Até pela natureza de seus negócios, via de regra empresários são pró-governo, seja ele qual for. Desde a redemocratização em 1985, apenas no final do governo Dilma Rousseff adotaram postura oposicionista. Exatamente por isso, o significado do manifesto assinado por mais de 200 entidades e empresários – por ora com divulgação suspensa por decisão monocrática do presidente da Fiesp, Paulo Skaf – vai bem além do seu teor, interpretado como anódino por muitos analistas. Continue lendo “O PIB descola de Bolsonaro”
“O governo é incompetente”
“A inflação beira os dois dígitos, o desemprego e o desalento deixam de fora do mercado de trabalho 20 milhões de brasileiros, a miséria está aumentando, a educação foi entregue a três ministros sem os atributos mínimos para estar no cargo, a Saúde elevou o número de mortes na pandemia pela mistura perigosa de negacionismo e picaretagem, a crise hídrica se agravou por falta de planejamento e o preço da energia está explodindo. O presidente briga, ofende, ameaça, exatamente por isso. Tenta esconder o desempenho desastroso do seu governo.” Continue lendo ““O governo é incompetente””
O câncer do Brasil
Exibido em superclose, o que, propositalmente ou não, ressaltou o ser alucinado que nele habita, o presidente Jair Bolsonaro garantiu em vídeo nas redes sociais que sabe “onde está o câncer do Brasil” e o que fazer para livrar o país do mal. Não fosse o ensaiado tom grave de ameaça, pareceria um opositor barato atacando o governo, prometendo que curaria o país se eleito fosse. Uma lenga-lenga que vem combinada com a tática da inversão: atacar tudo e todos, atiçar e agredir para depois se dizer vítima, impossibilitado de governar. Continue lendo “O câncer do Brasil”
Porres da Semana!
Eita semaninha chata essa, pô! Perdi até o ânimo de escrever, mas, incentivada por todos os meus dois leitores, cedi e aqui estou com o humor do Omar Aziz diante de depoente que mente descaradamente, apesar das provas explícitas que negam suas falas. Continue lendo “Porres da Semana!”
O que esperar deste 7 de setembro
A última vez em que um presidente mobilizou as massas para emparedar outro poder da República foi numa sexta-feira 13, em março de 1964. Com a realização do Comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, o então presidente da República João Goulart tentou contornar a correlação de forças, que lhe era desfavorável no Congresso Nacional, por meio da pressão das ruas para tentar levar adiante seu programa de reformas de base. Continue lendo “O que esperar deste 7 de setembro”
Gravíssimo!
Pouco importa se é para manter a claque mobilizada em permanente beligerância, incentivar a violência e o caos. Admitindo-se uma versão mais branda, pode ser esperteza, burrice ou puro instinto de defesa. Seja o que for, o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes protocolado pelo presidente Jair Bolsonaro no Senado é gravíssimo – a maior ofensiva feita por ele para testar as instituições e corroer a democracia. Continue lendo “Gravíssimo!”
Reis do Gado!
Depois de armar o maior salseiro no meio artístico, político, e na própria vida pessoal, Sérgio Reis, resolveu destocar o berrante que tinha tocado dias antes chamando o gado para uma manifestação geral no dia 7 de setembro. Continue lendo “Reis do Gado!”
A hora mais escura do Afeganistão
Não houve em Cabul cenas como as de Saigon de 1975, com americanos pendurados em helicóptero que decolava do terraço da embaixada americana. Mas houve uma mais trágica: afegãos, em desespero, pendurados em um supercargueiro em plena decolagem e despencando do avião para se estatelar na pista. Continue lendo “A hora mais escura do Afeganistão”
O advogado do presidente
Primeiro foram as notas de repúdio, que, mesmo duras, pouca serventia tiveram. Demorou, mas a reação à fera que se diverte em ser indomável e destruir tudo o que vê pela frente, sejam pessoas ou instituições, veio. O STF decidiu agir, o TSE idem, o Senado e a Câmara, mesmo que tardiamente, também. Só a chefia da PGR, na contramão de muitos dos procuradores, fingiu que nada tinha a ver com isso. Continue lendo “O advogado do presidente”
Impeachment é pouco. Tem que prender
Que Jair Bolsonaro mente, falseia, engana, isso é plenamente sabido. Disso até as emas do Palácio da Alvorada – pobres emas! – estão cansadas de saber. Mesmo assim, as duas revelações que vieram a público nesta sexta-feira são chocantes. Demonstram, da forma mais cabal possível, que o presidente da República não é apenas um mentiroso contumaz: é um criminoso. Continue lendo “Impeachment é pouco. Tem que prender”
O ensino superior deve ser para todos
A Educação brasileira encontra-se polarizada entre duas visões no que diz respeito ao papel das universidades, como ilustram dois fatos do início desta semana. Continue lendo “O ensino superior deve ser para todos”
Patetadas!
Numa tentativa de intimidar os deputados no dia em que iriam votar a PEC do voto impresso, seu sonho de consumo, Jair Bolsonaro resolveu passar um micão e promover um desfile de tanques de guerra para fazer fumaça. Nesse caso, literalmente. Pelo menos um dos veículos soltou muita fumaça escura, o que gerou um monte de comentários e de memes por parte dos internautas. Continue lendo “Patetadas!”
O dia da vergonha – e da derrota
“No dia em que o presidente Jair Bolsonaro promoveu uma das cenas mais ridículas da História do Brasil pelo menos desde a redemocratização, com um anacrônico e acabrunhado desfile de sucatas militares sobre o Eixo Monumental, em Brasília, o Congresso lhe deu duas respostas de que não aceitará mais essas manobras antidemocráticas.” Continue lendo “O dia da vergonha – e da derrota”
Do bico de pena ao voto eletrônico
O Brasil percorreu uma longa trajetória até contar com um sistema de votação que hoje é referência mundial e plenamente confiável. Com o advento da República, ficou para trás o voto censitário do Império. Até então só tinha direito ao voto quem comprovasse determinada condição financeira. A Constituição de 1891 assegurou o voto universal masculino, estendido a maiores de 21 anos, excluindo-se analfabetos e mulheres, ou seja, a maioria dos brasileiros. Continue lendo “Do bico de pena ao voto eletrônico”
Divagações sobre as tentações do poder
Nesta vida, a pessoa precisa se preparar para o longo prazo. Especialmente se tiver um cargo de destaque, como o de presidente da República. Veja o Evo Morales, na Bolívia. Venceu as eleições, fez um bom governo, foi reeleito. Muito justo. No entanto… terminado o segundo mandato, forçou a barra e conseguiu um terceiro, não previsto em lei. Acabou renunciando, para não ser apeado do cargo. Justíssimo. Continue lendo “Divagações sobre as tentações do poder”




