Matou a Família e Foi ao Cinema!

Lendo as notícias da semana, me veio logo à mente esse filme de 1969, dirigido por Júlio Bressane.

“Matou a Família e Foi ao Cinema” conta a história de um jovem carioca de classe média baixa que assassina os pais a punhaladas e sai de casa em seguida pra assistir ao filme “Perdidos de Amor”.  Continue lendo “Matou a Família e Foi ao Cinema!”

Pescarias

Todo mundo sabe que pai Jair gosta de pescar. Gosta tanto que foi autuado e multado por fiscal do Ibama em Angra dos Reis por estar pescando em águas proibidas, reservada à reprodução da fauna e flora marinhas. Tempos depois, já entronado na Presidência da República, o protoditador demitiu o fiscal e em seguida, em mais uma vingancinha infantil, desmantelou o Ibama de norte a sul do Brasil.  Continue lendo “Pescarias”

Sossego!

Chega um dia em que algumas pessoas que moram nas cidades grandes, ou mais ou menos grandes, têm seu momento de stress e começam a pensar em morar no campo pra fugir do trânsito, dos escapamentos turbinados, dos motoboys que vão se esgueirando entre os carros tocando a buzina nas orelhas dos motoristas, enfim…

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Notícia: o crime da mala

No texto anterior, este que vos escreve citou rapidamente o nariz de cera, prática usada nos jornais de há muitas décadas. Era uma espécie de preâmbulo, que antecedia a notícia propriamente dita. Agora, para melhor entendimento, reproduzo trecho da primeira página de O Estado de S. Paulo na edição de 9 de outubro de 1928. Continue lendo “Notícia: o crime da mala”

Agradáveis locais de trabalho

Nariz de cera (texto com obviedades que no século passado abria as notícias dos jornais):

O conforto no trabalho, tão desfrutável nos dias de hoje, não era possível em outros tempos porque dependia-se da papelada. E esta, documentos, ofícios, correspondência, notas fiscais, achava-se guardada nas gavetas dos portentosos arquivos de aço e outros meios físicos. A informática facilitou tanto as coisas, que, hoje, até mesmo as mesas de escritório e as salas de reunião estão ficando dispensáveis.

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Um cão bem-falante

Terminado o almoço, peguei um cafezinho, sentei-me na poltrona, liguei a televisão… e não houve tempo para mais nada. A campainha do portão da rua soou. Ora, quem viria incomodar um pacato idoso em uma hora destas? Espiei pelo olho mágico (o visor da porta da rua), e não vi ninguém. Havia ali apenas um cachorro. Essa criançada apronta, pensei.

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Caridade não tem idade

Tão pequenas, aquelas crianças passavam horas na rua, em dias muitos quentes, às vezes frios, abordando motoristas de carros parados no farol. “Compra, moço, compra, dona”. Ofereciam garrafas de água. Era como um esmolar, de resultado difícil. Em um dia destes, tiveram uma boa surpresa. Um motorista comprou todas as garrafas que tinham. Como ficaram contentes os pequenos, e o irmão mais velho, que os vigiava… Puderam voltar cedo para casa.

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