A primeira obrigação é dar nome aos bois: rachadinha é um apelido simpático para desvio de dinheiro público, peculato no juridiquês. Em geral, a apropriação indébita de proventos de funcionários – fantasmas ou não – também está intimamente ligada à lavagem de dinheiro, esquema que o delinquente forçosamente cria para encobrir a origem da bufunfa garfada. Não raro, associa-se à organização criminosa devido à necessidade de estruturar e comandar redes azeitadas de coleta e de ocultação do delito. Continue lendo “Rachadinha não é crimezinho”
Vacina Pra Quê?
Andando na contramão da ciência e do bom senso, nosso presidente Jair Bolsonaro insiste em jogar um balde de água fria em qualquer intenção de se comprar uma vacina contra a Covid-19. Continue lendo “Vacina Pra Quê?”
A carta-rolha do PT
Maior perdedor ao lado de Jair Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores sai do segundo turno das eleições municipais em meio a um transtorno semelhante ao do antigo PCB, quando veio à luz o famoso Relatório Khrushchov sobre os crimes de Stálin. À época, comunistas não se entendiam e cada cabeça era uma sentença. A crise de identidade foi de tal ordem que, em reunião da direção do Partidão, Carlos Marighella caiu em choro compulsivo, sem conseguir articular coisa com coisa.
Os Bolsonaros
È uma família estranha essa que ocupa o Planalto Central. Tiveram a sorte de receber o governo do Brasil, ocuparam todos os espaços disponíveis, mas abriram mão do dever de governar o país. Não sei se é por preguiça – governar um país deve ser uma trabalheira de louco – ou se é apenas porque ao pegar o leme perceberam que este é um gigante adormecido que lhes é mais útil quietinho em seu canto. Continue lendo “Os Bolsonaros”
2022 é só em 2022
O PT do ex Lula e o presidente Jair Bolsonaro perderam feio. O centro avançou, a abstenção bateu recordes. Mas, para além do óbvio, será necessário ultrapassar a fase das análises apressadas, algumas absolutamente irresponsáveis, para entender as motivações do eleitor e suas variáveis. Continue lendo “2022 é só em 2022”
Barrados no baile
Menos de uma semana depois dos resultados da estreia do fim das coligações para a eleição de vereadores, pequenos partidos, apoiados por grandes siglas interesseiras, iniciaram um movimento para banir a proibição. Querem restabelecer as antigas regras para driblar as cláusulas de barreira, ter acesso ao Fundo Partidário e direito a horário de rádio e televisão mesmo sem o desempenho mínimo definido, por emenda constitucional, em 2017. Mas nem falam em aprimorar o combalido sistema eleitoral do país, que continua sem oferecer opções de aproximação entre o eleitor e o eleito. Continue lendo “Barrados no baile”
Coisas da China!
Esta semana li três postagens em referência à China que me deixaram assim, ó, de queixo caído.
Uma foi escrita pelo “brilhante” deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03 do presidente. Continue lendo “Coisas da China!”
O poder civil e a questão militar
Encontra-se no escaninho do Congresso a Política (PND) e a Estratégia (END) Nacionais de Defesa, documentos fundamentais para o planejamento e execução das atividades voltadas à defesa do País, desde o recrutamento aos acordos internacionais. Infelizmente deverá fazer caminho semelhante ao de sua versão anterior, de 2016, que só foi aprovada depois de dois anos, sem qualquer debate na Casa e sem a realização de audiências públicas, já no apagar das luzes do governo Michel Temer. Continue lendo “O poder civil e a questão militar”
Um país à deriva
Não temos um governo que nos governe ou que ao menos saiba o que é governar um país. Que pelo menos saiba quem escolher para administrar esta ou aquela pasta. Pior: o governo Bolsonaro escolhe o que há de pior, por simplesmente não conhecer o melhor. Continue lendo “Um país à deriva”
“Maricas empoderadas”
A eleição de 30 transexuais e travestis, 24 gays, 20 lésbicas e 7 bissexuais para vereador em todas as regiões do país alegra, conforta e não deixa dúvidas: a retrógrada, machista e homofóbica agenda comportamental do presidente Jair Bolsonaro definitivamente não emplacou. Vitória comemorada com bom-humor e fina ironia pelo presidente da Aliança Nacional LGBTI+ Toni Reis: “as maricas estão empoderadas”. Continue lendo ““Maricas empoderadas””
Relou!
Ô bicho teimoso esse nosso presidente! Já se passaram duas semanas e nada de Jair Bolsonaro cumprimentar Joe Biden, o presidente eleito dos Estados Unidos, por pura birra. Entrou na onda do outro birrento, que encasquetou que ainda podia virar o jogo, se contassem os papeizinhos tudo de novo. Continue lendo “Relou!”
Como se fossem palitos
Um tronco de mogno tem 25 a 30 metros de comprimento, 50 a 80 centímetros de diâmetro. Como é embarcado ilegalmente para o exterior sem ninguém notar? Se fosse uma carga de palitos de dente, vá lá. Continue lendo “Como se fossem palitos”
Entre a utopia e a realidade
São Paulo é a cereja do bolo, cobiçada por todos. Natural que no segundo turno os olhos do país se voltem para disputa paulistana, dada a pujança de sua economia e seu peso político. Os dois contendores representam muito para o campo a que estão ligados. Uma vitória de Bruno Covas deixará o centro mais bem posicionado para 2022 e contribuirá para o PSDB voltar às suas raízes. Já uma vitória de Guilherme Boulos seria a ressureição de uma esquerda varrida das urnas em 2016 e 2018, com a vantagem de não ter a mácula da corrupção que tanto debilitou o Partido dos Trabalhadores. Continue lendo “Entre a utopia e a realidade”
A eleição que arrasou com Bolsonaro e o PT
O primeiro turno das eleições municipais teve dois perdedores: Jair Bolsonaro e o PT. Continue lendo “A eleição que arrasou com Bolsonaro e o PT”
Hoje não é 2022
O Brasil que vai às urnas neste domingo tem cara bem diferente daquele de 2018. Após dois anos de convívio cotidiano com a desgovernança, virulência e boçalidade do presidente Jair Bolsonaro, uma pandemia que já dura quase 10 meses, empobrecimento e desencanto, os indicadores são de que o eleitor, ressabiado, se cansou de aventuras. Parece preferir partidos tradicionais e políticos com alguma experiência, e move-se mais para o centro. Mas imaginar o agora como prévia de 2022 é fantasia pura. Continue lendo “Hoje não é 2022”
