Pérolas!

Duas pérolas saídas de bocas de gente do mundo político marcaram a semana:

A do Lula: “Só vou ficar bem quando foder com o Moro”.

A da Michelle: “a única joia aqui presente são vocês”. Continue lendo “Pérolas!”

A “ressureição” do anticomunismo

O anticomunismo jamais deixou de existir no Brasil. Ora submerge nas camadas profundas da sociedade, ora vem à luz do dia, com uma eco nas massas. Tem sido assim desde os primórdios da Revolução Russa. Imaginava-se que, com o fim da “Pátria mãe do Socialismo” – a extinta União Soviética –, ele havia desaparecido da face da Terra e do Brasil. Ora, se o comunismo tinha deixado de existir, não havia mais sentido, nem base material, para o temor de sua implantação em nosso país. Continue lendo “A “ressureição” do anticomunismo”

A doença do populismo

Com 32.801 domicílios e cerca de 130 mil habitantes, o Sol Nascente, no Distrito Federal, é a maior favela do país, de acordo com o IBGE-2022. Desbancou a Rocinha e o Rio das Pedras, no Rio de Janeiro; está à frente de Beiru (Tancredo Neves), em Salvador, e da paulistana Heliópolis. No entorno da rica Brasília, centro do poder, existem outras 35 favelas com sub-habitações, sem água tratada e coleta de esgoto. A maioria delas resultante da irresponsabilidade de Joaquim Roriz, conhecido como “o governador que dá casa”, que, a partir dos anos 1990, distribuiu lotes a rodo para se eleger e reeleger. Continue lendo “A doença do populismo”

Nicarágua, a Revolução traída

O escritor Eric Nepomuceno foi um entusiasta da Revolução Sandinista desde o seu primeiro momento. Estava em um apartamento em Paris onde iria encontrar Regis Debray quando recebeu um bilhete do escritor francês, desculpando-se por faltar ao encontro porque estava partindo para a Nicarágua onde chegava ao fim a sanguinária ditadura de Anastasio Somoza. Por 40 anos Somoza governou o país como se a Nicarágua fosse uma grande fazenda de propriedade de sua dinastia. Continue lendo “Nicarágua, a Revolução traída”

O extravagante Reino Brasil

Com salário de R$ 9,5 mil, o “digital influencer” Jair Renan Valle Bolsonaro, do alto de seus 25 anos, virou auxiliar parlamentar sênior do senador Jorge Seif (PL-SC). A nomeação, estampada no Diário Oficial da União do dia 8 de março, segue o padrão do clã, cujo sobrenome frequenta contracheques públicos há 30 anos, com mais de uma centena de parentes, amigos do peito e familiares desses amigos. Ainda que mais escancarados do que a maioria, os Bolsonaros não são exceção. Os cargos de livre nomeação em todas as esferas públicas são cabides de emprego para parentes e cupinchas, imoralidade enraizada na política brasileira, independentemente de partido ou ideologia. Continue lendo “O extravagante Reino Brasil”

Jóias das arábias

A sabedoria popular recomenda não mexer no mau cheiro sob pena de piorar o fedor. O caso das jóias das arábias, presente do príncipe saudita para o casal Bolsonaro, comprova o dito. Quanto mais se sabe da espantosa história apurada pelo Estadão, mais complicada fica a posição do ex. Bolsonaro, que não vê ilegalidade no mimo, jamais escondeu sua preferência pelos sauditas nas negociações envolvendo a Petrobras, até para a privatização da estatal brasileira. Uma relação que além da “afinidade” com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman envolve bilhões de dólares. Continue lendo “Jóias das arábias”

“Gestão Bolsonaro agiu para liberar jóias de R$ 16,6 milhões para presidente e Michelle”

“BRASÍLIA – O governo Jair Bolsonaro (PL) tentou trazer ilegalmente para o País colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes avaliados em € 3 milhões, o equivalente a R$ 16,5 milhões. As joias eram um presente do regime saudita para o então presidente e a primeira-dama Michelle Bolsonaro e foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos. Estavam na mochila de um militar, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que viajara ao Oriente Médio em outubro de 2021. Continue lendo ““Gestão Bolsonaro agiu para liberar jóias de R$ 16,6 milhões para presidente e Michelle””

Boa companhia

O presidente Lula não está mais sozinho em sua batalha contra os juros altos. Inflação causada por anomalias no lado da oferta não se combate com aumento de juros. A definição é do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, para quem o presidente Lula tem toda razão de se preocupar: elevação de juros nessas situações são desnecessárias, ilógicas e levam o país para a recessão, com graves consequências para a produção, o emprego e a renda da grande maioria da população. Continue lendo “Boa companhia”

Cem Anos de Podridão!

Agora que as caixas pretas dos sigilos impostos por Jair Bolsonaro estão sendo abertas, podemos esperar por algumas bombas de alto poder de destruição. Pra ele, claro! Afinal Bolsonaro, sozinho, decretou 1.108 sigilos de 100 anos durante sua gestão. É sigilo bagaray. Aí tem!

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O que restará aos humanos?

No mundo em que vivemos o trabalho desempenha importante função social, dando um sentido à vida das pessoas. Não ter emprego é quase como não ter vida. Desde a primeira revolução industrial vivemos na “sociedade do trabalho”. Essa realidade vem sendo alterada profundamente com o advento da Inteligência Artificial. O fenômeno já tinha sido observado por Yuval Harari em 2016, quando escreveu o livro Homo Deus: uma breve história do amanhã, e fez a previsão de que até 2050 surgiria uma nova classe social: a dos inempregáveis. Continue lendo “O que restará aos humanos?”

De volta ao passado, a bordo do trem-bala

Na economia, o governo Lula 3 parece estar em acelerada marcha a ré rumo ao passado. Rumo a algo parecido com os tenebrosos tempos de Dilma 2, em que Guido Mantega propunha a “nova matriz econômica” – o “nova” aí indicando aquelas idéias de 1917, do Estado todo-poderoso. Continue lendo “De volta ao passado, a bordo do trem-bala”