Meu pai faria cem anos no próximo 16 de maio. Ele queria chegar lá, ao centenário, para comemorar com os seus. Amou a vida integralmente e dizia, Bebel é quem lembra, que a simples presença de uma garrafa de champagne, mesmo fechada, já era um convite para festa. Continue lendo “Ontem, hoje, amanhã”
Thelma
A internet, para quem sabe procurar, reserva surpresas, achados e lembranças. Mas é preciso ter muita ciência, para não cair nessa tsunami de informações excessivas, muitas vezes inúteis e mentirosas. Continue lendo “Thelma”
Nós sonhávamos
Tarde quente de fevereiro, meu filho me passa o telefone.
— Pra você, mãe. Vânia.
— Vânia? Continue lendo “Nós sonhávamos”
Depois daquele beijo
Essa a tradução brasileira do título do filme Blow up, de Antonioni. Mas a história de um beijo, que eu vou aqui contar, é singela e bela como são todos os amores. Não guarda conexão alguma com ampliações de fotos tiradas, na ficção, em um parque londrino. Continue lendo “Depois daquele beijo”
Lixo e flores
O Carnaval vinha chegando, mas os pequenos acontecimentos não paravam de preencher os dias de quem abandonou o ofício de folião. Na manhã de quinta-feira, acordo com o barulho de ferramentas do outro lado da encruzilhada/praça de meu bairro. Continue lendo “Lixo e flores”
Abraço de leitor comovido
Trabalhei com Moacyr Scliar muitas vezes, desde os anos oitenta, na Bienal Nestlé de Literatura, coordenada pelo escritor Ricardo Ramos, amigo pródigo em conhecimentos, amizades e afetos. Continue lendo “Abraço de leitor comovido”
A Prefeitura mente e me agride
Minha caixa de correios não é lixo. Mas não posso impedir que alguém, da rua, jogue nela suas impropriedades. Foi o que alguém, não sei quem é, porque não assinou seu nome e apenas rubricou com um garrancho, fazendo crer que é funcionário da Prefeitura de minha cidade, jogasse um “papelixo”, um auto de suposta infração cometida por mim. Continue lendo “A Prefeitura mente e me agride”
Daqui a pouco, nunca mais
Hoje, o plano era escrever sobre um certo telefonema e um certo vestido de noiva.
No entanto, atropelada pelo final do horário de verão, adio tudo. Minha amiga, no sul de Minas, há de entender. Continue lendo “Daqui a pouco, nunca mais”
O perigo está por perto
Ele chega todas as noites por volta das dez e começa a remexer no lixo que as pessoas continuam jogando no passeio da esquina em frente. Junta todos os plásticos que encontra, mais alguns objetos inflamáveis, e põe fogo. Continue lendo “O perigo está por perto”
Sobre motoqueiros e a Nascimento e Silva, 107
“Rua Nascimento e Silva, 107. eu saio correndo do pivete”…
Avenida General Olímpio da Silveira, eu saio correndo do motoquete… Continue lendo “Sobre motoqueiros e a Nascimento e Silva, 107”
Agendas e dentifrícios
Vez ou outra, descubro não ser nada fácil envelhecer em um mundo cada vez mais novo.
Tudo se transformando, algumas coisas sumindo, ó, nunca mais. Continue lendo “Agendas e dentifrícios”
Recadinho de nada
De vez em quando, acontece. O tempo passa, chega o aniversário de alguém que não quero esquecer. Nem o aniversário, nem o aniversariante. Continue lendo “Recadinho de nada”
Mineiro moderno
A internet é uma revolução nas comunicações do mundo e seus avanços não param de deslumbrar as pessoas. Não se sabe onde vai dar esse fluxo que muitos pensam que será contínuo. Continue lendo “Mineiro moderno”
Cores, traços e afetos
Há umas duas semanas, inesperadamente, ganhei um presente muito especial. Livro. Com dedicatória e tudo. Mais: dedicatória carinhosa, me chamando de “cumadre” – assim, entre aspas –, mandando abraço. E muita saudade. Continue lendo “Cores, traços e afetos”
O Egito, a poesia e a menina
Eis que o poeta me chega pelas mãos de uma leitora. Consolo para esses dias em que me debruço sobre o que se passa no mundo. Diante de ditadores de toda espécie, sempre odiosos, o povo do Oriente se levanta em rebelião. Os ditadores sempre caem, mas deixam em seu rastro uma multidão de oprimidos pela violência e a miséria. Continue lendo “O Egito, a poesia e a menina”
