O presidente Jair Bolsonaro parte neste domingo para os Estados Unidos, primeira investida internacional depois da discreta passagem por Davos, para muitos uma presença decepcionante. Continue lendo “O ex-capitão na América”
Armas e lágrimas
“A chacina da escola de Suzano requer solidariedade às vítimas e reflexão: falar em armar professores é um desatino. Armas devem estar nas mãos de policiais e militares que saibam usá-las para proteger cidadãos e retirá-las de bandidos que atazanam o povo.” ( Fernando Henrique Cardoso.) Continue lendo “Armas e lágrimas”
Faça sua aposta: pragmáticos ou ideológicos?
Toda vez que a disputa entre pragmáticos e ideológicos se estabeleceu em um governo, a balança pendeu para os primeiros. O exemplo mais clássico foi a China de Deng XiaoPing, com a derrota da “Gang de Xangai”. Continue lendo “Faça sua aposta: pragmáticos ou ideológicos?”
A corda ao pescoço
A multidão exulta com a morte dos outros. Em Paris, na Place de Grêve, até ao século XVIII, a multidão festiva ululava por mais condenados. É daí, dessa multidão ociosa, desempregada e de mãos nos bolsos, que vem, em ínvia etimologia, a palavra greve. O último poeta que essa multidão gulosa e gourmet viu arder foi Claude Le Petit, condenado à fogueira, por ter escrito um voluptuosamente obsceno “Bordel das Musas”. Continue lendo “A corda ao pescoço”
E ainda não tem 100 dias
Em 7 de outubro, diante do resultado do primeiro turno que o colocava na liderança com mais de 46% dos votos contra 28% do segundo colocado Fernando Haddad, o então candidato Jair Bolsonaro usou o Facebook para comemorar e agradecer aos eleitores. Ao vivo e em cores, prometeu “unir o povo, unir os cacos que nos fez o governo de esquerda”, caso fosse vitorioso. Ao chegar à Presidência não fez valer a jura: traiu milhões de eleitores. Continue lendo “E ainda não tem 100 dias”
Coitado do Brasil
Já não sou carnavalesca, mas já fui. Em criança, me fantasiavam e levavam aos bailes infantis. À aproximação dos dias de folia, a casa se enchia de confetes e serpentina e todos, ou quase todos, sabiam as marchinhas que iriam encantar os foliões naquele ano. Continue lendo “Coitado do Brasil”
De volta à política
Farda, tiro e queda
Caiu um grão de pimenta na minha vida. E dois de mostarda, já agora. Naquele tempo tinha dezanove anos e transitei, mais com um suspiro do que com um estrondo, de acólito a guarda vermelho, ou seja, do catolicismo progressista para o maoismo. Continue lendo “Farda, tiro e queda”
Besteira demais, governo de menos
Políticos estão sempre em campanha, mesmo os que negam de mãos juntas. Mas costumam usar os anos ímpares para consolidar votos e engordar o eleitorado. O presidente Jair Bolsonaro faz a dieta inversa: queima popularidade na largada, boa parte dela desperdiçada em questões comezinhas, distantes de tudo aquilo que é importante e urgente para o país. Continue lendo “Besteira demais, governo de menos”
Sobre pombos e falcões
Os falcões, loucos para fazer a Guerra, saíram enfraquecidos da reunião do Grupo de Lima. Ao menos por enquanto, a opção por uma intervenção militar na Venezuela foi descartada pelos países participantes. A voz que se ouviu foi a dos pombos. Entre eles o vice-presidente Hamilton Mourão. Continue lendo “Sobre pombos e falcões”
Amor à primeira vista
Não lembraria ao diabo começar uma crónica sobre um cientista, seja o nosso solar Carlos Fiolhais ou o admirável Sobrinho Simões, associando-lhes o termo “ass”, que é, em português, a forma de reduzir um rabo a duas letras. Continue lendo “Amor à primeira vista”
Privilégios fardados
A proposta de reforma da Previdência que chegou na semana passada ao Congresso é ampla, arrojada. Não apenas os mortais trabalhadores, mas também servidores públicos e políticos terão de dar o seu quinhão. Continue lendo “Privilégios fardados”
Tocar na Banda
O fato é que a nós, povo, resta continuar a tocar na banda, animados e ritmados, sem saber exatamente o quê, e quanto, vamos ganhar. Continue lendo “Tocar na Banda”
Fla-Flu na Educação
A batalha política entre a esquerda e a direita produziu, na semana passada, dois episódios na área educacional. Continue lendo “Fla-Flu na Educação”
Arte ao meio-dia, lixo à meia-noite
Não se dá o devido valor ao arrepio na espinha, forma popular de designar o orgasmo estético. Recuemos aos anos 60 e visitemos o Fogg Museum, em Harvard. Uma tela de Matisse prende os nossos olhos. Uma chispa de prazer corre-nos pela medula com a velocidade e o estonteante drible do benfiquista Rafa: é só uma tela, um rosto de mulher, e é como se uma colher de paraíso se derramasse na ilha triste que é qualquer coração. Sai-nos boca fora, com dois pontos de exclamação, esta alegria infantil: que bonito, oh, que bonito. Continue lendo “Arte ao meio-dia, lixo à meia-noite”




