Vem de longe o sectarismo de parcela da esquerda brasileira. Em diversas passagens da nossa história, confundiu quem era o inimigo a ser batido, fazendo o jogo de quem verdadeiramente ameaçava a democracia. Antes dos anos de chumbo, preferiu combater a conciliação de João Goulart em vez de somar forças em torno da candidatura de Juscelino Kubitschek e assim evitar o golpe militar de 1964. Continue lendo “O cachimbo do sectarismo”

O bolsonarismo luta para desestabilizar as polícias

Jair Bolsonaro e seus seguidores lutam incessantemente contra os princípios e as instituições democráticas nas mais diversas frentes. Tentam abalar o respeito das Forças Armadas pela Constituição, procuram dinamitar a imprensa livre, incitam a população contra o Legislativo e o Judiciário. Continue lendo “O bolsonarismo luta para desestabilizar as polícias”

Cai o mito do valentão

Na semana do trágico 31 de março, data que desde os tempos de deputado Jair Bolsonaro glorifica, o presidente tentou endurecer com comandantes militares e acabou enquadrado pelas três Forças. Teve ainda de fazer novas mesuras ao Centrão para agradar o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que o ameaçou com o “sinal amarelo” do impeachment, e ao mensaleiro Valdemar da Costa Neto, dono do PL. Acuado, no dia seguinte aos 57 anos do golpe que pela primeira vez ele não comemorou, o “Rambo Bolsonaro” virou o que sempre foi: um sonoro 1º de abril. Continue lendo “Cai o mito do valentão”

A crise invade os quartéis

A última vez que um presidente da República deflagrou uma crise ao demitir sumariamente um general em posto de comando foi no episódio Sílvio Frota, quando Ernesto Geisel degolou seu ministro da Guerra. Agora, depois de 44 anos, Jair Bolsonaro volta a demitir sumariamente um ministro da Defesa, o general de Exército Fernando Azevedo e Silva. Continue lendo “A crise invade os quartéis”

Uma máscara para Bolsonaro

A progressão geométrica de mortes e doentes, muitos à deriva em hospitais agonizantes – somada à aceleração dos índices de rejeição e à vinculação popular da pandemia com o presidente -, disparou a sirene de alerta do governo antes do “sinal amarelo” emitido por Arthur Lira (PP-AL). A ideia – e o comercial no horário nobre da arqui-inimiga TV Globo demonstra isso – foi lançar uma ofensiva de comunicação para tentar salvar, a qualquer custo, a combalida imagem do capitão.  Continue lendo “Uma máscara para Bolsonaro”

Golpismo a céu aberto

O presidente Jair Bolsonaro tem explicitado, de maneira clara e cristalina, a intenção de implodir a democracia brasileira. Esse é o sentido da frase “só Deus me tira da Presidência” e da ameaça de “tomar medidas drásticas” porque “estão esticando a corda demais”. A cantilena autoritária o leva a tratar as Forças Armadas como “meu exército”, como se elas deixassem de ser instituições de Estado para se transformar em sua guarda pretoriana, leais não à Constituição, mas a ele. Continue lendo “Golpismo a céu aberto”

Por que no Brasil há quem diga que o nazismo é de esquerda?

Hitler era declaradamente, abertamente, anticomunista. Dedicou sua vida a destruir a esquerda. Só há controvérsias entre os analfabetos sobre o assunto, que nunca leram um livro a respeito, nem viram os vídeos de pronunciamentos do Fürher. Continue lendo “Por que no Brasil há quem diga que o nazismo é de esquerda?”

Ação Direta de Irresponsabilidade

Ele nunca teve qualquer respeito pelo Congresso e demais esferas de poder, sempre fez pouco caso das instituições. (Des)governa pelas redes sociais, escorraçando qualquer um que dele ouse discordar. Agora, via uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra restrições para deter a circulação do coronavírus impostas pelos governadores do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul, o presidente Jair Bolsonaro materializa em juridiquês a via direta que sempre desejou, sem ser atrapalhado por opositores e intermediários. Continue lendo “Ação Direta de Irresponsabilidade”