Meu olhar está fixo nos olhos de Arthur enquanto em Londres ouve-se o hino brasileiro. Entro fundo naqueles olhos que guardam água para jorrar a qualquer momento. A força da conquista se mistura com o vigor da canção nacional. Continue lendo “Arthur e Sara”
Reflexões de menino
Noites de pensar. Não sei quando fui invadido por uma melancolia, uma inquietação que ainda não era uma dúvida, como viria a ser mais tarde. Não sei se estava na infância ou já avançara aos tempos da adolescência.
Sempre houve, sempre haverá
Nascer, crescer, viver e morrer, isso sempre houve e sempre haverá. O essencial sempre existiu, desde que o homem iniciou sua trajetória pelo planeta. Continue lendo “Sempre houve, sempre haverá”
A beleza e a feiúra
Penso na palavra beleza e me vem a imagem dessas duas crianças sorrindo, brincando em volta de adultos deslumbrados com sua formosura e delicadeza. Continue lendo “A beleza e a feiúra”
De volta a Belo Horizonte
Quinze dias fora do país, saio pela cidade para ver a paisagem conhecida. Preciso comprar um filtro para a água da geladeira. Na loja especializada me informam que o produto está em falta, a fábrica não o envia há tempos. Continue lendo “De volta a Belo Horizonte”
Em Portugal
Em Portugal me sinto em casa. Não é só a língua comum, mas o ambiente, as pessoas. Até comemoro com eles os gols de sua seleção: “purtugal”. Continue lendo “Em Portugal”
Na Madeira
A caminho de um trabalho em Dublin, eu passaria por Lisboa. Sempre que tenho de ir à Europa, vou e volto por Portugal. Ainda mais agora que podemos embarcar e chegar em vôo direto Beagá-Lisboa-Beagá. Mas ainda não me viera à cabeça a ideia de conhecer a Ilha da Madeira. Desta vez eu fui lá e não me arrependi. Continue lendo “Na Madeira”
Dia de lembrar três amigos
Reservo a manhã para procurar em papéis antigos um texto que não encontro no computador. Esses momentos sempre me reservam surpresas. Escritos feitos há tempos, esquecidos, reaparecem e, muitas vezes, de alma nova. Continue lendo “Dia de lembrar três amigos”
O direito de ser feliz
O vinho desce suavemente pela garganta e a voz de Alaíde Costa inebria mais que o álcool. Os dois, delicadamente, vêm me aquecer nesta noite de inverno. Se bem que nem inverno oficial é, mas o que o corpo sente e o termômetro indica me faz prever que o frio veio para ficar. Continue lendo “O direito de ser feliz”
O Independência é verde e branco
Os meninos tinham 12 anos e isso se passou há cem, na cidade que fora inaugurada há apenas quinze. 1912, rua dos Timbiras, entre as ruas da Bahia e Espírito Santo. Queriam fundar um time de futebol para organizar o que faziam informalmente em suas brincadeiras com a bola no pé e o desejo de gols. Continue lendo “O Independência é verde e branco”
Vida de viajante
Ando cansado de tanto aeroporto, estrada para o aeroporto, viagens de quarenta e cinco minutos que, do ponto de partida ao de chegada, nos roubam umas quatro horas. Para levar o enredo no melhor dos mundos gosto, quando vou só, de ler durante o percurso. Aí é que começa o meu problema. Continue lendo “Vida de viajante”
Eu não sou Carolina Dickmann
Eu não sou Carolina Dickmann, mas também fui vítima de vilania na internet. Não pensem vocês que tirei fotos íntimas, quem sabe pelado como nasci, as guardei no computador e algum bandido as roubou e contrabandeou para o mundo digital. Continue lendo “Eu não sou Carolina Dickmann”
Cotidiano brasileiro
A cada dia precisa-se acordar mais cedo para ir em direção ao trabalho. Mora-se mais longe, o transporte público é uma lástima e quem disse que se trabalha oito horas por dia? E o tempo que se gasta da casa para o trabalho e do trabalho para casa não conta? Se não influi no salário, prejudica muito a vida das famílias dos brasileiros. Continue lendo “Cotidiano brasileiro”
O muro e a grade
Em frente à nossa casa havia um muro, com cerca de um metro de altura e mais de vinte centímetros de largura. Baixo e largo, acabou virando um imenso banco onde os estudantes se assentavam à espera do ônibus que os levaria ao Colégio Estadual. Continue lendo “O muro e a grade”
A descoberta de um novo amor
Como um raio que nos enche de emoção, a paixão inesperada às vezes nos invade e revolve nosso coração, nosso corpo, nossa sensibilidade. Damos e recebemos choques que não machucam, apenas arrepiam, estremecem e alegram. Continue lendo “A descoberta de um novo amor”
