As pessoas que fazem cinema nos Estados Unidos ficaram de pé para aplaudir as jovens Jennifer Lawrence e Jennifer Hudson, mas não fizeram o mesmo diante dos veneráveis Christopher Plummer e Barbra Streisand. Continue lendo “As Jennifers merecem mais que Barbra e Plummer?”
E o Oscar vai para… Michelle Obama!
A festa do Oscar 2013 surpreendeu.
Há décadas reclama-se da festa do Oscar. Diz-se que ela é repetitiva, previsível, longa, chata, cafona, babaca. Continue lendo “E o Oscar vai para… Michelle Obama!”
A estranha nobreza de “fazer”
Lincoln, de Steven Spielberg, é um superlativo elogio da prática da democracia, ou melhor, da sua “praxis”, como grita o recalcado marxista de 20 anos que, clandestino e bilioso, rumina nas profundas do meu fígado.
A mulher que não viveu nenhuma vez
Se o Jimmy Stewart (Scottie) de Vertigo é Orfeu, Orfeu somos todos nós ou é qualquer um. Orfeu amava tanto Eurídice que, desesperado com a morte dela, desceu aos infernos para a resgatar, tocando a sua doce lira. Correu mal, claro. Continue lendo “A mulher que não viveu nenhuma vez”
Pedagogia e lagosta fria
Toda a pedagogia é amoral. Penso nos heróis hedonistas de um certo filme, eu que já estou mais para Maurice Chevalier (Honoré) do que para Louis Jourdan (Gaston). Recomendo o filme a Nuno Crato, talvez o único consensual galã do governo, que não desmereceria no papel de Gaston ao lado da juvenil Leslie Caron (Gigi).
Noites de ponta e mola
A ponta e mola brilhou numa noite dos meus 14 anos. Voltei a vê-la em The Outsiders e Rumble Fish de Francis Coppola, filmes que depois me mostraram o espectáculo da morte a que aos 14 anos não assisti. Mas conto.
A esplêndida luz do mal
Jurei que John Wayne era o meu único herói. Protestos de fidelidade cheiram sempre a mentira. Tenho tantos, mais heróis, que imagino só meus. Como Lord Jim que se refez herói carregando às costas um fardo de negra culpa. Continue lendo “A esplêndida luz do mal”
Uma deliciosa simetria
Todo o turista é negligente. Mesmo visitando a mais perfeita catedral, o prosaico turista sai, sem uma genuflexão, oferecendo ao sacrário o rotundo traseiro. Continue lendo “Uma deliciosa simetria”
Os meus heróis caminham para o ocaso
Os meus melhores heróis são crepusculares. Vêm das sombras do cinema e nessas sombras se consomem, caminhando para o ocaso. Dá-lhes corpo, aos dois melhores, o mesmo, tão diferente, John Wayne. Continue lendo “Os meus heróis caminham para o ocaso”
Richard Dreyfuss morou na minha rua
Richard Dreyfuss foi um dos rapazes do meu bairro. O pornógrafo de Inserts, o jovial Dreyfuss de Jaws, o obcecado Dreyfuss de Close Encounters foram meus vizinhos. Mais do que esses, saído da minha rua colonial de Luanda, seria ou foi o Dreyfuss de American Graffitti.
Heróis do mundo, heróis de mim
São heróis. Voltei a pensar neles enquanto via o último filme de Clint Eastwood, pai e filha. Temos a cabeça e o coração cheios deles. Sabemos bem que não são só nossos, que são heróis do mundo todo, de todo o mundo. Mas acreditamos que é mesmo a “mim” que eles querem e tratam de forma especial. Continue lendo “Heróis do mundo, heróis de mim”
O Natal vem de bicicleta
O Natal é uma bicicleta e um par de patins. Foi assim que, pela primeira vez, fomos ver os “malucos”. Um bando de putos de bicicleta e um deles, mania da originalidade, com um belo par de patins. Continue lendo “O Natal vem de bicicleta”
Uma solidão de Vitor Gaspar
Há filmes que gosto de ostentar, há filmes que gosto de esconder. Exibo Playtime, do francês Jacques Tati, como um dos meus emblemas de bom gosto, comédia saturada de inteligência e invenção, coberta, se olharmos bem, por um imaculado lençol de lírica tristeza.
Gonzaga, pai e filho
Na tela explodem corações. Na platéia, lágrimas pela história comovente e canto silencioso pelas belíssimas canções. Dois talentos da música popular brasileira, que a vida juntou pelo sangue e desuniu no dia a dia da carreira de um e do crescimento do outro. Continue lendo “Gonzaga, pai e filho”
Três lições para a Escola de Cinema
Robert Parrish é um conhecidíssimo desconhecido. Atravessou cinco décadas de Hollywood. Foi exímio montador e ganhou um Oscar pela montagem de Body and Soul de Robert Rossen. Realizou uma mão cheia de filmes esquecidos. Continue lendo “Três lições para a Escola de Cinema”









